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Turn

Com seu primeiro episódio dirigido por Ed Bianchi (“Boardwalk Empire” e “Rubicon”), Nick Copus (“Arrow” e “Nikita”), Rupert Wyatt (“Rise of the Planet of the Apes”) e roteiro de Alexander Rose e Craig Silverstein (“Stephen King’s Dead Zone”), “Turn” é uma criação de Craig Silverstein (“Stephen King’s Dead Zone”, “Nikita” e “Bones”) que tem tudo para ser uma série épica magnífica.

Nem sempre isso é suficiente para manter uma série no ar, como fica fácil intuir quando lembramos do destino do sensacional “Ripper Street”, mas sempre podemos torcer.

Turn - Série de TV

A série tem por personagem principal Abe Woodhull, vivido por Jamie Bell (“Jane Eyre”, “Jumper” e “Billy Elliot”), um fazendeiro que, relutante, se envolve com um grupo de amigos de infância que o recrutam para o que viria a ser o Culper Ring, uma agência de espionagem criada por Benjamin Tallmadge sob as ordens do General George Washington, que mudou os rumos da luta pela independência na América do Norte de 1778 – dois anos após o momento histórico retratado no primeiro episódio.

A série e daquelas raridades televisivas que deveriam ser protegidas de alguma forma da extrema preocupação das produtoras em ter como seu único compromisso os resultados imediatos no lugar de dar espaço para o crescimento de algo tão único quanto esta obra.

Esperemos que “Turn” seja tão bem sucedido quanto “Nikita” e tenha melhor sorte que “Rubicon”.

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Trailer

Avaliação

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X-Men: Days of Future Past – Posters

Em “X-Men: Days of Future Past”, os X-Men lutam pela sobrevivência de sua espécie em duas assinaturas temporais. Os personagens originais juntam forças com seus “eus” mais jovens de “X-Men: First Class” em uma batalha épica que deve mudar o passado para propagar o impacto de tais mudanças no futuro.

Tendo terminado as filmagens de “X-Men: Days of Future Past”, com Hugh Jackman, James McAvoy, Jennifer Lawrence, Patrick Stewart, Michael Fassbender, Ian McKellen, Nicholas Hoult, Omar Sy, Peter Dinklage, Halle Berry, Adan Canto, Fan Bingbing, Anna Paking, Evan Peters, Daniel Cudmore, Ellen Page e Booboo Stewart (ufa!), o diretor Brian Singer promete mais um sucesso de público e crítica para 23 de Maio de 2014, quando o filme sai nos cinemas.

Enquanto isso seguem os posters para dar um gostinho

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The Expendables 3 – Os Mercenários 3 – Posters

Foram liberados 16 posters do filme “The Expendables 3″, que incluem Sylvester Stallone, Terry Crews, Jet Li, Jason Statham, Dolph Lundgren, Arnold Schwarzenegger, Randy Couture, Kellen Lutz, Ronda Roussey, Victor Ortiz, Glen Powell, Harrison Ford, Kelsey Grammer, Wesley Snipes, Antonio Banderas, Mel Gibson.

Segundo a sinopse oficial, em “The Expendables 3″, Barney (Sylvester Stallone), Christmas (Jason Statham) e o resto da equipe se deparam com Conrad Stonebanks (Mel Gibson), responsável pela fundação do grupo com Barney anos antes. Stonebanks se tornara, depois disso, um negociante de armas de fogo e Barney o teria matado… ou assim pensou que havia sido bem sucedido em seu intento. Stonebanks, que enganou a morte no passado, agora tem por missão destruir os mercenários – mas Barnes está em seu caminho. Barney decide que tem de combater o sangue antigo com sangue novo e traz para o jogo uma nova era de mercenários, recrutando indivíduos mais jovens, mais rápidos e mais orientados à tecnologia. Sua missão então se torna um combate entre os durões clássicos e os experts em tecnologia na mais pessoal das batalhas dos mercenários até o momento.

O filme, dirigido por Patrick Hughes (“Busca Sangrenta”) vai estrear dia 15 de Agosto de 2014 nos EUA.

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Snowpiercer – Expresso do Amanhã

Brilhante, alegórico, excêntrico, “Terrygilliano”!

“Snowpiercer” nasce um clássico e presta o serviço ciclicamente prestado por todo grande filme acerca da distopia inconspícua em que vivemos ao mesmo tempo que se mostra uma magnífica obra cinematográfica de entretenimento.

Da mesma forma que “Matrix”, “Truman Show”, “V for Vendetta” ou “1984” – e provavelmente sem se colocar em tanta evidência (o que é mais uma virtude que um defeito – “Snowpiercer” discorre acerca de uma sociedade profundamente similar a nossa, sobretudo em sua inerente loucura, e se faz, ao mesmo tempo, suficientemente estrangeira ao ponto de a maioria dos espectadores acharem que é uma realidade totalmente distinta da nossa.

Com argumento e direção de Joon-ho Bong que vem conseguindo notas altas em avaliações no IMDB e recebendo ótimas críticas já em seus últimos cinco filmes, “Snowpiercer” – baseado na graphic novel “Le Transperceneige” – conta a estória de uma sociedade dividida em castas que subesiste em um trem gigantesco e auto-sustentável, um suposto moto-contínuo que permaneceu funcionando por sob trilhos que circundariam todo o globo após um cataclisma climático de proporções mundiais.


Chris Evans (“Capitão América”), Tilda Swinton (“Orlando”), Jamie Bell (“Billy Elliot”), Ewen Bremner (“Trainspotting”), Octavia Spencer (“The Help”) e Luke Pasqualino (“Galáctica Blood and Chrome”) fazem parte desta quimérica metáfora do mundo em que vivemos em uma típica releitura distópica e trágica da Caverna de Platão.

Juntam-se ao elenco os veteranos John Hurt (“1984″) e Ed Harris (“Truman Show”), ambos nada desconfortáveis em seus papéis apocalípticos e tão alinhados com a crítica social que vem marcando sua carreira e enriquecendo seus currículos.

Um festival de horror no melhor estilo “Brazil, o Filme”, mas com as cores sanguinolentas da tradição mais afinada com os dias de hoje, “Snowpiercer” é revoltante, repugnante e sórdido na mesma medida em que é genial. E o que basta, além de adjetivá-lo, é informar que se trata de um filme acerca do status quo, de revoluções, de conspirações e de natureza humana.

Quer saber mais?

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Terra Morta: Infecção

A Infecção zumbi está dominando o Brasil. Não perceba tarde demais, quando tudo for apenas uma Terra Morta.

Você cansou de ver hordas de zumbis devastando apenas os Estados Unidos, como se somente os gringos merecessem ser devorados por dentes amarelos, cariados, e ter seus músculos arrancados dos ossos por garras apodrecidas? Pois então eis a chance de fazer parte desse seleto grupo de felizardos, Brasil também pode ser palco de um horror apocalíptico.

Originada em 2008, a saga Terra Morta nasceu em um blog e não tardou a arrebanhar sua própria legião de infectados… quer dizer, leitores e chamar a atenção da Editora Draco, transformando-se numa das séries de zumbis de maior sucesso do Brasil. Com o lançamento do primeiro volume, Terra Morta: Fuga, em 2011, vieram turbas enfurecidas de leitores sedentos pela continuação. Para tentar dar um pouco de paz a essas criaturas, o autor Tiago Toy e a Editora Draco se uniram mais uma vez e arquitetaram o plano de sobrevivência: um crowdfunding — financiamento coletivo — onde os próprios leitores, responsáveis pelo sucesso de Terra Morta: Fuga, também possam fazer parte da realização do segundo volume, Terra Morta: Infecção.

Em Terra Morta: Fuga, Tiago (o protagonista, não o autor!) precisou recorrer constantemente à sua melhor arma, o parkour, para lutar por sua sobrevivência contra os infectados e a LAQUARTZ (carinhosamente apelidada de “UMBRELLA Brazuca” pelos fãs). Agora, em Terra Morta: Infecção, ele terá que se unir a (queridinha do público) Daniela e um novo grupo de sobreviventes dos mais variados tipos — uma russa que ajuda uma mãe a dar à luz o seu primeiro filho em um chão sujo de McDonald’s; um homem com um segredo em seu bolso e um pastor alemão como seu único juiz; um quarentão com estranhas cicatrizes na pele e na alma; um grupo de agentes que muito faz e pouco fala, entre outros — para sobreviver por alguns dias até que a ajuda venha. Se vier.

Isso será possível com tantas personalidades distintas confinadas em um mesmo local, ou será exatamente esta miscigenação de egos o estopim de seu fracasso? Cercado em uma São Paulo tomada pela a infecção que devastou o interior paulista, Tiago precisa continuar alerta; mesmo quando as massas de infectados estão longe, os maiores inimigos podem estar muito perto, com sorrisos falsos e uma faca escondida nas costas. Não pode vacilar, Tiago! Olhos abertos.

Vencedor do prêmio Destaque Literário de 2012 na categoria Distopia e mantendo-se em 1º lugar por 4 semanas na lista de Mais Vendidos de Horror da Amazon, Terra Morta: Fuga está aguardando sua sequência. O mais legal é que você pode ser um dos responsáveis a espalhar a infecção.

Para isso basta ir na página promocional de Terra Morta: Infecção no Catarse e conferir qual a recompensa que mais te agrada. É possível colaborar com vários valores, desde R$10, que dá direito ao e-book; R$30, que garante a versão impressa, ilustrada e com mais de 300 páginas de Infecção; até R$500, onde você ganha, além da saga completa de Terra Morta em uma encadernação especial, uma HQ exclusiva baseada no universo de TM, livros à sua escolha do catálogo da Draco, camiseta, e-books a rodo, um encontro com o autor e até sua participação como personagem do livro, seja como infectado, sobrevivente ou o que sua imaginação quiser. Dá até para colocar sua sogra lá no meio do apocalipse. The zoeira never ends!

Quer fazer parte da resistência? Precisamos dos mais dispostos a lutar. Vem e acessa a página do projeto para ajudar: http://catarse.me/pt/terramorta
Terra Morta: Infecção terá mais de 300 páginas, será ilustrado pelo artista Celso Ludgero (HQ Planeta Morto), e tem previsão de lançamento entre Maio e Junho de 2014.

Conheça mais sobre Terra Morta em suas páginas oficiais:
Facebook: https://www.facebook.com/terramortaoficial
Blog: http://terra-morta.blogspot.com.br
Twitter: https://twitter.com/tiago_toy

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Dystopia – Coletânea Literária

Um drone* em forma de patinho de borracha, gangues subterrâneas, chips alucinógenos, hologramas e hieróglifos iluminados, uma deidade cibernética, corporações criminosas, uma máfia sionista, mercenários ressuscitados e um gigantesco leviatã devorador de mundos! Dystopia é uma antologia que reúne contos de ficção científica ambientados em universos distópicos, anacrônicos, pós-apocalípticos ou no mínimo caóticos e que narram às histórias de anti-heróis bastante peculiares que habitam estes mundos.

“São textos com diferentes lugares maus, escrito por alguns dos mais atuantes escritores da literatura de gênero brasileira. É sua chance, leitor, de saber antes tudo o que pode dar errado nos tempos que estão por vir.” -Romeu Martins

Descubra mais na coletânea Dystopia – http://taberna.aolimiar.com.br

Sobre o Selo Editorial Taberna

A tecnologia trouxe novos meios de produção cultural e transformou a forma como os leitores têm acesso à literatura. Todos os dias, os livros que antes eram acessíveis apenas em sua forma impressa podem ser lidos virtualmente em diversos aparelhos, de celulares a tablets. Seus títulos podem ser pesquisados em sistemas eletrônicos de busca, e o conteúdo ouvido e apreciado em várias formas multimídia.

Essas possibilidades geram uma demanda de profissionais que atendam e entendam as novas ferramentas de leitura e edição. O aoLimiar – rede social de Literatura Fantástica – se propõe a quebrar paradigmas e oferecer uma estrutura tecnológica que possibilite o surgimento de novos autores e publicações. Como parte de sua proposta inicial, a rede promove canais alternativos de publicação impressa e digital.

Taberna é o primeiro selo editorial criado dentro do aoLimiar e foi pensado para possibilitar a publicação de autores que, embora talentosos, ainda são desconhecidos do grande público, mas também daqueles que já têm seus trabalhos na mídia. O selo não atuará exclusivamente com a produção de formatos digitais: em parceria com editoras, visa também à publicação impressa de suas obras.

Entre na Taberna e faça seu pedido ou use o botão abaixo para comprar.

“Dystopia” ~ Adquira sua Cópia!

Preço do e-book – R$8,40


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Família do Bagulho

Com boa cotação no IMDB, “Família do Bagulho” (“We’re the Millers”, 7.2imdb) é dirigida por Rawson Marshall Thurber – diretor do engraçado “Dodgeball” e roteirista do ótimo “Easy A” – com roteiro de Bob Fisher, Steve Faber, Sean Anders e John Morris.

Nos papéis principais a competente Jennifer Aniston (“Friends”) e o ótimo Jason Sudeikis (“Saturday Night Live”), com notável participação de Molly C. Quinn (“Finding Hope”, 2011), Nick Offerman (“Parks and Recreation”) e Luis Guzmán (“Traffic”).

O filme narra a estória de um traficante menor de maconha que, após ter sua droga roubada, recebe de seu superior a tarefa de ir ao México receber um carregamento do produto e trazer para os EUA. Diante do problema o sujeito resolve cria uma falsa família para fazer parte de seu plano de transportar a enorme quantidade de maconha através da fronteira.

Nem o hilariante Jason Sudeikis nem falsa família composta pela stripper Rose (Jenniger Aniston) e dois adolescentes locais decepcionam o público, criando situações das mais engraçadas.

Com um orçamento de US$ 37 milhões, o faturamento de cerca de US$ 26 milhões e um faturamento bruto de US$ 126 milhões até o momento, a comédia politicamente incorreta de Thurber e Sudeikis pode bem ser uma grata surpresa para quem procura um humor menos recatado.

Nos cinemas dia 27 de setembro de 2013.

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Cordel dos Sonhos

O projeto de Richard Diegues vai distribuir gratuitamente o livro infantil “Cordel dos Sonhos” para crianças de famílias de baixa renda e bibliotecas públicas. Será um projeto com financiamento coletivo através de colaborações reunidas no site Catarse.me. A iniciativa conta com o apoio de quem acredita em colaborar para construir mundo melhor através da leitura e têm a intenção de contribuir com valores que vão de R$ 10,00 até quanto acharem que vale a pena investir.

A intenção do projeto é mobilizar as pessoas e inspirar tantas outras no sentido de idealizar e colaborar com projetos de longo prazo para mudar a situação cultural do país.

Cada um pode ajudar e fazer a diferença e, na página do projeto no Catarse, estão disponíveis diversas formas de contribuir, sendo que, para cada tipo de contribuição, há um prêmio.

Caso o leitor se sinta na condição pede-se que apoie o projeto financeiramente como um Investimento no Futuro. E, podendo ou não apoiar de forma financeira, que repasse este artigo para amigos e familiares, para que consigamos ampliar a rede de contatos, conforme as instruções ao final deste artigo.

A obra “Cordel dos Sonhos” que empresta o título ao projeto, faz uso das ilustrações de Jeffrey Thompson para ajudar a contar a estória, que foi concebida depois de um extenso estudo sobre as principais dificuldades que as crianças enfrentam na faixa dos 9 aos 12 anos de idade.

Com narrativas pedagógicas e lúdicas voltadas à crise de identidade e complexos de liberdade tolhida, geralmente associadas às negativas inerentes da educação nessa fase da vida. Trata ainda do processo de “divórcio velado”, recorrente principalmente nas camadas sociais desprivilegiadas economicamente.

Geralmente os pais são vistos como “monstros” nessa fase, e essa analogia é feita com cuidado discreto ao longo de toda a obra, onde a protagonista inicia uma “briga” com sua mãe, e depois se vê obrigada a trilhar todo um caminho até conseguir ser perdoada. É uma fantasia cheia de subtextos educativos, ocorrendo em um Reino dos Sonhos – presente em três outros romances que exploram o “Universo de Todos os Olhos” – onde personagens já familiares para as crianças vão passando pelo caminho da personagem em sua jornada.

A tipografia bem cuidada e cheia de diversidade e a rica diagramação de textos e as imagens, ao longo das cento e vinte páginas emblematicamente ilustradas em duas cores, ganham identidade ao fazer uso da arte do cordel, tão representativo da cultura nacional.

O estilo literário usa da poesia, da prosa e de rimas não só como linguagem mas como oportunidade para apresentar naturalmente aos leitores as diversas nuances da literatura e seus conceitos. O formato do livro físico também foi estudado pensando na assimilação das crianças, com o tamanho de 23cm x 21cm, miolo colorido em duas cores, preservando a identidade do cordel.

Richard Diegues, o autor, reside na cidade de São Paulo e publicou os livros “Resvalamentos – a Chave dos Reinos” (romance, 2012), “Catrina e o Reino de Todos os Olhos” (romance, 2011), “Tempos de AlgóriA” (romance, 2011), “Cyber Brasiliana” (romance, 2010), “Sob a Luz do Abajur” (contos, 2007) e “Magia – Tomo I” (romance, 1997) – além de ter organizado e ter sido co-autor em dezenas de outros livros. Sócio-editor da Tarja Editorial, Richard Diegues é engajado em projetos sociais, já visitou inúmeras escolas e bibliotecas em palestras e eventos, sempre incentivando o hábito da leitura para as crianças e adolescentes.

Quer colaborar? Eis as suas opções…

1) Colabore financeiramente com o projeto…

http://catarse.me/pt/CordelDosSonhos

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Tetralogia Monstro – de Enki Bilal

Enki Bilal é um dos mais densos quadrinistas cuja obra já experimentei, com um traço carregado de dramaticidade e um argumento sempre surpreendente, estrangeiro e instigante, tudo isso sem se perder no rebuscar desnecessário, massante ou irrelevante em que é tão fácil tropeçar ao produzir obras com tão altas aspirações.

Minha memória mais forte de Bilal vem da “Trilogia Nikopol” e dos filmes “Tycho Moon” de 1996 (assista um trecho) e “Immortal” de 2004 (assista um trecho), a primeira filme com um roteiro muito interessante e o segundo com um visual tão marcante e diverso que dificilmente você já viu algum filme com a mesma originalidade estética.

Nos idos de outrora, para conseguir um quadrinho europeu era preciso garimpar na Leonardo DaVinci e em meia dúzia de três ou quatro outros pontos estratégicos da cidade para conseguir um exemplar em português de Portugal mas, felizmente, editoras como a Nemo vêm lançando sucessos que, antes não chegavam às nossas margens.

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Desta vez a Nemo está lançando a “Tetralogia Monstro”, um trabalho de Bilal que mergulha da trajetória adulta de Nike, Leyla e Amir, três órfãos nascidos em meio a guerra Iuguslava, na década de 1990. Trata-se de um trabalho muito mais pessoal do autor que chega ao leitor completa, contando com “O Sono do Monstro”, “32 de Dezembro”, “Encontro em Paris” e “Quatro?”.

A estória discorre acerca de uma distopia tecnológica futurista com influência estética oriental e as cores frias costumeiras de Bilal, que continua se atendo ao caminho mais difícil e contrói mais um mundo complexo onde a humanidade busca sua identidade em uma obra profunda e cheia de significado, qualidades tão em falta na maior parte dos enredos quadrinísticos e cinematográficos nos últimos 10 ou 20 anos.

Na Nova Iorque de 2026 o personagem principal, Nike Hatzfeld, se define como “um especialista na memória das coisas que não se interessa pelo passado” e que discorre acerca da história vivida por ele, Samir e Leyla após sobreviverem ao bombardeio a Sarajevo décadas antes e dividirem com ele o mesmo quarto de hospital. Em busca dos amigos, Hatzfeld acaba se envolvendo involuntariamente com uma conspiração internacional que acaba por desenterrar o passado dos três.

A obra está nas prateleiras em formato 24 x 32 cm, capa dura e se estendendo por 272 páginas, já disponível no site da Editora Nemo para compra.

Serviço

Título original: “Monstre – L’Intégrale”
Páginas: 272
Formato: 24 x 32 cm
Acabamento: capa dura
Editora: Editora Nemo
ISBN: 9788564823587
Editora Original: Casterman
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Vale lembrar que a “Trilogia Nikopol” também está disponível no site da editora.

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Retrofuturismo – da Tarja Editorial

A maior honraria que recebi desde que comecei a escrever ficção científica pode ser resumida nestas palavras escritas em uma placa metálica que me foi entregue pelos fundadores do Raul Cândido e Bruno Accioly, maio de 2011:

“Ordem da Caldeira – Por serviços de inestimável importância ao Movimento RetroFuturista no Brasil a Sociedade Retrofuturista e o Conselho SteamPunk conferem esta comenda em hora ao mérito do confrade Romeu Martins.”

Uma honra semelhante acaba de me ocorrer agora que a Tarja Editorial lança um livro que tem uma proposta totalmente inédita no mundo e que me deu o enorme prazer de ver meu nome em seu subtítulo:

Retrofuturismo – Um Compêndio do Comendador Romeu Martins sobre as variantes do Punk e suas associações inimagináveis
[sws_button class=”” size=”sws_btn_small” align=”sws_btn_align_center” href=”http://www.tarjalivros.com.br/detalheprod.asp?produto=109″ target=”_blank” label=”comprar” template=”sws_btn_blue” textcolor=”” bgcolor=”” bgcolorhover=”” glow=”sws_btn_glow_bronze”] [/sws_button]

Esta obra, que ajudei os editores Gianpaolo Celli e Richard Diegues a organizar, reúne pela primeira vez na história as principais vertentes literárias do retrofuturismo. Não apenas o consagrado vitorianismo alternativo representado pelo steampunk, mas também contos que se passam no Período Pré-Histórico, na Antiguidade Clássica, na Idade Média, na Renascença, durante as Grandes Guerras, durante os anos da Guerra Fria e avança até o futuro niilista típico do Cyberpunk, o gênero mãe de que todos derivaram e são sucessores.

Retrofuturismo dessa forma condensa contos de alguns dos melhores, mais ativos e mais inovadores escritores da ficção especulativa brasileira. Tive a genuína felicidade de trabalhar com as obras dos escritores Alliah, Nikelen Witter, Georgete Silen, Ana Cristinha Rodrigues, Renato Azevedo, Michel Argento, Marcelo Augusto Galvão, Dana Guedes e os já citados Gianpaolo Celli e Richard Diegues para dar forma a esse livro de pioneirismo reconhecido por um dos maiores especialistas no assunto, Jeff VaderMeer, coautor da Steampunk Bible.

Minha contribuição, além de ajudar na escolha e edição dos contos, também foi a de escrever uma longa introdução ao retrofuturismo, na qual tentei dar um panorama histórico a respeito das principais vertentes e explicar o porquê do recorrente uso do sufixo “punk” para se referir a elas. Também escrevi introduções para cada uma das dez histórias do compêndio, falando um pouco sobre o subgênero em questão e sobre cada autor.

Para todos os confrades do Conselho Steampunk do Brasil, ficam meus votos de uma leitura que seja tão agradável e tão surpreendente quanto foram agradáveis e supreendentes para mim o convite e a oportunidade de trabalhar com uma obra dessa magnitude.

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Cinema, Séries de TV, Literatura, Quadrinhos e Jogos