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Brasileiro é novo desenhista do Super-Homem

Um dos super-heróis mais queridos e conhecidos do mundo vai ganhar uma nova equipe criativa. Depois da divulgação de que J. Michael Straczynski seria o novo roteirista da série mensal “Superman”, começaram as especulações a respeito de quem completaria o time responsável por dar vida às novas aventuras do filho de Kripton. E, recentemente, o blog oficial da DC Comics, o “The Source”, divulgou o nome do desenhista Eddy Barrows como novo ilustrador da série.

Para quem não conhece nada do mercado de HQs, esta notícia aparentemente não tem relação alguma com o Brasil, certo? Errado! Apesar do nome pomposo de ator hollywoodiano, esse artista é natural de Belém do Pará, cresceu em Belo Horizonte e mal arranha o inglês. A aparente coincidência entre o nome e o mercado norte-americano é, na verdade, fruto de um mal-entendido.

“Em 1999, eu enviava desenhos por fax aos EUA”, contou o quadrinista ao jornal Folha de São Paulo. “A parte de cima da página, onde estava meu nome, sempre saía cortada, e o agente pensava que era Eddy Barrows”.

Na verdade, era Eduardo Barros. Mas ele só percebeu o engano meses depois, quando não havia mais volta. O mineiro — que, sem querer, acabou trilhando o mesmo caminho de desenhistas famosos como Mike Deodato, Luke Ross, Joe Bennett e Roger Cruz, que americanizaram seus nomes visando facilitar a vida no mercado de HQs daquele país — já vem desenhando regularmente a série “Action Comics”, que também sai mensalmente nos Estados Unidos, além de estar envolvido na saga “War of the Supermen”.

Hoje, o quadrinista de 35 anos está em alta no mercado norte-americano e, ao assumir um personagem tradicional e de peso como o Super-Homem, dando formas aos roteiros do não menos ilustre J.M. Straczynski, Barrows rabiscou — desculpem o trocadilho infame — definitivamente seu nome no hall da fama das HQs de super-heróis.

A trajetória de Barrows lembra a do também brasileiro Ivan Reis — desenhista responsável pela mega-série “Blackest Night”, uma das últimas e mais importantes sagas do Lanterna Verde, super-herói da DC Comics. Ambos desenham com contrato de exclusividade para a DC. Tanto para Barrows quanto para Reis, no meio do caminho para o sucesso nos EUA havia Joe Prado, agente que faz a ponte entre os artistas daqui e as editoras de lá por meio da agência brasileira Art Comics. Mas, anos antes de entrar para o primeiro escalão da DC, Barrows havia desistido da carreira, em 2000. A explicação para a desistência foi a insatisfação com o próprio traço que, segundo ele, “era ruim, tanto em cenários quanto em anatomia feminina”. Em 2003, quando achou que estava pronto para voltar ao mercado, assinou contrato com a Image Comics (das séries “Spawn” e “Whichblade”) e desenhou gibis da série “G.I. Joe”. No ano seguinte, iniciou contatos com a Marvel e a DC, ficando com a última.

Para alguém que achava o próprio traço ruim, Barrows se mostrou um criador de figuras detalhistas e proporcionais no que se refere à anatomia humana. E os cenários, marcados por formas geométricas regulares, impressionam pelo perfeccionismo.

Sua estreia será na edição 700 da série “Superman”, que deve sair em breve nos EUA. Segundo a Panini, que edita os gibis no Brasil, não há previsão de quando esses desenhos chegarão aqui.

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