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The Divide
Bruno Accioly comment 0 Comments access_time 2 min read

Lançado nos EUA em 2011, “The Divide” (IMDB) é uma grata surpresa para os fãs do gênero (pós)Apocalíptico – sobretudo para quem não sabe nada sobre o filme.

Mas por mais que se leia uma sinopse ou crítica acerca da obra, não será possível ao espectador imaginar o teor de brutalidade psicológica presente no filme.

“The Divide” nos joga, logo em seus primeiros segundos, numa Nova Iorque sob ataque nuclear tático pelos olhos de um grupo de moradores de um edifício que, por pouco, consegue escapar para um abrigo construído por um lunático zelador.

Sem qualquer contato com o mundo exterior o grupo se vê a mercê de seu salvador e de suas políticas de racionamento, suas meias verdades e sua paranóia.

As personagens, não completamente a salvo dos efeitos da radiação, da reclusão e de sua própria natureza, vão degenerando primeiro sutilmente e, depois, em ritmo cada vez mais acelerado até que a tela se transforma em um desfile de horrores onde os mais fortes triunfam sobre os mais fracos.

O filme, então, passa a brincar com o potencial humano para a destruição e a questionar se existe e consegue prevalecer, de fato, a moral, a decência e a civilidade, em um ambiente tão inóspito.

Íntegro, brutal e soberbo são os adjetivos que me vieram à mente assim que o filme terminou. Nasce um clássico, portanto, pelas mãos de Xavier Gens, que dirige o roteiro de Karl Mueller e Eron Sheean, em um filme que se passa quase todo dentro de um único ambiente e que é estrelado pela belíssima e talentosa Lauren German, com participação de Michael Bien e Milo Ventimiglia.

Presenças notáveis como a de Rosanna Arquette, Courtney B. Vance, Michael Eklund e Ashton Holmes, temperam a trama de forma convincente e aterrorizante.

Na tradição de mencionar os filmes que remetem ao discutido, “The Divide” lembrou-me “Ensaio sobre a Cegueira” (2008) “O Buraco” (2001), “O Senhor das Moscas” (1990), mas sem qualquer sombra de redenção ou possibilidade de redimir a Espécie Humana de sua própria fragilidade, mediocridade e vilania.

É um filme raro, cheio de tensão, angústia e violência psicológica.

O site do filme não lhe faz jus, mas a FanPage no Facebook, provavelmente, vai aplacar um pouco mais o fã ávido por informações e fotos adicionais.

 

Lauren German Pós-Apocalíptico The Divide

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