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Retrofuturismo - da Tarja Editorial
Romeu Martins comment Comentários access_time 2 minutos

A maior honraria que recebi desde que comecei a escrever ficção científica pode ser resumida nestas palavras escritas em uma placa metálica que me foi entregue pelos fundadores do Raul Cândido e Bruno Accioly, maio de 2011:

“Ordem da Caldeira – Por serviços de inestimável importância ao Movimento RetroFuturista no Brasil a Sociedade Retrofuturista e o Conselho SteamPunk conferem esta comenda em hora ao mérito do confrade Romeu Martins.”

Uma honra semelhante acaba de me ocorrer agora que a Tarja Editorial lança um livro que tem uma proposta totalmente inédita no mundo e que me deu o enorme prazer de ver meu nome em seu subtítulo:

Retrofuturismo – Um Compêndio do Comendador Romeu Martins sobre as variantes do Punk e suas associações inimagináveis
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Esta obra, que ajudei os editores Gianpaolo Celli e Richard Diegues a organizar, reúne pela primeira vez na história as principais vertentes literárias do retrofuturismo. Não apenas o consagrado vitorianismo alternativo representado pelo steampunk, mas também contos que se passam no Período Pré-Histórico, na Antiguidade Clássica, na Idade Média, na Renascença, durante as Grandes Guerras, durante os anos da Guerra Fria e avança até o futuro niilista típico do Cyberpunk, o gênero mãe de que todos derivaram e são sucessores.

Retrofuturismo dessa forma condensa contos de alguns dos melhores, mais ativos e mais inovadores escritores da ficção especulativa brasileira. Tive a genuína felicidade de trabalhar com as obras dos escritores Alliah, Nikelen Witter, Georgete Silen, Ana Cristinha Rodrigues, Renato Azevedo, Michel Argento, Marcelo Augusto Galvão, Dana Guedes e os já citados Gianpaolo Celli e Richard Diegues para dar forma a esse livro de pioneirismo reconhecido por um dos maiores especialistas no assunto, Jeff VaderMeer, coautor da Steampunk Bible.

Minha contribuição, além de ajudar na escolha e edição dos contos, também foi a de escrever uma longa introdução ao retrofuturismo, na qual tentei dar um panorama histórico a respeito das principais vertentes e explicar o porquê do recorrente uso do sufixo “punk” para se referir a elas. Também escrevi introduções para cada uma das dez histórias do compêndio, falando um pouco sobre o subgênero em questão e sobre cada autor.

Para todos os confrades do Conselho Steampunk do Brasil, ficam meus votos de uma leitura que seja tão agradável e tão surpreendente quanto foram agradáveis e supreendentes para mim o convite e a oportunidade de trabalhar com uma obra dessa magnitude.

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