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Snowpiercer - Expresso do Amanhã
Bruno Accioly comment 0 Comments access_time 2 min read

Brilhante, alegórico, excêntrico, “Terrygilliano”!

“Snowpiercer” nasce um clássico e presta o serviço ciclicamente prestado por todo grande filme acerca da distopia inconspícua em que vivemos ao mesmo tempo que se mostra uma magnífica obra cinematográfica de entretenimento.

Da mesma forma que “Matrix”, “Truman Show”, “V for Vendetta” ou “1984” – e provavelmente sem se colocar em tanta evidência (o que é mais uma virtude que um defeito – “Snowpiercer” discorre acerca de uma sociedade profundamente similar a nossa, sobretudo em sua inerente loucura, e se faz, ao mesmo tempo, suficientemente estrangeira ao ponto de a maioria dos espectadores acharem que é uma realidade totalmente distinta da nossa.

Com argumento e direção de Joon-ho Bong que vem conseguindo notas altas em avaliações no IMDB e recebendo ótimas críticas já em seus últimos cinco filmes, “Snowpiercer” – baseado na graphic novel “Le Transperceneige” – conta a estória de uma sociedade dividida em castas que subesiste em um trem gigantesco e auto-sustentável, um suposto moto-contínuo que permaneceu funcionando por sob trilhos que circundariam todo o globo após um cataclisma climático de proporções mundiais.


Chris Evans (“Capitão América”), Tilda Swinton (“Orlando”), Jamie Bell (“Billy Elliot”), Ewen Bremner (“Trainspotting”), Octavia Spencer (“The Help”) e Luke Pasqualino (“Galáctica Blood and Chrome”) fazem parte desta quimérica metáfora do mundo em que vivemos em uma típica releitura distópica e trágica da Caverna de Platão.

Juntam-se ao elenco os veteranos John Hurt (“1984”) e Ed Harris (“Truman Show”), ambos nada desconfortáveis em seus papéis apocalípticos e tão alinhados com a crítica social que vem marcando sua carreira e enriquecendo seus currículos.

Um festival de horror no melhor estilo “Brazil, o Filme”, mas com as cores sanguinolentas da tradição mais afinada com os dias de hoje, “Snowpiercer” é revoltante, repugnante e sórdido na mesma medida em que é genial. E o que basta, além de adjetivá-lo, é informar que se trata de um filme acerca do status quo, de revoluções, de conspirações e de natureza humana.

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Chris Evans distopia Ficção Científica

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