Em maio de 2016 um dos filmes mais esperados pelos fãs de quadrinhos e dos filmes da Marvel, vai invadir os cinemas narrando a história da cisão dos Vingadores devido à diferenças ideológicas entre seus membros, particularmente entre o Homem de Ferro e Capitão América.

Em um mundo como o nosso não seria difícil imaginar que o surgimento de heróis poderosos e encapuçados acabasse deixando clara a necessidade de que estes fossem reconhecidos e regulamentados de alguma forma pelo Estado, e é justamente isso que acaba por provocar uma fratura na relação entre Tony Stark e Steve Rogers, um a favor de um maior Controle e o outro não querendo abrir mão da Liberdade em nome da Segurança.

O dilema é antigo e, mais do que nunca, conseguimos nos identificar nesta escolha complexa e delicada em tempos de Estado Islâmico e Crime Organizado.

Intencionalmente ou não, “Captain America: Civil War” chega nos cinemas em boa hora, servindo de alegoria para a forma como nos relacionamos uns com os outros no que tange as questões ideológicas que abraçamos.

É na ficção que os nossos heróis vão se digladiar para fazer valer suas visões de mundo e é no tabuleiro virtual que estamos colocando em cheque amizades e relações pelo simples fato de que, hoje, sabemos mais do outro por conta do grau de exposição que nos permitimos nas redes sociais.

“Capitão América: Guerra Civil” promete ser mais um fenômeno de bilheteria e fica claro que a franquia, novamente, não vai deixar pedra sobre pedra e atingir em cheio os corações e mentes de Conservadores e Liberais em toda parte.