Festival Internacional de Cinema Infantil
Agosto 27, 2008 · Imprima este Artigo
Por Lucas Sigaud

Podem comemorar, crianças (e pais) do Rio de Janeiro! Começa esta sexta-feira, dia 29 de agosto, o Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI), no Rio de Janeiro e Niterói, promovido, mais uma vez, pela rede Cinemark de cinemas. No Rio, o FICI dura até o dia 7 de setembro, e tem diversas atrações, muitas delas imperdíveis.
E não fica só por aqui – o FICI passará por mais seis cidades brasileiras: Brasília (5 a 14 de setembro), São Paulo e Campinas (12 a 21 de setembro), Belo Horizonte (19 a 28 de setembro) e Salvador e Aracaju (26 de setembro a 5 de outubro).
As atrações de maior destaque desta edição do festival fica por conta do Prêmio Brasil de Cinema Infantil, novidade que premiará um dos sete curtas infantis brasileiros a serem exibidos (o que é um incentivo mais que válido e necessário), a homenagem à dramaturga Maria Clara Machado, por todo o seu trabalho dedicado principalmente ao teatro infantil, a pré-estréia de “Os Mosconautas no Mundo da Lua”, filme em 3D (quem já teve a oportunidade de conferir “Beowulf” ou “Viagem ao Centro da Terra” em 3D sabe que o efeito é absolutamente espetacular!) cujo trailer já está passando nos cinemas e promete bastante, a seção Pré-Estréias Internacionais, com filmes inéditos e elogiados (em especial, o holandês “African Bambi”, sobre a vida dos antílopes africanos), e a Oficina de Cinema de Animação, na qual crianças de todas as idades podem aprender algumas técnicas utilizadas na criação de filmes de animação.
Nesta edição, alguns filmes em inglês terão dublagem em português ao vivo, com a intenção de colocar o público mirim em contato com os dois idiomas simultaneamente, idéia diferente e uma forma curiosa de se apresentar os filmes. Igualmente curiosa é a escolha de incluir “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura” na mostra Clássico Brasil do festival.
Com isso, e com a extensa (e bem selecionada, convém frisar) lista de filmes a serem exibidos (destaques, além dos já citados, para o sueco “Pippi Meialonga nos Mares do Sul” e para o franco-germânico-polonês “Um Reizinho Chamado Macius”), o Festival Internacional de Cinema Infantil é um programa com garantia absoluta de diversão – e, honestamente, não apenas para as crianças e seus pais!
Curiosidade: como uma homenagem a Maria Clara Machado, o filme “Pluft, o Fantasminha”, de 1962 (!), foi incluído na mostra Clássico Brasil. “Pluft, o Fantasminha” é uma de suas peças mais conhecidas, tendo sido reencenada incontáveis vezes através das décadas.
“O Nevoeiro”, nos Cinemas
Agosto 26, 2008 · Imprima este Artigo
Por Rita Franco
Na próxima sexta-feira, 29 de agosto, estréia nos cinemas brasileiros mais um filme baseado na obra do mestre Stephen King, “O Nevoeiro” (”The Mist”).
O filme é dirigido por Frank Darabont, o mesmo que levou às telas “Um sonho de liberdade”, baseado no conto “Rita Hayworth e a redenção de Shawshank”, do livro “As Quatro Estações”. Também foi o responsável por “À espera de um milagre” (”The Green Mile”), baseado no livro homônimo do mesmo escritor. Ou seja, estamos diante de um especialista em Stephen King.
Só que enquanto os dois filmes citados no parágrafo anterior tratam do sistema carcerário americano, com todas as mazelas que isso pode trazer e como se desenvolve a natureza humana nesse ambiente inóspito, “O Nevoeiro” faz jus à alcunha de “mestre do terror” concedida a King, como defende o artigo escrito por Bruno Accioly.
E, tratando-se de Stephen King, não esperemos um terror sanguinolento à la “Jason” (da cine-série “Sexta-feira 13″), mas sim a observação de como as pessoas se portam e se mostram em situações-limite.
“Reflexos da Inocência”
Agosto 18, 2008 · Imprima este Artigo
Por Lucas Sigaud

O novo filme com Daniel Craig nada tem a ver com James Bond – “Reflexos da Inocência” (IMDB - título até mais poético do que o original, “Flashbacks of a Fool”), produção britânica que estréia sexta-feira nos cinemas, é um filme parado, sensível, focado nos sentimentos e relações entre os personagens, em vez da ação costumeira de filmes com Craig (além do citado espião, Craig também interpretou Steve em “Munich” IMDB, Lord Asriel em “A Bússola de Ouro” e Alex West em “Lara Croft: Tomb Raider” IMDB).
O filme, escrito e dirigido por Baillie Walsh (em apenas sua segunda incursão nas telonas – antes disso, escreveu e dirigiu o elogiado “Mirror, Mirror” - IMDB - em 1996!), tem uma edição curiosa, às vezes rápida, às vezes lenta, com longos closes, enfatizando os conflitos pessoais do personagem principal, Joe Scott (Daniel Craig) – um ator hollywoodiano rico e decadente, que sofre um baque com o anúncio da morte de seu melhor amigo de infância Boots, e que o faz repensar toda a sua vida, em especial alguns eventos ocorridos anos antes (o “flashback” do título original), os quais modificaram as suas vidas.
Baillie se utiliza da frieza e do distanciamento para realçar as sutilezas da trama. A trilha sonora torna-se muito mais relevante justamente por ser utilizada tão esparsamente. Apenas três músicas têm impacto marcante: “Sons Of”, de Scott Walker (que abre o filme, com um tom dramático e desesperado), “The Jean Genie”, de David Bowie, e a linda “If There Is Something”, do Roxy Music – as duas últimas são responsáveis pelos melhores dez minutos do filme, na seqüência do diálogo de Joe Scott (interpretado quando jovem por Harry Eden, roubando a cena) e Ruth Davies (interpretada quando jovem pela encantadora Felicity Jones) em que discutem a letra de “The Jean Genie” e imitam Roxy Music cantando “If There Is Something”.
Resumindo, “Reflexos da Inocência” é um filme bonito, triste e que trata de oportunidades perdidas e daquelas pequenas escolhas que acabam influenciando toda uma vida. Com seu misto de passado e presente, pinta com poucas e sutis pinceladas um retrato de uma vida, suas esperanças e suas desilusões. Esperemos que Baillie Walsh não leve mais doze anos para nos agraciar com um de seus filmes!
Curiosidade: na verdade, papéis em dramas é mais uma volta às origens do que uma reinvenção para Daniel Craig, uma vez que quando começou, ainda adolescente, interpretou “Oliver”, “Romeu & Julieta” e “Cinderela”, no teatro inglês. Outro rosto conhecido na Inglaterra é o de Jodhi May, que interpreta a sexy Evelyn Adams – entre diversos outros papéis em séries inglesas, ela interpretou Anne Boleyn na versão para televisão de “A Outra”, em 2002.
“Nem por Cima do meu Cadáver”
Agosto 17, 2008 · Imprima este Artigo
Por Bruno Accioly

A comédia cujo nome original era “How I Met My New Boyfriend’s Dead Fiancee or: Ghost Bitch” (em português “Como Conheci a Noiva Morta de meu Novo Namorado ou: ‘Bruxa’ Fantasma”), “Por Cima do Cadáver Dela” (IMDB) é uma comédia bem escrita mas despretensiosa, que diverte sem alarde e deixa na boca um gostinho de coisa bem resolvida.
Com um elenco encabeçado pelo ótimo Paul Rudd, pela simpática Lake Bell e pela exuberante engraçada e teatral Eva Longoria Parker, o filme (”Over her Dead Body”, em inglês) revisita os remakes do clássico “Here Comes Mr. Jordan” (”Here Comes Mr. Jordan”, 1941; “Heaven can Wait” - 1978; “Down to Earth”, 2001).
O elenco de suporte é muito bem representado pelo talentoso Jason Biggs, pelo ótimo Stephen Root enquanto a trilha sonora desponta logo nos primeiro segundos de filme com um batuque inconfundível de “Mas Que Nada”.

O filme conta a história de Kate (Eva Longoria Parker), noiva de Henry (Paul Rudd), que morre pouco antes do casamento e permanece na Terra para resolver suas questões pendentes. A história muda de ângulo então, se concentrando em Ashley (Lake Bell), uma clarividente/empresária-de-catering que é procurada pela irmã de Henry para ajudá-la a convencer o irmão a voltar a sair com outras pessoas e esquecer a noiva falecida.
O filme é simpático, leve e muito agradável, ressaltando a importância da felicidade de quem a gente ama, mesmo para além dos nosso interesses. Enfim, um bom filme de estreia para Jeff Lowell, que dirigiu e escreveu a obra, sua primeira incursão no cinema depois de uma promissora carreira na Televisão.
Estréia dia 19 de Setembro de 2008.
Curiosidade: Lowell é a voz do papagaio da personagem vivida por Paul Rudd.
Visite o Site Oficial do filme
“Ressaca de Amor”
Agosto 17, 2008 · Imprima este Artigo
Por Sissi Freire
“Ressaca de Amor” (Forgetting Sarah Marshall) conta a estória de Peter (Jason Segel), um compositor de scores para séries de TV que, apesar de namorar a bombástica atriz Sarah Marshall (Kristen Bell) se sente muito mais confortável sentado em seu sofá do que posando na frente das cameras com a namorada. Na cabeça de Peter, tudo ia bem, porém Sarah destrói sua vida pacata quando termina o relacionamento dos dois. Desesperado para esquecer Sarah, Peter vai para o Hawai e chegando lá descobre que Sarah e seu novo namorado, o cantor internacional Aldous Snow (Russell Brand) estão hospedados no mesmo hotel que ele. Mas nem tudo vai por água abaixo, Peter conhece Rachel (Mila Kunis) e tenta recolocar sua vida em perspectiva.
Em alguns momentos, o telespectador pode se assustar com a forma que as relações sexuais são abordadas durante o filme, mas basta lembrar de “Ligeiramente Grávidos” (Knocked Up) que tudo volta a normalidade.
Dirigido por Nicholas Stoller (Blades of Glory) e escrito pelo próprio Jason Segel (“How I Met Your Mother” ), Ressaca de Amor é uma comédia que mostra que nem tudo que reluz é ouro, e nem sempre um(a) namorado(a) famoso(a) pode ser a solução dos seus problemas. O filme conta ainda com as belíssimas paisagens das paradisíacas praias havaianas e uma trilha sonora composta de sucessos como “Nothing Compares to You” de Sinead O’Connor e outras desconhecidas porém muito interessantes - compostas e escritas por ninguém menos que Jason Segel - como “Inside of You”.
Quem Assistiu “Watchmen”?
Agosto 17, 2008 · Imprima este Artigo
Por Bruno Accioly
Saulo Benigno - na lista de discussão obrigatória para nerds - Arq Sci-Fi, foi quem me chamou a atenção para que alguém havia visto “Watchmen”, o filme cujo trailer é, em si, uma obra prima da adaptação dos quadrinhos.
Pelo jeito Zack Snyder não teve coragem de deixar um fã tão proeminente de “Watchmen” e panfletário de carterinha, na vontade até o lançamento do filme e resolveu dar uma chance para o pobre.
Então… quem assistiu “Watchmen”?
Kevin Smith: “Assisti ‘Watchmen’. It’s fucking astounding. O contrato de confidencialidade que assinei me coibe de falar muito, mas posso dizer o seguinte com entusiasmo orgástico: Snyder e cia. conseguiram! Lembra daquela sensação, assistindo ‘Sin City’ na tela grande e ficando boquiaberto pela tradução fiel do material original em termos de conteúdo e visual? Pois é… Triplique a sensação e você chegará perto do que senti assistindo ‘Watchmen’. Até mesmo Alan Moore deve ficar surpreso com a semelhança e fidelidade ao livro.”
Alguém consegue esperar?
Para ver o trailer clique neste link
Eu não!
“Crepúsculo” tem data modificada
Agosto 16, 2008 · Imprima este Artigo
Por Sissi Freire
A Summit Entertainment avisou ontem que a data oficial de estréia de “Crepúsculo” (Twilight) foi antecipada para 21 de Novembro de 2008 nos Estados Unidos. Crepúsculo é o primeiro volume da saga de Bella e Edward, escrita por Stephenie Meyer, e também o primeiro thriller romântico de franquia produzido pela Summit Entertainment.
Segundo declarações, o fator que mais impactou nessa decisão foi a mudança da estréia de Harry Potter E O Enigma do Principe para o início de 2009, deixando assim um espaço no calendários de filme de 2008 e dando ao estúdio a oportunidade de distribuir Crepúsculo em mais salas de cinema sem a presença do bruxo de Hogwarths.
Não há como tampar o sol com a peneira, a estória escrita por Stephenie Meyer, que começa com Crepúsculo, vem atingindo cada vez mais pessoas e aumentando o fandom em torno de Bella, Edward e os outros personagens da saga, que conta como uma adolescente encontrou o grande amor de sua vida na forma de um vampiro. Enquando nos Estados Unidos o lançamento do quarto volume, Breaking Dawn, mobilizou os fãs, no Brasil o segundo livro, entitulado Lua Nova (New Moon) tem data de lançamento prevista para outrubro de 2008.
Com Robert Pattinson e Kristen Stewart no papel de Edward e Bella, Crepúsculo é dirigido por Catherine Hardwicke com roteiro de Melissa Rosenberg (Step Up) e produção de Karen Rosenfelt (O Diabo Veste Prada), Greg Mooradian e Wyck Godfrey.
Veja o trailer de Crepúsculo” já com a data de estréia atualizada.
“Bolas em Pânico”
Agosto 16, 2008 · Imprima este Artigo
Por Bruno Accioly

Robert Ben Garant é um escritor de comédias profissional. Tendo no currículo “Operação Babá”, “Uma Noite no Museu 2″, “Taxi” e “Se Meu Fusca Falasse” (aquele com Lindsay Lohan), Garant mostra seu objetivo de carreira voltado para o entretenimento de um público interessado em rir muito ao se sentar diante da tela grande.
No caso de “Bolas em Pânico” (do inglês “Balls of Fury - IMDB), que escreveu em parceria com Thomas Lennon (que também escrevia “Reno 911″), Garant fez da tela um campo de provas para uma comédia mais na linha do absurdo e do inadequado.
Ray Daytona era um garoto prodígio, um astro do pingue-pongue treinado por seu pai, um fuzileiro naval viciado em apostar dinheiro no filho. Nas Olimpíadas de Seul, quando Ray percebe que seu pai apostara dinheiro novamente e que estava em apuros com asiáticos misteriosos, acaba perdendo para seu oponente e arruinando sua carreira para sempre.
Disfuncional, ridículo e indesculpável, Daytona se torna um habilidoso artista performático que, apresentado por uma cacatua, exibe seu dom no pingue-pongue de palco, rebatendo várias bolas contra paredes e voluntários.
O caminho patético que sua vida tomou acaba mudando com o surgimento de um agente do FBI mexicano que o chama para se infiltrar em uma organização criminosa formada por fascínoras campeões de pingue-pongue.
Para isso, Daytona vai contar com um grande mestre da arte perdida do pingue-pongue interior e com sua charmosa filha.
Mas não é tão simples! Chefiada pelo absurdamente ridículo Feng - vivido por Christopher Walken - a organização vai levar a cabo um campeonato clandestino, onde os jogadores jogam partidas de pingue-pongue… até a morte!
Contando com o talentoso Dan Fogler e com a bela Maggie Q (que vem emagrecendo demais da conta), a comédia de Garant tem seu charme para os que adoram o gênero e gostam de dar boas risadas.
Visite o Site Oficial do Filme
Há alguns Jogos em Flash, para quem gosta.
“Última Parada 174″
Agosto 15, 2008 · Imprima este Artigo
Por Rita Franco
“Última Parada 174″ (Brasil, 2008), mais nova empreitada do diretor Bruno Barreto (de “O que é isso, companheiro”, indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1998 e baseado na obra homônima de Fernando Gabeira) será lançado mundialmente durante o Festival de Cinema de Toronto, no Canadá.
A obra, distribuída pela Paramount Pictures, foi escolhida para participar da seção “Special Presentations”, sendo o único representante da América Latina.
O longa conta a história, real mas narrada em forma de ficção, do seqüestro do ônibus 174.
Em 12 de junho de 2000 um ônibus da linha 174 (que faz o percurso Gávea- Central do Brasil, no Rio de Janeiro) foi invadido por um homem armado, Sandro Barbosa do Nascimento, que manteve as passageiras (todas do sexo feminino) reféns por aproximadamente quatro horas.
Durante o seqüestro Sandro, sobrevivente da tragédia ocorrida na Candelária em 1993, procurou amedrontá-las, dando tiros a esmo e ameaçando matá-las (tudo transmitido pela TV)
O que a princípio parecia apenas um assalto comum saiu fora do controle principalmente quando Sandro deixou o ônibus apontando a arma para a professora Geísa Gonçalves. Nesse momento começou uma troca de tiros entre seqüestrador e a polícia que atingiu a refém, a qual não conseguiu sobreviver.
Depois Sandro foi levado com vida por membros do BOPE (o mesmo batalhão retratado pelo cineasta José Padilha em “Tropa de Elite”, com Wagner Moura) mas morreu por asfixia.
Michel Gomes, que trabalhou em “Cidade de Deus”, interpreta o seqüestrador, e Cris Viana, em papel inspirado na mãe adotiva de Sandro, Elza da Silva, representarão o Brasil no Festival. Estão no filme, ainda, André Ramiro (como o policial que comandou as negociações), que participou de “Tropa de Elite” e Douglas Silva (que faz um dos amigos de Sandro que morreu na Chacina da Candelária), de “Cidade dos Homens”.
A história também deu origem ao documentário “Ônibus 174″, em 2002, cuja direção coube ao mesmo José Padilha do já citado ”Tropa de Elite”.
Além do Festival de Toronto, o filme abrirá o Festival do Rio 2008, em 25 de setembro.
Mais do que outro filme do gênero policial, o filme tenta jogar uma luz sobre a história.
“O Nevoeiro”
Agosto 14, 2008 · Imprima este Artigo
Por Bruno Accioly

“O Nevoeiro” (do original “The Mist” - IMDB), é inegável e surpreendentemente bom.
Digo surpreendentemente porque muitos filmes de Stephen King sofrem do mal crônico de tropeçarem nas próprias pernas na linha de chegada e resultarem em uma grande farofa cinematográfica de gosto duvidoso.
A adaptação competente do conto “The Mist”, publicado na coletânea “Skeleton Crew”, foi feita pelo diretor Frank Darabont, que expandiu grandemente a história e escolheu acertadamente os atores para encarnar as personagens de “O Nevoeiro”.
O protagonista é vivido por Thomas Jane (”The Punisher”), que divide boa parte do filme com a bela Laurie Holden como par quase-romântico. Marcia Gay Harden vive a religiosa que a gente ama odiar, Andre Braugher faz o vizinho cético chato e o resto do elenco faz muito bem os papéis restantes, em um micro-cosmo do que são os embates humanos.

O filme conta a história de uma cidade que se vê envolta por um nevoeiro denso, inexplicado a princípio, e pelos boatos de que algumas pessoas estão desaparecendo. Muito cedo na história King e Darabont não se furtam a mostrar a que vieram: o inimigo aparece cedo, contratintuitivamente e contrariando tudo o que se costuma dizer, o filme continua viável e bacana mesmo assim.
Sim, como sempre, mesmo sem ver os créditos você já sabe que é um filme de Stephen King, mas isso não é uma crítica. King tem uma habilidade inigualável para nos jogar em um mundo paranóide que ressalta as fraquezas e predisposições humanas, para o pior e para o melhor.
O filme bem poderia ser só isso: um filme de terror. Mas nos 126 minutos de filme há algo mais… algo que transpirou para o slogan de lançamento - “O Medo Muda Tudo”. Com um inimigo aterrorizante e invisível, separado de nós por uma patética barreira de vidro, nossas qualidades e defeitos tomam conta da situação e nos jogam uns contra os outros. Nada mais apropriado que classificar este como um “filme de terror”, quando uma fronteira frágil é a única coisa entre nós e o que nos aterroriza e quando o monstro, que cada um de nós carrega em si, vem a tona.
…Difícil não imaginar que houve subtexto acerca do terrorismo, na obra de King e Darabont.
Com ou sem subtexto, contudo, com um final original, nada água com açúcar e no qual se pode acreditar, “O Nevoeiro” entrou para o meu seleto grupo de melhores filmes de Stephen King, que é encabeçado por “Trocas Macabras” (”Needful Things” - IMDB), meu predileto.
Dia 29 de Agosto de 2008 nos cinemas!










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