Liah
Agosto 24, 2008 · Imprima este Artigo
Por Davi Lisbôa

1. Liah, você nasceu no Pará, passou a adolescência em Santa Catarina, depois foi pra São Paulo e agora tá no Rio. Como morar em tantos lugares influenciou a sua carreira?
Morei no Pará até os 14 anos, numa cidadezinha do interior,e lá meu contato com a música era mais regional e também com grandes clássicos da musica brasileira, adorava ouvir os discos que meu pai tinha do Cartola, Nelson Gonçalves, Luiz Gonzaga… Quando fui a Santa Catarina, fui estudar violão clássico, mas acabei conhecendo o trabalho de diversos artistas e bandas, e nessa época, onde eu ja compunha musicas pra participar de festivais, vi que a musica era muito mais abrangente. Morei lá até os 18 e tive a minha primeira banda de pop/rock, descobri Legião Urbana, Sheryl Crow, entre tantos outros que com certeza foram importantes pra minha formação musical. Morar em São Paulo, foi uma decisão arriscada, mas eu já sabia que queria viver de musica, foi um momento difícil porque estava ali sozinha e não conhecia ninguém, e sem grana… Mas chegando la me virei mandando minhas musicas pra outros artistas gravarem, então vi o outro lado do show businnes, conheci diversos produtores e adquiri experiência com estúdio, ja que tinha que arranjar minhas musicas pra enviar pra eles. Alem de São Paulo e Rio morei também em Belo Horizonte! rs Minha música é uma extensão do que sou, então é claro que todas essas cidades me influenciaram de alguma maneira. Cada lugar tem sua energia, seus cheiros, seus gostos e sua história, apesar de concordar que música é universal, posso dizer por exemplo que ouvir bossa hoje morando no Rio, faz muito mais sentido pra mim.
2. A dupla Sandy & Júnior gravou uma música sua (”Desperdiçou”). Como foi esse contato? Qual foi a sensação de ouvir a sua música nas rádios e ver ela na TV (Eles até fizeram um clipe da música, né?)?
Foi muito bacana, além dessa, gravaram outras músicas também. A primeira a tocar no rádio foi uma musica chamada “Nada é por Acaso”. E foi 1 ano depois de eu ter me mudado pra São Paulo, num momento em que eu ja estava quase desistindo e voltando pro Pará. E ver o sucesso da música com a dupla me incentivou a continuar ali, apesar das dificuldades…
3. Essa música no seu show tinha um toque latino. A música sempre foi assim e eles deram uma cara mais pop ou o toque latino foi só pro show?
Quando compus a musica, o arranjo tinha uma referencia total Carlos Santanna. rs Mas não tinha congas e toda essa latinidade. É que no show, eu adoro mudar, e tocar as mesmas músicas de varias maneiras, abusar das possibilidades que ela pode oferecer.
4. Do pop ao rock. O seu segundo CD “Perdas e Ganhos” tem uma pegada mais pesada, mais rock n’ roll. Por que a decisão de fazer um disco mais pesado e quais foram as bandas e/ou artistas que serviram de influência nessa fase?
Eu estava morando em BH, e tinha acabado de participar da produção de um disco de rock de uma banda meio mineira, meio paulista, chamada código B. Por conta disso, eu que me considero uma artista híbrida, de influencias musicais diversas, nessa época estava ouvindo muito rock de algumas bandas como Foo Fighters, Audioslave, Radiohead e Oasis. E além disso, o produtor desse disco foi Marcelo Sussekind, que dispensa comentários… hehe

5. E quais as suas influências fora do rock?
Algumas eu já citei na primeira pergunta, mas posso citar inúmeras outras aqui: Caetano veloso, Marisa Monte, Cassia Eller, Steve Wonder, Fiona Apple, Nelly Furtado, Tim Maia, Bob Marley e muita gente que provavelmente to esquecendo agora…
6. E quais são aquelas bandas e/ou artistas que você gosta, mas tem vergonha de contar em público porque todo mundo faz careta quando você diz que gosta?
Eu não tenho vergonha de contar, mas muita gente faz careta quando admito que gosto de forró, o forró de Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, Bastinho Calixto…
7. No show no Letras & Expressões que assisti, pude notar uma ar bastante particular nas suas letras. Conte um pouco sobre o seu processo de criação.
Geralmente componho a melodia primeiro, pra escrever a letra as vezes demoro semanas, as vezes nem 10 minutos… Não tem muito mistério, escrevo sobre o que vejo, penso, imagino, desejo, e também sobre fatos que repudio ou me assustam, de alguma forma me causam fruição. Mas na grande maioria, minhas letras são positivas, eu me considero uma pessoa positiva. Para pensar no que escrever, procuro sentir antes o que a melodia ta contando, se ela é mais densa, triste, feliz…
8. E como conheceu os músicos que te acompanham nos shows?
Conheci o Dan Sebastian (direção musical, teclados, percussão e produtor do disco Livre) na gravação do meu segundo disco, ele me apresentou Fábio Lima (guitarra), e Rike Frainer (bateria) que me apresentou o Marcelo Penner (baixo), que infelizmente nos deixou porque foi estudar na Alemanha. Atualmente estou a procura de um baixista!
9. Mês passado você assinou contrato com a Som Livre. Como foi assinar com uma grande gravadora?
A alma desse disco é livre, eu havia saído da Emi (major) e decidi produzir o proximo disco independente, com mais calma, sem prazos, nem pressões. E todo o processo criativo foi delicioso, acho que consegui misturar ali todas as minhas influências musicais. Descobri que ser independente tem vantagens e desvantagens como tudo na vida, é mais difícil você conseguir espaços pra divulgar seu trabalho, mas também novas portas se abrem. Por outro lado, muitos fãs de regiões mais distantes reclamavam porque não conseguiam comprar meu disco pela internet, o frete deixava o CD caro. A Som Livre apareceu com uma proposta bacana, e eu fico feliz por saber que meu disco vai estar nas lojas em Outubro.
10. Como você vê o cenário fonográfico atualmente?
Essa situação em que disco nao vende mais e que a venda de mp3 está crescendo, mais ainda é algo pequeno dentro do nosso país, desnorteia um pouco o futuro do mercado fonográfico. Os artistas até se mantem com os shows, mas e os compositores, músicos, arranjadores, produtores,enfim, todos os que participam da criação da obra, como vão ser remunerados de uma maneira justa pelo seu trabalho? Eu sinto que nós que trabalhamos com música nesse momento somos como desbravadores, não sabemos direito o que está por vir, mas acredito que uma hora o caminho para que as coisas se normalizem aparecerá.
11. Vinil, CD ou mp3?
Dificil escolher… Acho o charme do barulhinho do vinil incomparável, no carro adoro CD, é onde tenho minha melhor referência pra ouvir algo. E em qualquer lugar, o mp3 é prático!

12. Você se identifica com a cultura nerd?
Acho que posso me considerar uma quase nerd, existe isso? hahahaha
Adoro ler, aprender coisas novas, e sou um tanto viciada em filmes… A internet é pra mim uma das melhores invenções, eu a uso bastante pra descobrir novos sons, pesquisar sobre o mundo, fazer trabalhos da faculdade, pra ter contato com fãs, falar com amigos… Ah! E eu ja conhecia o site de vocês, acho que sou um pouco nerd sim.
13. Para finalizar, gostaria de mandar algum recado para os seus fãs que acessam o OutraCoisa?
Bom! Eu quero avisar que meu disco vai estar nas lojas em Outubro, com três faixas adicionais que estou gravando atualmente em estúdio! Que a temporada no Letras tá muito bacana, com varias participações, e quem puder ir, ficaremos lá até o dia 02 de Setembro, todas as terças. E queria aproveitar o espaço pra dizer que fiquei honrada com o convite da banda Catedral pra participar do seu DVD em comemoração aos 20 anos de carreira.
Beijooo a todos!
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Mais Sabrina Sanm
Julho 30, 2008 · Imprima este Artigo
Por Davi Lisbôa
Fui assistir a Sabrina Sanm no Letras & Expressões, que fez uma participação bem legal na apresentação da cantora Liah.
Valeu a pena e vou tentar deixar os leitores sempre informados tanto das apresentações de uma como de outra. Os vídeos da participação de Sabrina Sanm no show da Liah estão lá embaixo.
Sempre super ocupada, a Sabrina foi bem bacana a nos conceder nova entrevista, complementando a que foi ao ar no dia 25 de Julho de 2008 pelas mãos de André Sigaud.
Davi: Oi, Sabrina! Você falou pro André sobre suas influências musicais. Mas quais são as influências negativas? Aquela(s) banda(s) e/ou artista(s) intragáveis, que você faz careta só de ouvir o nome?
Sanm: Resumindo, eu odeio tudo que é mal feito, desafinado, sem conteúdo, cópias baratas do que está “in” e o terrível funk do Rio de Janeiro. Mas se você quer mesmo que eu cite algum nome, posso citar o que mais me irrita ultimamente que é queridinha da mídia, a Menina-Melão; a.k.a. Mallu Magalhães.
Davi: O que você cantarolava pra ter chamado a atenção da professora? Tchaikovsky?
Sanm: hahaha…boa! Lógico que não, na época eu curtia cantar umas músicas gospel, então me lembro de estar cantando algo como “Joyfull Joyfull” ou “Oh happy Day”. Essas duas com certeza eram as que eu mais cantarolava.
Davi: Qual foi o melhor show que fez até hoje?
Sanm: Existem shows que são melhores para o público, melhores para a banda, mas o meu predileto até hoje foi um show que fiz em Volta Redonda. Foi a melhor e maior estrutura, eu lembro que estava bastante cheio, o palco era enorme, a luz estava linda e o público me recebeu super bem. Saí do palco com um sorrisão no rosto.
Davi: “Senhoras e senhores, gostaria de chamar aqui no palco uma grande amiga minha pra cantar a próxima música. Senhoras e senhores, com vocês: Sabrina Sanm!” Quem você gostaria que dissesse essa frase?
Sanm: Um dos meus artistas prediletos; Jay Vaquer já disse esta frase, o que me deixou bastante lisonjeada! Mas se fosse “Ladies and Gentlemen…” aí… acho gostaria que fosse a Sandra Nasic na época em que ela era vocalista do Guano Apes! Vejo que esqueci de mencioná-la anteriormente como uma das bandas prediletas, mas seria um sonho dividir o palco com eles.
Davi: Se tivesse que formar uma banda para um único show, qual seria a formação do seu Dream Team? Vale até os que já bateram as botas!
Sanm: Taylor Hawkins (Foo Fighters) na bateria, Stefan Ude (I.O., Guano Apes) no baixo, Chris Kilmore (Incubus) nos teclados / pic-ups, Nuno Bittencourt em uma guitarra e Renato Pagliacci na outra. Ah, e Tom Lord Alge no P.A.!! Sensacional!!
Davi: E a banda que te acompanha? É a mesma desde o início ou já rolaram variações na formação?
Sanm: Exceto pelo guitarrista que também é o co-autor de todas as músicas e produtor musical do trabalho, Renato Pagliacci, houve mudanças na formação, mas desde 2006 meu Baterista é o Diego Andrade e desde o final do ano passado meu baixista é o Davi Iceberg, ambos talentosíssimos e muito queridos.
Davi: Como você enxerga o mercado fonográfico atualmente? Ele ainda tem salvação ou a tendência é a extinção do modo como a música é comercializada hoje em dia?
Sanm: Eu enxergo com uma lupa! O formato de consumo da música mudou, agora basta esperar a indústria fonográfica se achar e começar a caminhar no mesmo ritmo. Quem viver verá!
Davi: E como está o cenário musical no Rio? As bandas e os espaços para shows?
Sanm: O cenário musical do Rio está dançando em ritmo de Funk e samba. As bandas que não dançam estes ritmos se espremem nos poucos espaços que ainda existem.
Davi: Conte-nos como foi a sua participação na trilha da série “9mm: São Paulo”.
Sanm: A produção da série entrou em contato dizendo que gostariam que duas músicas minhas entrassem na trilha. Achei muito legal e gostei da série também.
Davi: E o que você faz além da música?
Sanm: A música ocupa a maior parte do meu tempo. Quando não estou trabalhando gosto de assistir filmes, séries, ler e navegar na internet.
Davi: Quantas vezes já respondeu àquela pergunta sobre te compararem com a Pitty?
Sanm: “1 ou 2 vezes… não me perguntaram isto!!!” Hahaha Em 99% das entrevistas me fazem esta pergunta…
Davi: Já aconteceu algum imprevisto ou situação inusitada em algum show?
Sanm: Quantas páginas pode ter esta resposta? Sim, já aconteceram todos os tipos de imprevisto e situações inusitadas possíveis… uma das mais memoráveis foi num show em praça pública; enquanto eu cantava a música me empolguei e virei bruscamente para entrar no refrão… eis que nesse mesmo instante enquanto eu levo o braço para o lado e volto, o cabo do microfone se soltou e foi parar do outro lado do palco!Na música seguinte foi o cabo da guitarra que soltou do amplificador durante o solo… foi uma beleza, mas a gente fez cara de que estava tudo certo!
Para quem não teve a oportunidade de ver a Sabrina Sanm, vale a pena ir em cima das próximas oportunidades, que rolam na abertura do shows do The Muse no Rio (hoje!) e em São Paulo, que vai contar com a participação dela junto de Jay Vaquer no Vivo Rio e no HSBC Hall.
Liah e Sabrina Sanm
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Sabrina Sanm e a Música
Julho 25, 2008 · Imprima este Artigo
Por André Sigaud
É duro galgar o caminho íngreme até a notoriedade musical e Sabrina Sanm sabe bem disso…
Desde 2006, quando lançou seu CD que leva seu nome, mais água que se esperava passou debaixo da ponte e, muito trabalho depois, Sabrina se prepara para o lançamento de novos trabalhos.
Quem quiser ouví-la cantando, ao vivo, basta ir na Livraria Letras e Expressões, neste sábado, dia 26 de Julho de 2008 (detalhes abaixo).
E, antes de ouvir a moça cantar, vale ler a entrevista que conseguimos.
Sabrina Sanm nos deu um tempinho entre a loucura de apresentações e a correria de gravações para falar um pouco de seu trabalho e de si mesma.
André: Acho que podemos começar perguntando quem é sua cantora favorita e quais são suas principais influências?
Sanm: Hummm, é difícil escolher apenas uma favorita, muitas cantoras foram importantes pra mim em diferentes momentos da minha vida, mas posso dizer que a Alanis Morissette é a preferidíssima, ela me inspirou a começar a compor.
Minhas principais influências ainda são as bandas e artistas que eu ouvia quando garota; Alanis Morissette, Foo Fighters, Silverchair, Nirvana e Metallica, mas também há a influência de alguns artistas que comecei a ouvir recentemente como Marilyn Manson, Sick Puppies, Three Days Grace, 30 seconds to Mars e (meu talentoso amigo) Jay Vaquer.
André: Como você descobriu a música e quantos anos você tinha quando começou a cantar?
Sanm: Meus pais sempre gostaram de música, então desde muito novinha eu tinha o costume de ouvir música o tempo todo, principalmente música clássica, minha “Fita” predileta era uma compilação do Tchaikovsky! Acho que já nasci cantora, mas eu comecei de fato a cantar quando tinha 11 anos, graças à uma professora que me ouviu cantarolando e me convenceu à participar do coral do colégio. Desde então vivo pra isso.
André: Você se sentiu sob pressão ou ficou nervosa nos seus primeiros shows?
Sanm: Meu primeiro momento no palco foi aterrorizante; eu tremia e morria de medo de errar, de não agradar, mas ainda bem que fui aplaudida. Até hoje existe um friozinho na barriga, mas nenhum tremor extremo. A pressão existe sempre, eu sou minha maior crítica e sempre acho que posso melhorar.
André: Falando sobre o seu CD, entitulado “Sabrina Sanm”, é um álbum com excelentes riffs e solos, sempre tentando misturar o peso das guitarras com um vocal melódico feminino. Como foi gravar esse álbum, e como você chegou a essa mistura?
Sanm: O primeiro álbum foi gravado na raça e coragem, produzido pelo Renato Pagliacci, que também compôs todas as musicas comigo, gravou e mixou a maioria das faixas, além de vários amigos que nos ajudaram a concluir o álbum. Como todo começo, a criação desse CD foi bastante intuitiva, não tínhamos um conceito pré-estabelecido do que queríamos, mas ele foi aparecendo durante o processo.
A mistura entre vocais e guitarras também foi super natural e representa bem o que é o meu trabalho.
André: Com relação às letras, quais tópicos e conceitos te inspiram para compôr?
Sanm: Muitas coisas me inspiram a compôr; raiva, injustiça, incertezas, filmes e até notícias. Acho que às vezes acabo colocando nas composições mensagens pra mim mesma, como se fosse uma terapia. Mas atualmente estou mais ácida, tenho me inspirado bastante na estupidez humana, no meu novo CD eu falo bastante sobre isso.
André: Quais são as suas expectativas com relação a esse novo álbum? O seu foco é a venda de discos ou simplesmente a divulgação do seu trabalho, seja pela internet ou como for?
Sanm: As expectativas com esse primeiro álbum eram simples. Eu queria que as pessoas conhecessem o meu trabalho, ouvissem minhas músicas e o que eu tenho a dizer. Não esperava ser um fenômeno de vendas, como não foi. Mas acho que o objetivo foi cumprido, hoje em dia são muitas as pessoas que conhecem meu som, vão aos shows, compram meu cd e aguardam os próximos.
André: Aparentemente, os seus fãs adoram essa mistura que você faz entre agressão e melodia, algo que pessoalmente eu também acho genial. Alguma vez você já cantou ou pensou em cantar algo mais leve? Você pretende continuar compondo um som mais agressivo?
Sanm: Não acho que o meu som seja o tempo todo agressivo, existem músicas mais leves, como a “Não vou parar” e “Quem sabe”. Eu escrevo muito sobre meus sentimentos e existem momentos de leveza e delicadeza nesse processo, eu curto músicas mais leves também e costumo ouvir esse tipo de som, mas acho que no meu trabalho sempre existirá um misto de leveza com agressividade.
André: Você deve sofrer muitas comparações com a Pitty. Como você lida com isso? Se incomoda? Concorda ou discorda?
Sanm: Hoje em dia vejo isso acontecendo cada vez menos, existem outras referências, outras cantoras, mas comparações são naturais, não tenho por que me incomodar. É lógico que eu não concordo com a comparação específica, pra mim, eu sou eu e mais ninguém, mas entendo que por ser mulher e por compartilhar de referência parecidas os trabalhos possam ter algo em comum.
André: Com relação a uma turnê, tem algo previsto? Onde você gostaria de tocar?
Sanm: Eu gostaria e pretendo tocar em todo o Brasil, cada vez mais me impressiono com a quantidade de pessoas de todos os cantos do país me escrevendo e pedindo para que eu faça shows em suas cidades. Além disso, eu tenho o sonho de fazer shows pela Europa e pelo Japão.
André: Pelo que vimos pelo seu site, myspace e fotolog, você tem uma ligação muito forte com a fotografia. Como você acha que música e fotografia se encontram, e qual é a importância desse encontro em sua opinião?
Sanm: Eu adoro fotografia, sempre fui fascinada pelo poder da imagem representar o que mil palavras não diriam. Para mim o encontro imagem + música é tão importante quanto a mixagem de uma faixa, quanto a letra e melodia de um refrão, é preciso haver uma sintonia muito grande entre as duas coisas, uma foto minha tem que representar o que eu canto, tem que ajudar a passar a mensagem que eu pretendo passar sem discrepâncias. Eu estou sempre trabalhando em ambos os campos tentando aperfeiçoá-los cada vez mais.
André: Como você deve ter notado o site OutraCoisa é um site especializado em “Cultura Nerd”, apesar de tratar de entretenimento em geral também. Como você se identifica com esse mundo, o que pode nos falar dele?
Sanm: Eu achei curioso quando vi a descrição do site e descobri que me interessava por 99% do conteúdo que há nele… acho que posso me considerar uma nerd então! Eu sou apaixonada por filmes, viciada em séries e adoro jogos, sem falar da música… portanto, me identifico bastante com esse mundo.
André: Para finalizar, gostaria de mandar algum recado para os seus fãs que acessam o OutraCoisa?
Sanm: Para quem ainda não conhece meu som, entrem no meu site e ouçam minhas músicas, assistam aos meus 2 videoclipes. Àqueles que já conhecem e curtem meu som, aguardem o próximo cd que já está quase saindo do forno! Ah! Continuem acessando o OutraCoisa para saber das novidades!!!
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Apresentações
Sabrina Sanm canta duas músicas, neste sábado, dia 26 de Julho de 2008, na Livraria Letras e Expressões, na Rua Visconde de Pirajá 276, - Ipanema, Rio de Janeiro, na apresentação de Liah às 21 horas. Um ótimo programa!
Comédia-em-Pé no Brasil
Julho 1, 2008 · Imprima este Artigo
Por Pedro Drable
O Stand-Up Comedy, formato humorístico em expansão no Brasil e já discutido em outro artigo do OutraCoisa, continua a pipocar em todos os cantos do país. Agora, o OutraCoisa entrevista Marcos Castro, humorista que participou do programa “Domingão do Faustão” em um quadro que abre espaço para novos talentos da comédia. Marcos vai falar um pouco sobre a sua história e o Stand-Up, este puro e extremamente divertido jeito de fazer rir.
OutraCoisa: Bom, antes de mais nada, é verdade que você é um designer com formação em Matemática?
Na verdade, não, isso é coisa do Faustão… Eu faço alguns trabalhos como web designer, e não designer, e atualmente faço mestrado em Matemática Aplicada. Tudo a ver com comédia.
OutraCoisa: Pra falar a verdade, dizem que um bom comediante tem que ter raciocínio rápido. A matemática pode te ajudar, não é?
Olha, no início eu achava que não, mas hoje em dia eu vejo que tem, sim, muito a ver. Em muitas das piadas que construo eu tento ser bem lógico, racional. Mas como não existe uma fórmula que calcula a graça de uma piada, tenho que torcer para ter o insight, a criatividade… Sem contar que quando eu estudo, trabalho muito a mente, então fico com a cabeça a mil, e idéias loucas vêm à tona.
OutraCoisa: Falando em insight, como surgiu a idéia de fazer Stand-Up?
Eu sempre gostei de Stand-up. Gostava muito do Seinfeld e do Chris Rock. Nunca cheguei a ser um grande entusiasta, mas gostava… Quando descobri que tinha no Brasil, com o Comédia em Pé e o Clube da Comédia, no RJ e SP respectivamente, fiquei animado para ver. Quando vi que o Comédia em Pé abria espaço para quem quisesse fazer, eu me animei, pois sempre contava piadas e fazia palhaçadas em rodas de amigos. Comecei a montar meus textos, e depois de um tempo tive coragem para mandar meu texto para eles.
OutraCoisa: Você adiantou uma pergunta importante, sobre referências. O Brasil tem um número enorme de grandes comediantes, mas que normalmente usam personagens e estruturas de esquetes para atingir sua platéia. O Stand-Up de verdade é relativamente recente por aqui. Quais são os artistas deste tipo de comédia que você admira?
Olha, provavelmente eu vou me esquecer de alguns, porque admiro o trabalho de muitos, como Bruno Motta, Danilo Gentili, Fernando Caruso, Fabio Porchat, Claudio Torres Gonzaga, Paulo Carvalho, Fabio Rabin, Murilo Gun, Leo Lins, Marco Zenni, Felipe Absalão, Henrique Fedorowicz, José Sapir, João Sena, Rafinha Bastos, Diogo Portugal e por aí vai… O fato é que as pessoas do Stand-up são muito unidas em geral, então é normal um gostar e apoiar o trabalho do outro. Parece que há um consenso em fazer o gênero crescer, e não um ou outro humorista. É claro que alguns se sobressaem, mas existe esse esforço em fazer o Stand-up crescer como um todo.
OutraCoisa: Mas isso é o mercado brasileiro, que realmente precisa e, se depender do talento de vocês, vai crescer. Em outros países, principalmente EUA e Inglaterra, este tipo de comédia já faz sucesso há muito tempo. Você citou Seinfeld e Chris Rock como bons humoristas. Existe alguma outra referência de fora que te agrade ou você prefere se pautar no trabalho desenvolvido no Brasil mesmo?
Eu prefiro me pautar no Brasil, por alguns motivos: o primeiro é porque eu sou ignorante… Brincadeira. Na verdade eu gosto muito de observar os comediantes americanos no que diz respeito à interpretação, vendo as caras e bocas, os olhares… Claro que eu observo o texto, mas isso é algo mais cultural. O humor já varia muito só entre Rio e São Paulo, o que dirá entre Brasil e outros países?
OutraCoisa: Você foi um dos classificados para a final do novo quadro de humor do Faustão, chamado “Quem Chega Lá”. Como foi participar do programa?
Foi uma experiência muito boa, televisão é sempre muito bom. Mesmo que eu não passasse, já seria uma vitória por conta da audiência. Eu particularmente acho meio complicado fazer Stand-Up para televisão, porque ela privilegia a imagem, e não o conteúdo, infelizmente. Tanto que eu fiz do meu Stand-Up uma coisa musical, cheia de gestos, para atingir esse lado mais visual.
OutraCoisa: É, tem a questão do tempo também. Um show de Stand-Up vai crescendo com a interação do público, então dois minutos para atingir o pico de “risadas” pode ser bem desafiador. Você pensou em alguma estratégia pra isso ou simplesmente arriscou o texto?
Só faltou eu traçar gráficos e resolver equações com isso. Porque eu pensei muito no formato e sinceramente, acho que fiz uma boa escolha. Comecei com energia para puxar o público para mim… Depois foi mais tranqüilo. Sem contar a questão da empatia, não parecer muito sério…
OutraCoisa: Mais uma vez, a matemática deve ter te ajudado. E na rua? As pessoas te reconhecem?
Não chega a tanto, não. Quem sabe, depois da final, né, hehehe…
OutraCoisa: Você está confiante para a final? Tem assistido aos seus competidores?
Sim, estou confiante. Aliás, se eu não estiver confiante, melhor nem ir… (risos)… Mas, sinceramente? Não estou entrando com clima de competição, e não digo isso da boca pra fora. De verdade, acho que o maior prêmio mesmo é participar, ainda mais para mim… Nunca participei de nada na TV. Tenho acompanhado o quadro todos os domingos, mas porque gosto de consumir comédia e acho importante para quem trabalha no ramo ver o que outros humoristas fazem até para avaliar nosso material.
OutraCoisa: Sobre o seu material. O Stand-Up normalmente é baseado em coisas do cotidiano. Você procura por material para show o tempo todo ou as piadas surgem sem muito esforço?
Eu até procuro, mas muitas vezes quando eu procuro, não dá muito certo. O que mais dá certo é quando elas chegam até mim, e eu vou destrinchando a piada, aumentando, criando coisas novas… Às vezes nem vem a piada, mas o contexto, e aí a gente olha: “hmmm, isso pode dar piada”.
OutraCoisa: Você pode dar algum exemplo?
Hoje eu vi uma noticia de que o Pelé foi assaltado em Santos. Daí eu pensei: pô, se foi assaltado o cara que é praticamente um ídolo no mundo tudo, ainda mais em Santos, onde aí sim ele é unanimidade, o que pode vir agora? O Zico vai ser assaltado dentro do Maracanã? O Maradona vai ser assaltado na Argentina? O Galvão Bueno vai ser assaltado em….. Hmmm… Tem algum lugar onde as pessoas gostem dele? E daí eu já posso falar mal do Galvão Bueno. São piadas que servem de escada para outras.
OutraCoisa: Bom, para finalizar e não te atrasar para o Comédia em Pé de hoje, duas perguntinhas. Onde podemos ver mais sobre o seu trabalho? E o que uma pessoa que gosta de Stand-Up pode fazer para entrar nesta área?
Bom, a partir de julho estarei todo domingo em SP com o show Stand-up in Concert, e espero voltar com o Sindicato da Comédia aqui no RJ. Eu vou colocar tudo em breve no meu site: www.marcoscastro.com.br. E para quem quer começar, bem… É importante ter duas coisas: bons textos e carisma. Não adianta chegar lá e querer contar uma historinha qualquer, tem que montar o texto, saber dosar as palavras, usar as palavras certas. Existe uma técnica por trás, mas isso vem com a experiência. É importante também a questão da empatia, do carisma. Você pode ter um texto brilhante, mas o público pode simplesmente não ir com a sua cara. De repente vocês podem pensar que eu estou desestimulando quem quer começar, mas não é verdade. Acho importante estar muito seguro do que se vai fazer, pois senão você corre o risco de se queimar, e pagar um mico muito grande. O Stand-Up abre muito espaço para todo mundo, e isso é bacana. Assunto não vai faltar nunca no mundo, e situações engraçadas também não. É só questão de transformar isso em um texto de Stand-Up.
ARG: Fusão Entre o Real e o Virtual
Junho 16, 2008 · Imprima este Artigo
Por Pedro Drable
ARGs e a fusão entre o real e o virtual
São 3h da manhã. Você está suando frio. Acabou de receber uma ligação absurda, de um homem que diz ser da empresa que você está investigando e que você se arrependerá de ter ido tão longe. Você precisa colocar isso no Orkut, no MySpace, em qualquer lugar. Todos precisam saber de sua descoberta. Você está nervoso de verdade. E pensar que isso era só um jogo.
Pode parecer loucura, mas situações parecidas já aconteceram com mais gente do que você imagina. Os ARGs, ou Alternate Reality Games, são jogos que misturam elementos do mundo real e virtual, criando um complexo quebra-cabeça a ser desvendado pelo jogador. Os ARGs são usados atualmente por várias empresas como ferramentas de marketing viral, dando visibilidade para a marca e gerando cobertura de media.
Hoje, o OutraCoisa entrevista Luiz Adolfo Andrade, profissional de Comunicação especializado em ARGs e responsável pelo game “Obsessão Compulsiva”, feito para divulgar o filme “Meu Nome Não É Johnny”. Ele vai nos dizer como é que se cria este tipo de jogo, o que é necessário para se entrar neste mercado e o que faz um bom jogador de ARGs.
OutraCoisa – Luiz, antes de mais nada, você pode explicar melhor o que é e como funciona um ARG?
Luiz Adolfo Andrade - Os ARGs são jogos experimentados em ambientes virtuais que usam o mundo real como pano de fundo para a história. A narrativa consiste basicamente em séries intensas de enigmas, que se desenrolam através dos meios de comunicação – telefone, jornais, computador, televisão, etc.
Os jogadores devem se reunir para tentar decifrá-las e avançar na historia. O ARG é um passo além no caminho iniciado pelos RPGs e jogam com todos os prazeres deste tipo de entretenimento – formação de comunidades, incorporação de papéis etc. Recentemente, estes games estão comprovando sua eficácia em campanhas de marketing viral, um dos temas que desenvolvo em minha tese de doutorado.
OutraCoisa – Qual a sua formação e como você entrou neste mercado?
Luiz Adolfo Andrade - Sou formado em jornalismo, mestre em comunicação social na linha de tecnologia da comunicação e informação (UFF) e agora doutorando em comunicação na linha de Cibercultura (UFBA). Os ARGs são jogos novíssimos, os primeiros exemplos no mundo datam de 2001. Como sou um jogador confesso, escolhi estes games como objeto para trabalho de doutorado. Alguns produtores interessados no tema souberam de minha pesquisa e me chamaram para trabalhar criando ARGs. São poucos profissionais que fazem estes jogos no Brasil.
OutraCoisa – Parece ser bem complicado montar um ARG do início ao fim. Que tipo de conhecimento, habilidades ou interesses te fizeram apto a planejar um ARG?
Luiz Adolfo Andrade - Não é complicado, não. O difícil é manter o jogo interessante durante toda a sua duração. Para isso, é imprescindível você conhecer estes games “por dentro” e saber os prazeres que os jogadores querem reconhecer neste produto, pois a grande habilidade de quem cria ARGs é não desagradar a comunidade que se forma em torno dos jogos. Se os próprios jogadores não reconhecerem seu ARG como um ARG, ele evidentemente não funcionará. Para isso, uma série de elementos e características deve ser respeitada para que sua idéia não vire um tiro no pé.
OutraCoisa – Obviamente, o trabalho de manter um ARG funcionando não pode ser feito por uma pessoa só. Como se estrutura a equipe responsável por esse tipo de game?
Luiz Adolfo Andrade - Geralmente, existe um profissional responsável por criar a historia, elaborar e gerenciar os enigmas – chamado Puppetmaster (do português, “titereiro”), este é o pilar do ARG. A equipe conta também com animadores de rede, que dão vida aos personagens dos ARGs, criando perfis em sites de relacionamento na Internet, atualizando páginas, estabelecendo comunicação pelo computador, etc. É necessário ainda um programador, para criar alguns sites, atores (que dão cara aos personagens do ARG) e uma equipe técnica, para produzir fotos e vídeos.
OutraCoisa – Várias empresas, principalmente as que trabalham com entretenimento, usaram os ARGs para divulgar produtos. É muito cara a produção de um ARG?
Luiz Adolfo Andrade - Não diante de outras produções. Os ARGs envolvem baixos custos porque os vídeos, por exemplo, devem parecer amadores – feitos pelas próprios personagens, usando câmeras baratas ou ate mesmo aparelhos celulares. A mídia mais utilizada é o computador/Internet, que custa muito pouco também.
OutraCoisa – Você foi o “mentor” por trás do ARG “Obsessão Compulsiva”, que divulgou o filme “Meu Nome Não É Johnny”. Como este trabalho chegou até você?
Luiz Adolfo Andrade - Mentor não, Puppetmaster (risos). Como te disse, a produtora (Raccord Produções) responsável pelo marketing viral do filme tomou conhecimento da minha pesquisa de doutorado e decidiu apostar no ARG e em mim. No final a experiência deu certo e sou eternamente grato a eles por terem aberto esta porta no mercado para mim. Hoje me sinto um sujeito privilegiado, pois ganho a vida pesquisando e desenvolvendo ARGs.
OutraCoisa – E como foi o processo de criação do enredo do game? Os roteiristas do filme tiveram muita influência nesta etapa?
Luiz Adolfo Andrade - O roteiro do “Obsessão Compulsiva” foi projetado para ser uma historia paralela à do filme, mas que em certos momentos deveria tocá-la. Logicamente, para fazê-la, tivemos a aprovação da roteirista de “Meu Nome Não é Johnny” (a Mariza Leão). Ela também nos ajudou a criar a história do ARG, dando conselhos importantíssimos.
OutraCoisa – Fale sobre o que foi feito no “Obsessão Compulsiva”. Como foi a reação dos jogadores aos personagens e ao enredo?
Luiz Adolfo Andrade - No começo, a gente fica um pouco receoso do projeto não dar certo. Mas, como disse anteriormente, a gente deve conhecer os prazeres específicos deste games para agradar os jogadores. O jeito que a historia se desenrola e os personagens se manifestam deve atender a mesma lógica de outros ARGs, para a experiência ser legitimada.
OutraCoisa – É verdade que descobriram que você estava por trás do ARG? Como foi esse “assédio” dos jogadores?
Luiz Adolfo Andrade - Sim, e olha que eu cuidei para não ser descoberto – aliás, nenhum Puppetmaster gosta de ser descoberto, faz parte do jogo. Mas os jogadores são muito espertos, e acabaram me descobrindo através de pistas (como um reportagem publicada no Globo Online meses antes do jogo) que já estavam soltas na Internet e nem eu mesmo sabia. No final das contas, gostei de ser descoberto porque acabei conhecendo alguns jogadores e que hoje considero meus amigos.
OutraCoisa – Que outros ARGs se destacaram no Brasil e no mundo? Fale um pouco sobre eles.
Luiz Adolfo Andrade - No Brasil, acho o principal expoente o “Zona Incerta” (Guaraná Antártica e Superinteresante). Foi um projeto com uma verba altíssima e deu super certo. Teve inclusive aquele episódio no senado que marcou o jogo*. O “Obsessão Compulsiva” foi reconhecido como o primeiro ARG brasileiro ligado a um produto da indústria cinematográfica.
No exterior, considero o “Lost Experience” (da serie “Lost”) e o “I am trying do believe” (da banda Nine Inch Nails) os melhores. Mas louvo também o “The Beast”, criado pelo diretor Steven Spielberg no filme “Inteligência Artificial” (IMDB), que foi o pioneiro dos ARGs.
* O ARG Zona Incerta apresentava como “vilão” uma empresa estrangeira em campanha de captação de fundos para comprar a floresta amazônica. O senador Arthur Virgílio acreditou no ARG e levou a questão ao Senado, exigindo que representantes da tal empresa dessem explicações ao governo brasileiro. Até a publicação deste post, a empresa não comentou o caso. Deve ser porque ela não existe.
Veja vídeo sobre este ARG clicando aqui…
OutraCoisa – Onde mais podemos encontrar informações sobre ARGs?
Luiz Adolfo Andrade - Aconselho procurar no jornal eletrônico ARG news e na wiki sobre ARGs.
OutraCoisa – E onde encontramos mais informações sobre o seu trabalho?
Luiz Adolfo Andrade - Todo o conteúdo que produzo (artigos acadêmicos) está disponível online. Você pode achar também informações no blog do meu grupo de estudos - www.labcult.blogspot.com
E possível também encontrar algum material no site do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal da Bahia - www.poscom.ufba.br - onde faço meu doutorado.
OutraCoisa – Existe algum outro ARG da sua equipe em desenvolvimento? Você pode falar alguma coisa sobre ele?
Luiz Adolfo Andrade - Bom, na verdade eu não tenho uma equipe definida. Tenho evidentemente pessoas em que confio (animadores de rede) e que trabalham comigo, mas tudo depende do momento e disponibilidade dos meus parceiros. Logicamente tenho os nomes de minha preferência, mas se alguém não puder trabalhar, tenho outros para chamar. A parte técnica é mais fácil.
Depois de finalizar o “Obsessão Compulsiva”, no inicio do ano, tirei umas férias para ter novas idéias. Atualmente, tenho me dedicado apenas à minha tese de doutorado (que é sobre ARGs) pois sou bolsista de produtividade do CNPQ. Neste momento, quero estudar para voltar com carga total no segundo semestre. Existem algumas propostas para criar ARGs ainda este ano, mas são apenas contatos iniciais. A minha expectativa é que aconteça algo durante a segunda metade do ano, até porque estou louco para trabalhar e com a cabeça cheia de idéias. Mas no momento, para chegar com gás total no segundo semestre, estou somente pesquisando, estudando e, é claro, jogando!
OutraCoisa – Na sua opinião, qual é o futuro dos ARGs?
Luiz Adolfo Andrade - Na minha opinião, os ARGs funcionam de maneira extremamente eficaz em estratégias de marketing. Além disso, seguem uma tendência muito forte no exterior, que é a retomada das cidades como um espaço pra jogos. O que funcionaria de maneira esplêndida no Brasil, já que para jogar um ARG nas ruas não é preciso um grande aparato tecnológico (estes são alguns pontos de minha pesquisa de doutorado).
Infelizmente, os ARGs não tem o mesmo investimento no Brasil que no exterior – apesar da procura grande de jogadores em território nacional. Acho que as grande empresas do Brasil deveriam investir mais em ARGs pois o retorno é altíssimo e certo.
OutraCoisa – Para terminar, uma colher de chá. Quais são os truques e segredos para se vencer um ARG?
Luiz Adolfo Andrade - Nenhum. Como em todo RPG, não se pode apontar um vencedor isolado em um ARG – a diversão esta na experiência. A graça é conhecer pessoas, fazer novos amigos e participar de comunidades!
Vídeo do “Obsessão Compulsiva”:
Naná Hayne e as “TecnoJóias”
Maio 29, 2008 · Imprima este Artigo
Por Bruno Accioly

Naná Hayne é de Mairiporã, São Paulo, é artista plástica e artesã de jóias muito especiais que denomina “TecnoJóias”.
Trabalhando com lixo-digital, o OutraCoisa foi atrás dela para que nos concedesse uma entrevista sobre seu trabalho e sobre as palestras que ministra sobre a conscientização acerca de nosso impacto no meio ambiente e nossa real condição de evitar problemas mais sérios no futuro.
Nome: Naná Hayne
e-mail: nana_hayne(arroba)hotmail.com
MSN: nana_hayne(arroba)hotmail.com
ICQ:52629974
Flickr: http://www.flickr.com/photos/nanahayne/
Blog: http://nanahaynearte.blogspot.com/
Orkut: Perfil de Naná Hayne
Na media: Naná Hayne no G1
OutraCoisa: O que são TecnoJóias?
São as bijouterias feitas com o lixo digital, assim como existem as EcoJóias, coloquei eu mesma o nome “TecnoJóias”, por serem oriundas do lixo digital/tecnológico.
OutraCoisa: Quando você teve a idéia de trabalhar com lixo digital?
Minha impressora e PC quebraram e eu, num ataque de raiva, dei um puxão no cabo da impressora, ele se rompeu e vi pela primeira vez o que tinha dentro… “fios coloridos”. Aí, abri também o PC, vi a placa-mãe e pensei “gente, parece Brasília” e ali aconteceu a “paixão”.
Isso aconteceu há cinco anos, e foi o meu despertar de para a reutilização do lixo digital. O que era algo estragado e sem valor virou, uma nova inspiração.
A partir daí, eu comecei a pesquisar componentes eletrônicos e examinar os materiais da indústria de tecnologia. As pessoas não percebem o valor que existe no que consideram apenas porcaria, lixo, sem função. Sim é sem função, mas não se pode esquecer que é sem função para o que foi criado. Não parei mais de trabalhar com essa visão de transformação, reaproveitamento, combate ao desperdício e, mais importante, a conscientização. Meu interesse é encontrar apoio das empresas de tecnologia, elas precisam acordar para isso! O discurso comum é preparar as crianças para um futuro melhor, mas podemos todos, começar isso agora!
OutraCoisa: Você já trabalhava com este tipo de matéria prima antes?
Não.
OutraCoisa: Cada peça é única ou você tenta reproduzir modelos que fazem mais sucesso?
Cada peça é única. Às vezes se alguém pede, tento reproduzir algo, mas é complexo, prefiro sempre fazer algo novo, a criatividade é imensa pois, o material possibilita isso cada fabricante opta por um tipo diferente de acabamento nos componentes e existem tantas coisas que o legal é criar.
OutraCoisa: Quem são seus clientes? Você consegue traçar um perfil?
Acredito que o perfil seria de gente preocupada com o meio ambiente. Nerds e geeks, também, porque conhecem e curtem tudo da tecnologia, mas a difusão do meu trabalho é ainda pequena, assim, nem todos sabem que existe, então as vendas estão ainda difíceis. Eu estou conseguindo um bom mercado, fora do país, porque meu namorado é italiano e colocou à venda em seu bar, onde tem também exposições, música ao vivo e um espaço para conexão à internet e a maior frequência é de pessoas ligadas às artes e intelectuais. Talvez eu
possa me dar bem mesmo em propostas de eventos específicos da área de
tecnologia ou ações relacionadas a isso. Aí sim, poderei sem dúvida
fazer algo inusitado!!
OutraCoisa: Que outras peças você faz além de adornos pessoais?
Telas, esculturas e decoração, seja em stands, residências, escritórios ou “home office”.
OutraCoisa: Você revisita obras de pintores e escultores?
Pintores principalmente, outro dia fiz uma série que intitulei de “Kandinsky”.
OutraCoisa: Trabalhar com lixo digital mudou sua forma de engajar na questão ambiental?
Existe algo em mim, aprendido, desde a infância com minha avó materna, que me ensinou 2 dos 3 R’s, com exemplos práticos. Ela era costureira, viúva e muito pobre, criou seus 5 filhos com o princípio, Reutilizar!
Eu digo que foram 2 dos 3 R’s, porque acredito que quando se Reutiliza, na verdade você está também Reduzindo o lixo. Então a questão ambiental, sempre fez parte da minha educação. O terceiro R que é de reciclar, eu coloco como ultima alternativa, quando não foi possível reutilizar.
OutraCoisa: Você acredita no poder da arte como modificador do comportamento do Homem em relação ao planeta? Por que?
Acredito piamente!
Um dos conceitos que mais gosto de arte é este:
“Arte é simplesmente a concretização de um sentimento.”
Ora, uma vez que expresso e levo a outrem a possibilidade de “concretizar” seu sentimento, é possível que mil outras maneiras surjam a partir daí, talvez eu seja muito otimista, mas creio que tem muito mais gente querendo expressar o amor ao planeta que o contrário. Só não sabem como!
E depois, já se tornou uma condição e não uma opção, ou se faz algo, ou simplesmente não vai mais existir.
OutraCoisa: Você tem Blog MSN, Orkut, Twitter, Flickr… Trabalhar com PCTrash promoveu a inclusão do mundo digital na sua vida?
Não.
Eu sou atípica em relação à maioria da minha geração. Tenho 50 anos e meu primeiro computador foi um 286 “que era o máximo em tecnologia da época” conheci e usava o que, digamos foi o avô do chat, o video papo, uma ferramenta do video texto, um serviço da antiga TELESP, quando nem existia a internet.
Sempre fui apaixonada pela tecnologia e informática. A possibilidade latente de se “poder sempre mais”, (leia-se este “poder”, como maiores possibilidades de conhecimentos) se “obter muito mais” (leia-se este “obter”, como conseguir comunicação) é algo que simplesmente faz “viajar” minha cabeça!
Quando chegou a internet, eu ficava horas em chats e meu ICQ estava aberto enquanto o pc estivesse ligado.
Buscando entender mais e mais, sobre como funcionava as telecomunicações, trabalhei como executiva de contas em uma agência de propaganda voltada somente à Tecnologia e Informática. E na TELEXPO de 2001, consegui o primeiro cliente internacional da agência, a CMG Telecom, desenvolvedora de soluções, dizia algumas revistas da época:
“CMG Telecom – apresenta sistema Wap para Banda C - transmissão via celular para determinada área geográfica - e bilhetagem para telefonia sem fio. Além de mostrar novas oportunidades de negócios de mensagens curtas para bandas A/B/C; mensagens em dois sentidos (correio eletrônico por celular) e Wap Banda A e B.”
Ou seja, quando o Brasil iniciou as operações via SMS, lá estava eu
e fui uma das primeiras a testá-la.
Na época a briga pelo mercado estava formada, como pode ser lido aqui…
OutraCoisa: Nerds foram o motor de toda a indústria da qual vem a matéria prima de suas obras. Qual sua relação com a cultura Nerd?
Eu acho complexa esta “idéia” que se tem sobre quem sabe o que e onde, ou fazer para este e não para aquele.
Catalogar, tagear, rotular, faz grande parte de uma bela confusão!
Não posso dizer que viver sem nomenclatura é o ideal, ou que lacunas e ‘nichos’ de mercado não existam. Não sou suficientemente estúpida, para dizer isto. Mas acho que atrapalha em alguns casos, questões como: “nomes&definições.”
Óbvio que se torna difícil vender gelo prá esquimó e fácil vender para um tuareg.
Mas a qual “tribo” pertenço?
Eu penso que a nenhuma, mas muitos diriam:
Uma “tiazona” querendo se infiltrar na cultura Nerd?
É complicado, não é mesmo?
No entanto, faço o que possivelmente agradará muito mais a um nerd que a um, “não-nerd”, se é que posso dizer assim.
Tenho uma preocupação de forma mais “genérica”.
Tem pessoas que olham o que faço, apreciam, compram e não imaginam qual foi o material usado, muito menos qual o trabalho feito para que eu chegasse ali. Quando explico, muitas vezes ouço: “Nossa, mas um computador tem tanta coisa bonita assim por dentro?”
Não vou me incomodar pela falta de conhecimento desta pessoa, vou somente agradecer a compra e saber, que ao menos, através do meu trabalho, ela já sabe que é possivel se fazer algo com o lixo digital.
Quero dizer também que se tiver oportunidade dentro da cultura Nerd, claro, será um prazer conhecer mais.
OutraCoisa: Existe grande potencial para seu trabalho em Cosplay, SteamPunk e outros movimentos derivados da Cultura Nerd. Pretende fazer algo neste campo?
Eu busco oportunidades de trabalho. Assim sendo, todos os movimentos , derivados e culturas me interessam. Às vezes o complexo é conseguir entrar em tais campos.
O fato de considerar-se spam, quase tudo o que é, somente ainda pouco conhecido, dificulta o contato, creio.
Prá você ter uma idéia no Orkut, por exemplo, entrei para algumas comunidades, com esta finalidade, mostrar o trabalho e colher opiniões. Uma delas me deletou, outras sequer leram o tópico. Eu me pergunto, e perguntei também por lá (foi aí que me deletaram, rs) como mostrar algo que provavelmente irá interessar à vocês, se não dão nem um simples “click” pra saber (antes de deletar) do que se trata?
Eu ficarei super feliz de ter acesso à tudo pertinente ao meu trabalho e muito grata se tiver possibilidades de trabalhar para quem gosta do que faço.
Abaixo a resposta, que também postei em outra comunidade, nesta segunda está lá, mas ainda sem nenhuma resposta, o que me leva a questionar: Foi lido?
OutraCoisa: Vc acha que isto é auto promoção?
Coloquei um tópico, numa outra comunidade Geek…falando do trabalho que faço.
Coisa que acredito seja interessantíssimo, para quem está tão ligado à tecnologia!!!
E por ser um trabalho INÉDITO no mundo!
TRABALHO COM O LIXO DIGITAL/TECNOLÓGICO…EM ARTE E ARTESANATO
Afinal, é preciso alguém pensar no que será feito com montanhas de lixos que já estão formadas, ao redor do mundo, quando uma placa, processador, hd, bateria, etc e tal do nosso computador queima e não vai mais nos servir!
Ao que me parece foi retirado, por ter sido considerado auto promoção / divulgação !
Eu pergunto: Acreditam “messssmo” que o assunto não está relacionado, com a comunidade?
Eu NÃO faço um trabalho como MILHARES de pessoas fazem!
Ou quem é que já viu um chaveiro de placa de CI (Circuito Integrado), colares de componentes de hd, anéis, pulseiras, telas, esculturas, decorações… com chips, placas, diskets, teclados, fusíveis, cabos, engrenagens de impressoras, flops, processadores, etc, etc ,etc………………………………
Não mostrar meu trabalho à uma comunidade Geek, (que seria uma das maiores conhecedoras de tecnologia e portanto consciente do lixo tecnológico), é o mesmo que dizer que existe a internet mas que não poderão usá-la!
…mas é isso aeeeeeeeeee, quando um “gringo” copiar minha idéia… vai ter gente pagando em dolar!!!
Abraço!
Sim, tem gente que trabalha com o lixo digital, mas da maneira como trabalho ainda não.
OutraCoisa: Você vê espaço para seu trabalho em meio ao público Nerd?
Sim vejo, assim como ao público Geek, que em verdade, difundirão, com maior facilidade ao público comum.
Mas, “acesso” , como já mencionado é que são elas.
Isto que falei acima, não ocorre somente ali no orkut, eu já busquei contato com revistas especializadas em tecnologia, cultura Nerd e Geek, assim como outros meios de comunicação como tv e jornais… mas, acredito que meus e-mails nem chegaram à redação!
Como não pensar assim diante deste fato? Vale a pena ler isso aqui…
OutraCoisa: Sobre o que você fala em suas palestras?
Eu diria que meu objetivo é fazer pensar…
Procuro falar da importância em mudar nosso prisma de visão para o lixo de forma geral.
Não importa com o que se trabalhe, o que importa é, se existe o ser vivo, logo existirá, descarte, lixo, então não esperemos por um “milagre”, foquemos nossos olhares de maneira diferenciada, pois segundo o que penso a mudança só ocorrerá quando nos conscientizarmos disto. É o modo como se olha para o lixo que faz toda a diferença!
O conceito é que deve ser trabalhado e mudado, reforço o que acredito ser o mais importante dos 3 R’s, a reutilização, busco ser abrangente e dar exemplos práticos, pois, se numa destas palestras houver uma dona de casa, por exemplo, sairá dali feliz e pensando em como pode fazer mais, com um exemplo prático: “Na sua cozinha a senhora faz isso todo o tempo mas nunca pensou a respeito”
Geralmente cito esta frase, para fazer pensar, levar ao cotidiano é uma das maneiras mais fáceis de se conseguir integração, creio.
Ora, qualquer um sabe que, sobras de frango por exemplo, podem virar bolinhos, salpicão, tortas, sopas e etc
No caso de um músico…
O ultimo trabalho da Fernanda Takai o que é?
Reutilização!
Ela reutiliza as canções de Nara Leão, colocando arranjos novos.
No caso de um médico…
Transplantes são o que?
Reutilização!
Estes exemplos fazem parte de nosso cotidiano, mas não mais pensamos à respeito, justo pelo fator, “ter se tornado comum”.
Então porque não passar tal hábito à outras partes da vida?
Isto serve para todos.
Cito alguns dados que recolho em revistas, jornais e outros, sobre os males que pode causar tal lixo, se descartado de maneira errada.
Aqui abro espaço, para falar da importância do saber e a pouca informação existente, já escrevi para algumas pessoas que assinaram matérias sobre isso, pedindo maiores informações no manuseio deste lixo, uma vez que é tóxico, porém nada de respostas, já escrevi para fabricantes também e nada. Tomo medidas preventivas me baseando no lido e aprendido até mesmo sobre outros materiais tóxicos, usar luvas, máscaras, não aquecer, etc, tenho também o cuidado de resinar, para que seja “selado”, mas tenho muitas dúvidas ainda e não encontro quem me auxilie nisto. Por exemplo, eu corto e lixo placas de ci, e o pó formado em contato com a minha pele, que mal pode causar?
Busco conscientizar, cada pessoa presente, de que ela também é responsável nesta luta, que não pense que é algo onde ela não pode fazer nada. Coisa que, me serve, na pós-palestra, pelo que esta pessoa, poderá levar a outros.
OutraCoisa: Que tipo de instituição a procura para ministrá-las?
Eu ministrei poucas palestras ainda e estas foram em Escolas, Ong’s e no evento Campus Party.
OutraCoisa: Em sua opinião, qual a função da Arte em um mundo voltado para o Entretenimento e Consumismo?
Eu acho que dentre o entretenimento e o consumismo, vive também a arte. Arte, não é algo isolado do contexto geral, ao contrário é inserido em todos eles. Mas a idéia da arte ser elitizada, faz pensar o contrário. Ainda que seja a arte comercial, ela está lá, numa embalagem, num cartaz, numa publicidade… é o que leva ao consumismo, certo? Acho que pode-se dizer, que é hora de se revisitar Andy Warhol e a cultura Pop, uma das funções da arte é observar e interferir na sociedade.
OutraCoisa: Você vê possibilidade de coexistência entre consciência ambiental e tecnologia?
Vejo, desde que a força seja contrária. Não é que eu pense no “involuir”, não, é possivel evoluir, com reaproveitamento e troca de peças, com os fabricantes investindo em componentes mais duráveis e as pessoas exigindo isso ao invés de correr para o mais avançado dos modelos, sem sequer pensar no que será feito com o que usava antes.
Talvez pareça utópico, acreditar que tais coisas cheguem a mudar. Mas acredito que dentre as mudanças que precisam ser feitas, existe a fundamental e esta, está muito mais ligada à educação, que a qualquer outra coisa, pois, “Uma pessoa educada é por consequência, consciente.” E assim, convive bem, seja com o que for. A maior prova de que consciência ambiental pode gerar lucros ou diminuir custos são as latinhas de refri e cerveja e o vidro como um todo… até associações se criaram para “catar” o descarte e fazer esse material voltar de forma economicamente viável para o mercado. Com o lixo digital já está sendo feito um trabalho nesse sentido com a recilcagem das partes plásticas dos monitores e com a estrutura de metal das CPUs.
OutraCoisa: Quais seus projetos para o futuro da sua Arte?
Seguir incansavelmente!









