Liah no Letras e Expressões 26.08.2008

Agosto 26, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

O CD “Livre”, de Liah, é o tema dos shows que a cantora vem fazendo na cidade do Rio de Janeiro, envolvendo o espectador com uma mistura de ritmos do novo álbum e revisitando o repertório de CDs anteriores.

Desta vez a apresentação será na livraria Letras e Expressões de Ipanema, em formato acústico e trazendo Fabio Lima no baixo e guitarra e Dan Sebastian no trompete, cajón e teclado.

Com participação especial de Rodrigo Sha e Danni Carlos, o show acontece hoje - dia 26 de Agosto de 2008 - às 21 horas, com ingresso de R$ 20,00.

Se você mandar um e-mail para a equipe da Liah com seu nome e de seus acompanhantes ainda ganha um desconto ao entrar para a Lista Amiga.

Liah

Agosto 24, 2008 · Imprima este Artigo

Por Davi Lisbôa

1. Liah, você nasceu no Pará, passou a adolescência em Santa Catarina, depois foi pra São Paulo e agora tá no Rio. Como morar em tantos lugares influenciou a sua carreira?

Morei no Pará até os 14 anos, numa cidadezinha do interior,e lá meu contato com a música era mais regional e também com grandes clássicos da musica brasileira, adorava ouvir os discos que meu pai tinha do Cartola, Nelson Gonçalves, Luiz Gonzaga… Quando fui a Santa Catarina, fui estudar violão clássico, mas acabei conhecendo o trabalho de diversos artistas e bandas, e nessa época, onde eu ja compunha musicas pra participar de festivais, vi que a musica era muito mais abrangente. Morei lá até os 18 e tive a minha primeira banda de pop/rock, descobri Legião Urbana, Sheryl Crow, entre tantos outros que com certeza foram importantes pra minha formação musical. Morar em São Paulo, foi uma decisão arriscada, mas eu já sabia que queria viver de musica, foi um momento difícil porque estava ali sozinha e não conhecia ninguém, e sem grana… Mas chegando la me virei mandando minhas musicas pra outros artistas gravarem, então vi o outro lado do show businnes, conheci diversos produtores e adquiri experiência com estúdio, ja que tinha que arranjar minhas musicas pra enviar pra eles. Alem de São Paulo e Rio morei também em Belo Horizonte! rs Minha música é uma extensão do que sou, então é claro que todas essas cidades me influenciaram de alguma maneira. Cada lugar tem sua energia, seus cheiros, seus gostos e sua história, apesar de concordar que música é universal, posso dizer por exemplo que ouvir bossa hoje morando no Rio, faz muito mais sentido pra mim.

2. A dupla Sandy & Júnior gravou uma música sua (”Desperdiçou”). Como foi esse contato? Qual foi a sensação de ouvir a sua música nas rádios e ver ela na TV (Eles até fizeram um clipe da música, né?)?

Foi muito bacana, além dessa, gravaram outras músicas também. A primeira a tocar no rádio foi uma musica chamada “Nada é por Acaso”. E foi 1 ano depois de eu ter me mudado pra São Paulo, num momento em que eu ja estava quase desistindo e voltando pro Pará. E ver o sucesso da música com a dupla me incentivou a continuar ali, apesar das dificuldades…

3. Essa música no seu show tinha um toque latino. A música sempre foi assim e eles deram uma cara mais pop ou o toque latino foi só pro show?

Quando compus a musica, o arranjo tinha uma referencia total Carlos Santanna. rs Mas não tinha congas e toda essa latinidade. É que no show, eu adoro mudar, e tocar as mesmas músicas de varias maneiras, abusar das possibilidades que ela pode oferecer.

4. Do pop ao rock. O seu segundo CD “Perdas e Ganhos” tem uma pegada mais pesada, mais rock n’ roll. Por que a decisão de fazer um disco mais pesado e quais foram as bandas e/ou artistas que serviram de influência nessa fase?

Eu estava morando em BH, e tinha acabado de participar da produção de um disco de rock de uma banda meio mineira, meio paulista, chamada código B. Por conta disso, eu que me considero uma artista híbrida, de influencias musicais diversas, nessa época estava ouvindo muito rock de algumas bandas como Foo Fighters, Audioslave, Radiohead e Oasis. E além disso, o produtor desse disco foi Marcelo Sussekind, que dispensa comentários… hehe

5. E quais as suas influências fora do rock?

Algumas eu já citei na primeira pergunta, mas posso citar inúmeras outras aqui: Caetano veloso, Marisa Monte, Cassia Eller, Steve Wonder, Fiona Apple, Nelly Furtado, Tim Maia, Bob Marley e muita gente que provavelmente to esquecendo agora…

6. E quais são aquelas bandas e/ou artistas que você gosta, mas tem vergonha de contar em público porque todo mundo faz careta quando você diz que gosta?

Eu não tenho vergonha de contar, mas muita gente faz careta quando admito que gosto de forró, o forró de Elba Ramalho, Luiz Gonzaga, Bastinho Calixto…

7. No show no Letras & Expressões que assisti, pude notar uma ar bastante particular nas suas letras. Conte um pouco sobre o seu processo de criação.

Geralmente componho a melodia primeiro, pra escrever a letra as vezes demoro semanas, as vezes nem 10 minutos… Não tem muito mistério, escrevo sobre o que vejo, penso, imagino, desejo, e também sobre fatos que repudio ou me assustam, de alguma forma me causam fruição. Mas na grande maioria, minhas letras são positivas, eu me considero uma pessoa positiva. Para pensar no que escrever, procuro sentir antes o que a melodia ta contando, se ela é mais densa, triste, feliz…

8. E como conheceu os músicos que te acompanham nos shows?

Conheci o Dan Sebastian (direção musical, teclados, percussão e produtor do disco Livre) na gravação do meu segundo disco, ele me apresentou Fábio Lima (guitarra), e Rike Frainer (bateria) que me apresentou o Marcelo Penner (baixo), que infelizmente nos deixou porque foi estudar na Alemanha. Atualmente estou a procura de um baixista!

9. Mês passado você assinou contrato com a Som Livre. Como foi assinar com uma grande gravadora?

A alma desse disco é livre, eu havia saído da Emi (major) e decidi produzir o proximo disco independente, com mais calma, sem prazos, nem pressões. E todo o processo criativo foi delicioso, acho que consegui misturar ali todas as minhas influências musicais. Descobri que ser independente tem vantagens e desvantagens como tudo na vida, é mais difícil você conseguir espaços pra divulgar seu trabalho, mas também novas portas se abrem. Por outro lado, muitos fãs de regiões mais distantes reclamavam porque não conseguiam comprar meu disco pela internet, o frete deixava o CD caro. A Som Livre apareceu com uma proposta bacana, e eu fico feliz por saber que meu disco vai estar nas lojas em Outubro.

10. Como você vê o cenário fonográfico atualmente?

Essa situação em que disco nao vende mais e que a venda de mp3 está crescendo, mais ainda é algo pequeno dentro do nosso país, desnorteia um pouco o futuro do mercado fonográfico. Os artistas até se mantem com os shows, mas e os compositores, músicos, arranjadores, produtores,enfim, todos os que participam da criação da obra, como vão ser remunerados de uma maneira justa pelo seu trabalho? Eu sinto que nós que trabalhamos com música nesse momento somos como desbravadores, não sabemos direito o que está por vir, mas acredito que uma hora o caminho para que as coisas se normalizem aparecerá.

11. Vinil, CD ou mp3?

Dificil escolher… Acho o charme do barulhinho do vinil incomparável, no carro adoro CD, é onde tenho minha melhor referência pra ouvir algo. E em qualquer lugar, o mp3 é prático!

12. Você se identifica com a cultura nerd?

Acho que posso me considerar uma quase nerd, existe isso? hahahaha
Adoro ler, aprender coisas novas, e sou um tanto viciada em filmes… A internet é pra mim uma das melhores invenções, eu a uso bastante pra descobrir novos sons, pesquisar sobre o mundo, fazer trabalhos da faculdade, pra ter contato com fãs, falar com amigos… Ah! E eu ja conhecia o site de vocês, acho que sou um pouco nerd sim.

13. Para finalizar, gostaria de mandar algum recado para os seus fãs que acessam o OutraCoisa?

Bom! Eu quero avisar que meu disco vai estar nas lojas em Outubro, com três faixas adicionais que estou gravando atualmente em estúdio! Que a temporada no Letras tá muito bacana, com varias participações, e quem puder ir, ficaremos lá até o dia 02 de Setembro, todas as terças. E queria aproveitar o espaço pra dizer que fiquei honrada com o convite da banda Catedral pra participar do seu DVD em comemoração aos 20 anos de carreira.

Beijooo a todos!

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Comunidade: Orkut

Tim Festival à Vista

Agosto 10, 2008 · Imprima este Artigo

Por Lucas Sigaud

O Tim Festival, um dos eventos musicais mais tradicionais (em sua sexta edição, ocupando o lugar do finado Free Jazz Festival) do cenário brasileiro, já tem datas e locais confirmados – ocorrerá na segunda quinzena de outubro no Rio de Janeiro (Marina da Glória), São Paulo (Ibirapuera) e Vitória (Teatro UFES). Estranhamente, Curitiba, que há anos sedia também o Tim Festival, foi deixada de fora da edição de 2008.

Depois dos delírios iniciais de costume (todo ano é a mesma coisa) – os delírios da vez incluíam Amy Winehouse (que não se sabe nem se conseguirá continuar fazendo shows até outubro), Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, Mika e até mesmo o lendário Leonard Cohen (há rumores que Mika e Cohen ainda têm chance de acertarem com o Tim Festival, mas é muito difícil) – a seleção até o momento de artistas internacionais confirmados (11, no total) é muito boa. Com mais um ou dois nomes fortes, poderemos ter uma das edições mais atraentes de todos os tempos.

O indie, como sempre, está muito representado na edição 2008: nada menos que cinco bandas já confirmaram presença (The Gossip, Klaxons, Gogol Bordello, MGMT e The National), mas todas com o seu grau de originalidade. Mas como vem ocorrendo com freqüência nas últimas edições, os mais aguardados são os “outros”. Na parte Jazz, temos já confirmadas as participações da cantora Stacey Kent, da pianista Carla Bley, da revelação Esperanza Spalding e o lendário saxofonista Sonny Rollins.
Sonny Rollins completa o trio de destaque maior do Tim Festival 2008 (pelo menos até o momento) – junto a ele temos o excepcional Paul Weller, ex-líder tanto da importantíssima Jam quanto do Style Council, e o rapper e produtor Kanye West, cujo show – “Glow In The Dark” – foi eleito pela crítica norte-americana uma das melhores produções da década.

Resta-nos ainda esperar mais novidades – e assim que novos nomes forem confirmados, eles serão noticiados aqui no OutraCoisa.

Curiosidade: aparentemente, nomes brasileiros demorarão mais para serem confirmados e/ou divulgados. No entanto, um deles já é certo: o ex-hermano Marcelo Camelo. Boa pedida!

• Carla Bley: a pianista norte-americana de setenta anos é uma das referências do jazz, famosa por sua originalidade em composições e arranjos. As suas músicas geralmente contêm estruturas assimétricas, ritmos quebrados, melodias imprevisíveis (mas que pegam fácil) e letras que muitas vezes misturam humor e drama, subvertendo a fórmula do jazz com efeitos incríveis. Seu mais recente álbum, “Appearing Nightly”, será lançado ao final de agosto.

• Esperanza Spalding: quanto tinha 15 anos, pegou pela primeira vez em um contrabaixo, e meses depois já era considerada um prodígio musical. Além da sua proficiência instrumental, Esperanza também é conhecida por mesclar suas raízes de jazz com outros ritmos, como blues, funk, pop-fusion e world music (principalmente ritmos cubanos e brasileiros). Vem ao Brasil após lançar, este ano, seu segundo álbum, “Esperanza”, no qual gravou “Ponta de Areia”, de Milton Nascimento – que certamente estará presente no show.

• Gogol Bordello: provavelmente a banda mais alternativa e diferente a tocar neste Tim Festival, com nada menos que oito integrantes, de diferentes nacionalidades: Eugene Hütz (vocalista e líder do grupo), Oren Kaplan (guitarra), Yuri Lemeshev (acordeão), Sergey Rjabtzev (rabeca), Tommy Gobena (baixo), Eliot Fergusen (bateria), Pam Racine e Elizabeth Sun (dançarinas/percussionistas). Apesar de existir há quinze anos, foi só nos últimos cinco anos que a banda conseguiu reconhecimento e sucesso; e com sua mistura de rock, punk, dub, música cigana e flamenca, show explosivos e teatrais, e letras surreais falando sobre imigrantes nos EUA, o Gogol Bordello promete ser uma atração à parte.

• The Gossip: é uma banda indie com influências marcantes de punk e rockabilly, liderada pela polêmica vocalista Beth Ditto (completam a banda o guitarrista Brace ‘Nathan’ Paine e o baterista Hannah Billie), famosa pela militância contra Bush e pró-casamento gay. Lançaram seu terceiro disco de estúdio, “Standing In The Way Of Control”, elogiado pela crítica, em 2005.

• Kanye West: entre 2001 e 2004, Kanye West passou de produtor de hip-hop a criador de hits no mundo todo. Já era produtor respeitado no meio, mas foi após produzir de forma brilhante o álbum “Blueprint”, de Jay-Z - que conseguiu o reconhecimento do público. Por três anos continuou apenas como produtor (incluindo, além de Jay-Z, obras de Ludacris e Alicia Keys) até lançar seu primeiro álbum, “The College Dropout”, que foi nomeado a nada menos que 10 Grammys (ganhando três) e levando Kanye ao estrelato mundial. Figura sempre presente na mídia (chegando a aparecer na capa da Rolling Stone vestido de Jesus Cristo), vem ao Brasil com a superprodução “Glow In The Dark”, turnê do seu álbum “Graduation”, de 2007.

• Klaxons: banda que até o momento lançou apenas um álbum (“Myths Of The Near Future”, 2007), mas que já conseguiu muitas críticas positivas e virou o novo xodó da conceituada revista NME. O trio (composto por Jamie Reynolds, James Righton e Simon Taylor) é extremamente influenciado por dance music e pelo movimento rave na Inglaterra do início dos anos 90 (o próprio Jamie Reynolds denomina o Klaxons uma banda de “nu-rave”).

• MGMT: antigamente chamada The Management, a dupla formada por Ben Goldwasser e Andrew van Wyngarden fica no meio do caminho entre o electro-punk art-noise do Suicide (especialmente no seu EP de estréia, “Time To Pretend”) e o pop psicodélico cerebral do Flaming Lips, como pode ser conferido no seu único album até o momento, o experimental “Oracular Spectacular”.

• The National: certamente, dentre as bandas indies confirmadas, é aquela mais próxima do rock tradicional. Ela é composta por Matt Berninger (vocais), e pelos pares de irmãos Bryce (guitarra) e Aaron Dessner (baixo) e Scott (guitarra) e Bryan Devendorf (bateria). Incorporando vários estilos em suas composições (como country alternativo e pop), o National chega ao Brasil na turnê do ambicioso “Boxer”, álbum lançado ano passado.

• Paul Weller: seu currículo é invejável – foi líder de ninguém menos que The Jam, a banda inglesa mais popular da era punk (barrando o Clash na época e influenciando bandas desde Smiths até Oasis), além da mais desconhecida Style Council (com fortes influências Motown, soul e jazz-pop). Em sua carreira solo voltou às raízes mais rock do Jam, retornando ao status de um dos mais importantes artistas na Inglaterra. A turnê que o traz ao Brasil é do seu novo álbum, “22 Dreams”, elogiadíssimo pela crítica no mundo todo (que o coloca no mesmo patamar do seu indiscutível melhor disco, o espetacular “Wild Wood”) e sucesso de vendas na Inglaterra e nos Estados Unidos. Para aqueles que (ainda) não o conhecem, uma boa introdução é a coletânea “Hit Parade”, que contém músicas tanto solo quanto com suas ex-bandas (como costumam ser também os seus shows).

• Sonny Rollins: um dos maiores gigantes da história do jazz, disputando com Coleman Hawkins, Lester Young e John Coltrane o título de melhor saxofonista tenor de todos os tempos. O nova-iorquino de 77 anos (fará 78 em setembro) chegou ao estrelato do jazz ao gravar em 1951 com Miles Davis e em 1953 com Thelonious Monk, e a partir de 1957 passou a ser líder de bandas de jazz, posto ocupado até hoje. Se “aposentou” duas vezes durante sua carreira, mas sempre voltando, e cada vez mais inovador (chegando a incluir elementos de pop e R&B em seus álbuns). Apesar de seus trabalhos nas últimas três décadas serem irregulares, Rollins continua um solista espetacular e seus shows, extraordinários, como comprova o ótimo “Without A Song: The 9/11 Concert”, álbum ao vivo de 2005.

• Stacey Kent: sem treinamento formal e com um diploma em literatura comparativa, nem ela esperava uma carreira musical – mas, depois que começou, durante uma viagem pela Europa, nunca mais voltou. Saiu de cantora do Hotel Ritz em Londres para um papel no filme “Richard III”, de Ian McKellen. Vem ao Brasil trazendo seu álbum mais elogiado desde sua estréia (com “Close Your Eyes”, de 1997), intitulado “Breakfast On The Morning Tram”.

Liah no Letras e Expressões

Agosto 1, 2008 · Imprima este Artigo

Por Davi Lisbôa

Sábado - dia 26 de Julho de 2008 - fui no Letras & Expressões, em Ipanema.

Arrastei o Lobato (guitarrista da minha banda) comigo. Disse que ia rolar um showzinho lá e ele topou ir.

Estávamos indo pra casa dele pra irmos juntos mas voltei no meio do caminho pra pegar um casaco, estava um vento gelado pacas.

Cheguei lá no prédio dele e partimos de metrô pro show da Liah.

O show tava marcado pras 21h e tínhamos acabado de descer na Praça General Osório (sim, estávamos atrasados).

Então entramos na livraria com o passo apertado e saímos subindo as escadas como se fôssemos nós que iríamos fazer o show.

A anfiriã nos levou até uma mesa no fundo do salão (que fazia tanto frio que mais parecia um frigorífico) num breu total onde só ela enxergava.

Acostumando-me com a escuridão, percibi a presença de duas pessoas no palco por trás de uma iluminação vermelha muito suave.

Um no trompete e o outro no baixo, um de cada lado do palco. Pensei: “Formação inusitada, trompete, baixo, violão e voz…”.

Os dois fizeram uma breve introdução instrumental e Liah entrou no palco. O trompetista deixou seu instrumento de lado e foi tocar cajón (instrumento de percussão).

Além do trompete e do cajón ele tocou durante a apresentação: teclado, bongô e zabumba com perfeição. Aquilo sim era multi-instrumentista!

Agora vamos ao que interessa: Fiquei impressionado com o show. Sério mesmo. O ar intimista, a qualidade das músicas, o carinho como foram concebidos os arranjos, o profissionalismo e a competência impecável dos músicos.

A troca com o público, enfim… Excelente.

Para evitar surpresas, procurei pelo seu trabalho na internet e sinceramente, não se compara com o show. Arrepiei. Sério mesmo. O show tinha uma carga emocional que não senti ouvindo os mp3’s.

Ah, tá… Legal mas parece com o que?

Odeio esse tipo de pergunta e odeio mais ainda ter que dar uma resposta…

Hhhmmm… Bem… A artista mais que tem um trabalho nessa linha que mais se aproxima do trabalho da Liah é a cantora e compositora escocesa KT Tunstall. Satisfeito(a)?

As letras focam-se ao redor de relacionamentos (A solidão, o novo alguém, o flerte, o início, os altos e baixos do dia-a-dia, as brigas de casal, o fim e a saudade), algo realmente muito pessoal e universal ao mesmo tempo.

Além de mostrar seu trabalho autoral, Liah fez verões de: “Blackbird”, dos Beatles e ficou linda;
“Take On Me” do A-HA, Nessa música Liah fez algo à la Damien Rice, tocou um pedaço da melodia e gravou num pedal de efeito, soltou em loop e tocou outro por cima, gravou de novo e soltou em loop por cima do que tinha gravado antes. Tinha uma panderola, a marcação do tempo (que ela fez batendo no corpo do violão), duas frases, uns dois violões e solfejos. Sensacional; tocou ainda “Desperdiçou”, da dupla Sandy e Junior. Tudo bem que ela deu um toque latino bastante interessante, mas… Nhé! Sandy e Júnior…

Teve também a participação de Sabrina Sanm (OutraCoisa) em duas músicas. Liah contou a público que tinha descoberto uma menina talentosíssima por intermédio de um amigo em comum (Jay Vaquer) e chamou a moça.

Depois de desviar das mesas no caminho, Sabrina subiu no palco acabou batendo com a cabeça na quina da caixa de som, na lateral do palco. Sabe aquelas pancadas que você até escuta a sonoplastia? Pois é, foi assim. Passado o momento vídeo cassetada do show, Sabrina foi super profissional e não perdeu a pose. Ambas cantaram “Dessa Vez” de Sanm e uma música da Liah.

Ao sair do palcou, foi uníssono o alerta da platéia: “Cuidado com a cabeça!”

Com ou sem pancada, o saldo foi mesmo muito positivo e muito mais que eu e meu colega esperávamos que fosse.

Liah volta a se apresentar no mês de Agosto no Letras & Expressões e eu recomendo.

Não deixe de conferir!

Internet

Site Oficial: liah.com.br
MySpace: myspace.com/liahoficial

Liah e Sabrina Sanm

“O Troco”

“Dessa Vez”

“Muse”, o show

Julho 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Lorena Boyer

Ontem o grupo britânico Muse se apresentou pela primeira vez no Brasil. Os fãs (como essa que vos escreve) ‘quase’ lotaram a pista do Vivo Rio, para uma apresentação mágica, emocionante, de arrepiar até quem não conhece a banda a fundo.

Conhecida por levar aos palcos superproduções, a banda faz parte da lista dos 50 melhores shows de todos os tempos da revista britânica “Classic Rock Magazine”.
O setlist foi bem parecido com os dos shows anteriores na america latina. A abertura instrumental de “Dance Of The Knights” seguida de “Knights of Cydonia”, do último disco de estúdio, “Black Holes and Revelations”, foi extremamente emocionante (eu ja disse emocionante antes?), de causar arrepio mesmo!!

Ao som de ‘Feeling good’ a platéia jogava papel picado (previamente combinado na comunidade Muse Brasil, do orkut)
Matthew Bellamy, o vocalista, deixou a apresentação ainda mais intensa ao tocar piano em diversas ocasiões.

Sem mais, eis o setlist:

Intro - Dance Of The Knights
01 - Knights Of Cydonia
02 - Hysteria + The Groove*
03 - Dead Star
04 - Map Of The Problematique + Outro
05 - Supermassive Black Hole
06 - Butterflies And Hurricanes
07 - Sunburn
08 - Jazz Intro + Feeling Good (Com “Confetes” da Platéia)
09 - Osaka Jam
10 - Invincible**
11 - New Born + Riff 1 + Riff 2
12 - Starlight
13 - Bossa Nova Intro*** + Time Is Running Out
14 - Plug In Baby (Com Balões)

-bis-

15 - Stockholm Syndrome + Riff 1 + Riff 2 + Riff 3
16 - Take A Bow

Depois do Rio, o Muse segue para São Paulo, onde toca nesta quinta-feira (31), no HSBC Brasil, e Brasília, no sábado (2), no Festival Porão do Rock.

Vídeo

“Starlight”, no Rio de Janeiro

Internet

Mais Sabrina Sanm

Julho 30, 2008 · Imprima este Artigo

Por Davi Lisbôa

Fui assistir a Sabrina Sanm no Letras & Expressões, que fez uma participação bem legal na apresentação da cantora Liah.

Valeu a pena e vou tentar deixar os leitores sempre informados tanto das apresentações de uma como de outra. Os vídeos da participação de Sabrina Sanm no show da Liah estão lá embaixo.

Sempre super ocupada, a Sabrina foi bem bacana a nos conceder nova entrevista, complementando a que foi ao ar no dia 25 de Julho de 2008 pelas mãos de André Sigaud.

Davi: Oi, Sabrina! Você falou pro André sobre suas influências musicais. Mas quais são as influências negativas? Aquela(s) banda(s) e/ou artista(s) intragáveis, que você faz careta só de ouvir o nome?

Sanm: Resumindo, eu odeio tudo que é mal feito, desafinado, sem conteúdo, cópias baratas do que está “in” e o terrível funk do Rio de Janeiro. Mas se você quer mesmo que eu cite algum nome, posso citar o que mais me irrita ultimamente que é queridinha da mídia, a Menina-Melão; a.k.a. Mallu Magalhães.

Davi: O que você cantarolava pra ter chamado a atenção da professora? Tchaikovsky?

Sanm: hahaha…boa! Lógico que não, na época eu curtia cantar umas músicas gospel, então me lembro de estar cantando algo como “Joyfull Joyfull” ou “Oh happy Day”. Essas duas com certeza eram as que eu mais cantarolava.

Davi: Qual foi o melhor show que fez até hoje?

Sanm: Existem shows que são melhores para o público, melhores para a banda, mas o meu predileto até hoje foi um show que fiz em Volta Redonda. Foi a melhor e maior estrutura, eu lembro que estava bastante cheio, o palco era enorme, a luz estava linda e o público me recebeu super bem. Saí do palco com um sorrisão no rosto.

Davi: “Senhoras e senhores, gostaria de chamar aqui no palco uma grande amiga minha pra cantar a próxima música. Senhoras e senhores, com vocês: Sabrina Sanm!” Quem você gostaria que dissesse essa frase?

Sanm: Um dos meus artistas prediletos; Jay Vaquer já disse esta frase, o que me deixou bastante lisonjeada! Mas se fosse “Ladies and Gentlemen…” aí… acho gostaria que fosse a Sandra Nasic na época em que ela era vocalista do Guano Apes! Vejo que esqueci de mencioná-la anteriormente como uma das bandas prediletas, mas seria um sonho dividir o palco com eles.

Davi: Se tivesse que formar uma banda para um único show, qual seria a formação do seu Dream Team? Vale até os que já bateram as botas!

Sanm: Taylor Hawkins (Foo Fighters) na bateria, Stefan Ude (I.O., Guano Apes) no baixo, Chris Kilmore (Incubus) nos teclados / pic-ups, Nuno Bittencourt em uma guitarra e Renato Pagliacci na outra. Ah, e Tom Lord Alge no P.A.!! Sensacional!!

Davi: E a banda que te acompanha? É a mesma desde o início ou já rolaram variações na formação?

Sanm: Exceto pelo guitarrista que também é o co-autor de todas as músicas e produtor musical do trabalho, Renato Pagliacci, houve mudanças na formação, mas desde 2006 meu Baterista é o Diego Andrade e desde o final do ano passado meu baixista é o Davi Iceberg, ambos talentosíssimos e muito queridos.

Davi: Como você enxerga o mercado fonográfico atualmente? Ele ainda tem salvação ou a tendência é a extinção do modo como a música é comercializada hoje em dia?

Sanm: Eu enxergo com uma lupa! O formato de consumo da música mudou, agora basta esperar a indústria fonográfica se achar e começar a caminhar no mesmo ritmo. Quem viver verá!

Davi: E como está o cenário musical no Rio? As bandas e os espaços para shows?

Sanm: O cenário musical do Rio está dançando em ritmo de Funk e samba. As bandas que não dançam estes ritmos se espremem nos poucos espaços que ainda existem.

Davi: Conte-nos como foi a sua participação na trilha da série “9mm: São Paulo”.

Sanm: A produção da série entrou em contato dizendo que gostariam que duas músicas minhas entrassem na trilha. Achei muito legal e gostei da série também.

Davi: E o que você faz além da música?

Sanm: A música ocupa a maior parte do meu tempo. Quando não estou trabalhando gosto de assistir filmes, séries, ler e navegar na internet.

Davi: Quantas vezes já respondeu àquela pergunta sobre te compararem com a Pitty?

Sanm: “1 ou 2 vezes… não me perguntaram isto!!!” Hahaha Em 99% das entrevistas me fazem esta pergunta…

Davi: Já aconteceu algum imprevisto ou situação inusitada em algum show?

Sanm: Quantas páginas pode ter esta resposta? Sim, já aconteceram todos os tipos de imprevisto e situações inusitadas possíveis… uma das mais memoráveis foi num show em praça pública; enquanto eu cantava a música me empolguei e virei bruscamente para entrar no refrão… eis que nesse mesmo instante enquanto eu levo o braço para o lado e volto, o cabo do microfone se soltou e foi parar do outro lado do palco!Na música seguinte foi o cabo da guitarra que soltou do amplificador durante o solo… foi uma beleza, mas a gente fez cara de que estava tudo certo!

Para quem não teve a oportunidade de ver a Sabrina Sanm, vale a pena ir em cima das próximas oportunidades, que rolam na abertura do shows do The Muse no Rio (hoje!) e em São Paulo, que vai contar com a participação dela junto de Jay Vaquer no Vivo Rio e no HSBC Hall.

Liah e Sabrina Sanm

“O Troco”

“Dessa Vez”

Internet

Site Oficial: Sabrina Sanm
Pefil: MySpace
Perfil: Orkut 1, Orkut 2
Blog: MySpace Blog

Fotos

Ganhe CD da Trilha Sonora de “Juno”

Julho 28, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

A Paris Filmes, pouco depois do lançamento do fenômeno “Juno”, presenteia os fãs da película e de Ellen Page com uma promoção que vai deixar de orelhas em pé quem gostou da trilha sonora.

Para concorrer basta responder a pergunta “Com quem você ouviria a trilha sonora do filme Juno?” no site da promoção.

A trilha é uma delícia de ser ouvida. O que há de melhor em termos de Folk e belíssimo, com especial atenção na música “Anyone Else but You”, com Ellen Page e Michael Cera.

Abaixo a lista de intérpretes e músicas do CD:

  • Barry Louis Polisar: “All I Want Is You”
  • Kimya Dawson: “Rollercoaster (Juno Film Version)”
  • The Kinks: “A Well Respected Man”
  • Buddy Holly: “Dearest”
  • Mateo Messina: “Up the Spout”
  • Kimya Dawson: “Tire Swing”
  • Belle & Sebastian: “Piazza, New York Catcher”
  • Kimya Dawson: “Loose Lips”
  • Sonic Youth: “Superstar”
  • Kimya Dawson: “Sleep (Instrumental)”
  • Belle & Sebastian: “Expectations”
  • Mott the Hoople: “All the Young Dudes”
  • Kimya Dawson: “So Nice So Smart”
  • Cat Power: “Sea of Love”
  • Kimya Dawson and Antsy Pants: “Tree Hugger”
  • Velvet Underground: “I’m Sticking With You”
  • The Moldy Peaches: “Anyone Else But You”
  • Antsy Pants: “Vampire”
  • Ellen Page and Michael Cera: “Anyone Else but You”

Sabrina Sanm e a Música

Julho 25, 2008 · Imprima este Artigo

Por André Sigaud

É duro galgar o caminho íngreme até a notoriedade musical e Sabrina Sanm sabe bem disso…

Desde 2006, quando lançou seu CD que leva seu nome, mais água que se esperava passou debaixo da ponte e, muito trabalho depois, Sabrina se prepara para o lançamento de novos trabalhos.

Quem quiser ouví-la cantando, ao vivo, basta ir na Livraria Letras e Expressões, neste sábado, dia 26 de Julho de 2008 (detalhes abaixo).

E, antes de ouvir a moça cantar, vale ler a entrevista que conseguimos.

Sabrina Sanm nos deu um tempinho entre a loucura de apresentações e a correria de gravações para falar um pouco de seu trabalho e de si mesma.

André: Acho que podemos começar perguntando quem é sua cantora favorita e quais são suas principais influências?

Sanm: Hummm, é difícil escolher apenas uma favorita, muitas cantoras foram importantes pra mim em diferentes momentos da minha vida, mas posso dizer que a Alanis Morissette é a preferidíssima, ela me inspirou a começar a compor.

Minhas principais influências ainda são as bandas e artistas que eu ouvia quando garota; Alanis Morissette, Foo Fighters, Silverchair, Nirvana e Metallica, mas também há a influência de alguns artistas que comecei a ouvir recentemente como Marilyn Manson, Sick Puppies, Three Days Grace, 30 seconds to Mars e (meu talentoso amigo) Jay Vaquer.

André: Como você descobriu a música e quantos anos você tinha quando começou a cantar?

Sanm: Meus pais sempre gostaram de música, então desde muito novinha eu tinha o costume de ouvir música o tempo todo, principalmente música clássica, minha “Fita” predileta era uma compilação do Tchaikovsky! Acho que já nasci cantora, mas eu comecei de fato a cantar quando tinha 11 anos, graças à uma professora que me ouviu cantarolando e me convenceu à participar do coral do colégio. Desde então vivo pra isso.

André: Você se sentiu sob pressão ou ficou nervosa nos seus primeiros shows?

Sanm: Meu primeiro momento no palco foi aterrorizante; eu tremia e morria de medo de errar, de não agradar, mas ainda bem que fui aplaudida. Até hoje existe um friozinho na barriga, mas nenhum tremor extremo. A pressão existe sempre, eu sou minha maior crítica e sempre acho que posso melhorar.

André: Falando sobre o seu CD, entitulado “Sabrina Sanm”, é um álbum com excelentes riffs e solos, sempre tentando misturar o peso das guitarras com um vocal melódico feminino. Como foi gravar esse álbum, e como você chegou a essa mistura?

Sanm: O primeiro álbum foi gravado na raça e coragem, produzido pelo Renato Pagliacci, que também compôs todas as musicas comigo, gravou e mixou a maioria das faixas, além de vários amigos que nos ajudaram a concluir o álbum. Como todo começo, a criação desse CD foi bastante intuitiva, não tínhamos um conceito pré-estabelecido do que queríamos, mas ele foi aparecendo durante o processo.

A mistura entre vocais e guitarras também foi super natural e representa bem o que é o meu trabalho.

André: Com relação às letras, quais tópicos e conceitos te inspiram para compôr?

Sanm: Muitas coisas me inspiram a compôr; raiva, injustiça, incertezas, filmes e até notícias. Acho que às vezes acabo colocando nas composições mensagens pra mim mesma, como se fosse uma terapia. Mas atualmente estou mais ácida, tenho me inspirado bastante na estupidez humana, no meu novo CD eu falo bastante sobre isso.

André: Quais são as suas expectativas com relação a esse novo álbum? O seu foco é a venda de discos ou simplesmente a divulgação do seu trabalho, seja pela internet ou como for?

Sanm: As expectativas com esse primeiro álbum eram simples. Eu queria que as pessoas conhecessem o meu trabalho, ouvissem minhas músicas e o que eu tenho a dizer. Não esperava ser um fenômeno de vendas, como não foi. Mas acho que o objetivo foi cumprido, hoje em dia são muitas as pessoas que conhecem meu som, vão aos shows, compram meu cd e aguardam os próximos.

André: Aparentemente, os seus fãs adoram essa mistura que você faz entre agressão e melodia, algo que pessoalmente eu também acho genial. Alguma vez você já cantou ou pensou em cantar algo mais leve? Você pretende continuar compondo um som mais agressivo?

Sanm: Não acho que o meu som seja o tempo todo agressivo, existem músicas mais leves, como a “Não vou parar” e “Quem sabe”. Eu escrevo muito sobre meus sentimentos e existem momentos de leveza e delicadeza nesse processo, eu curto músicas mais leves também e costumo ouvir esse tipo de som, mas acho que no meu trabalho sempre existirá um misto de leveza com agressividade.

André: Você deve sofrer muitas comparações com a Pitty. Como você lida com isso? Se incomoda? Concorda ou discorda?

Sanm: Hoje em dia vejo isso acontecendo cada vez menos, existem outras referências, outras cantoras, mas comparações são naturais, não tenho por que me incomodar. É lógico que eu não concordo com a comparação específica, pra mim, eu sou eu e mais ninguém, mas entendo que por ser mulher e por compartilhar de referência parecidas os trabalhos possam ter algo em comum.

André: Com relação a uma turnê, tem algo previsto? Onde você gostaria de tocar?

Sanm: Eu gostaria e pretendo tocar em todo o Brasil, cada vez mais me impressiono com a quantidade de pessoas de todos os cantos do país me escrevendo e pedindo para que eu faça shows em suas cidades. Além disso, eu tenho o sonho de fazer shows pela Europa e pelo Japão.

André: Pelo que vimos pelo seu site, myspace e fotolog, você tem uma ligação muito forte com a fotografia. Como você acha que música e fotografia se encontram, e qual é a importância desse encontro em sua opinião?

Sanm: Eu adoro fotografia, sempre fui fascinada pelo poder da imagem representar o que mil palavras não diriam. Para mim o encontro imagem + música é tão importante quanto a mixagem de uma faixa, quanto a letra e melodia de um refrão, é preciso haver uma sintonia muito grande entre as duas coisas, uma foto minha tem que representar o que eu canto, tem que ajudar a passar a mensagem que eu pretendo passar sem discrepâncias. Eu estou sempre trabalhando em ambos os campos tentando aperfeiçoá-los cada vez mais.

André: Como você deve ter notado o site OutraCoisa é um site especializado em “Cultura Nerd”, apesar de tratar de entretenimento em geral também. Como você se identifica com esse mundo, o que pode nos falar dele?

Sanm: Eu achei curioso quando vi a descrição do site e descobri que me interessava por 99% do conteúdo que há nele… acho que posso me considerar uma nerd então! Eu sou apaixonada por filmes, viciada em séries e adoro jogos, sem falar da música… portanto, me identifico bastante com esse mundo.

André: Para finalizar, gostaria de mandar algum recado para os seus fãs que acessam o OutraCoisa?

Sanm: Para quem ainda não conhece meu som, entrem no meu site e ouçam minhas músicas, assistam aos meus 2 videoclipes. Àqueles que já conhecem e curtem meu som, aguardem o próximo cd que já está quase saindo do forno! Ah! Continuem acessando o OutraCoisa para saber das novidades!!!

Fotos

VideoClips

“Dessa Vez”

“Realidade Freakshow”

Internet

Site Oficial: Sabrina Sanm
Perfil: MySpace
Perfil: Orkut 1, Orkut 2
Blog: MySpace Blog

Apresentações

Sabrina Sanm canta duas músicas, neste sábado, dia 26 de Julho de 2008, na Livraria Letras e Expressões, na Rua Visconde de Pirajá 276, - Ipanema, Rio de Janeiro, na apresentação de Liah às 21 horas. Um ótimo programa!


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“Anywhere I Lay my Head”

Junho 20, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

A talentosa atriz Scarlett Johanson, que já havia interpretado músicas outros filmes, lançou recentemente o álbum “Anywhere I Lay my Head”, interpretando obras de ninguém menos que Tom Waits!

Waits é conhecido como um compositor e intérprete de densa poesia musical e profundamente performático na execução de sua obra. Seu trabalho já foi laureado com o Grammy por duas vezes e indicado por várias vezes a prêmios de grande importância.

Algumas escolhas artísticas para os arranjos das faixas, no entanto, parecem apontar para a possibilidade de o produtor David Andrew Sitek ter exagerado na quantidade de tinta que usou em sua assinatura. Em alguns casos é nítido que a batida pop compromete tanto a poesia da música quanto ofusca a cantora.

Independente destes detalhes, contudo, pode-se dizer que é bastante corajoso encarar a tentativa de regravar um artista do calibre de Tom Waits.

Johanson, que não é ainda tão qualificada para explorar a musicalidade da obra de Waits, consegue, mesmo assim, homenagear uma importante figura da música e dar um primeiro passo ousado em um mundo onde não faltam críticos para crucificar tentativas.

Boa sorte para ela!