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	<title>OutraCoisa &#187; Festival do Rio</title>
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		<title>&#8220;Bak-Jwi&#8221;/&#8221;Thirst&#8221; em Cannes</title>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 13:08:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/05/thirstbannedposterb1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-8544" src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/05/thirstbannedposterb1.jpg" alt="thirstbannedposterb1 Bak Jwi/Thirst em Cannes" width="533" height="754" title="Bak Jwi/Thirst em Cannes" /></a><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/05/thirstbannedposterb.jpg"></a></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O diretor Park Chan-Wook venceu neste último domingo o prêmio do júri em Cannes, o mais tradicional festival de cinema do mundo, com seu mais novo filme “Bak-Jwi” (cujo título em inglês é “Thirst”), repetindo o feito do seu cultuado “Oldboy”, de 2003. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Desta vez, Chan-Wook (que, como em todos os seus filmes, também assina o roteiro) nos traz a história de um padre popular e bem-quisto de uma pequena cidade, que se voluntaria para fazer parte de um experimento médico – o qual dá retumbantemente errado, transformando-o em um vampiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Como todos os filmes do criativo diretor, “Bak-Jwi” promete oferecer um novo <em>twist</em> às manjadas histórias de vampiro – afinal, quão raro é um filme classificado como de “terror” ganhar um prêmio em Cannes? E o público brasileiro terá a chance de conferi-lo em breve – os direitos de distribuição do longa foram garantidos ainda no próprio festival pela Paris Filmes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">“Bak-Jwi” promete!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="AR-SA;"><strong>Curiosidade</strong>: Park Chan-Wook também ficou conhecido por aqui pelo excelente “I’m A Cyborg, But That’s OK”, sensível longa lançado no Festival do Rio de 2007, que teve todas as sessões esgotadas.</span></p>


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		<title>&#8220;Pan-Cinema Permanente&#8221; na Glória</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 15:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="center;"><span style="Times New Roman;"><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/credito_julio_covello_dedored.jpg"></a><a href="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/credito_julio_covello_dedored.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-7194" src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2009/02/credito_julio_covello_dedored.jpg" alt="credito julio covello dedored Pan Cinema Permanente na Glória" width="500" height="321" title="Pan Cinema Permanente na Glória" /></a></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Vencedor do prêmio “É Tudo Verdade” de 2008, e um dos destaques do Festival do Rio de Cinema, “Pan-Cinema Permanente”, documentário de Carlos Nader sobre o poeta Waly Salomão, entra novamente em cartaz hoje, dia 27 de fevereiro, no Cine Glória, Rio de Janeiro.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">O filme reúne extenso material (boa parte dele inédito) sobre Waly Salomão, baiano formado em direito, cuja arte se manifestava em várias direções. Começou a escrever seus poemas em uma cela do Carandiru, e posteriormente aproximou-se dos tropicalistas, escrevendo canções para grandes nomes, como Caetano Veloso, Gal Costa e Maria Bethânia. Salomão buscava romper a fronteira entre realidade e ficção, e o filme busca revelar algumas facetas desse caleidoscópio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="small;"><span style="Times New Roman;">“Waly Salomão não é para mim o objeto distante de um documentário profissional”, diz o diretor, <span style="AR-SA;">amigo de Waly que o filmou por quase 15 anos. </span>“Eu não conseguiria falar dele de uma maneira que não fosse pessoal. Memorial. Íntima. E fazê-lo de outra maneira seria uma traição à memória de Waly.”</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;">Vale conferir!</span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="justify;"><span style="Times New Roman;"><strong>Curiosidade</strong>: Salomão, morto em 2003, era um dos diretores do grupo Afro Reggae, que o homenageou na premiere do filme, no Festival do Rio de Cinema. </span></p>


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		<title>&#8220;Velha Juventude&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 01:58:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/10/velho-juventude-outracoisa.jpg" title="Velha Juventude" alt="velho juventude outracoisa Velha Juventude" /></p>
<p>O que dizer sobre o novo filme de Francis Ford Coppola? O roteiro, escrito pelo próprio, é adaptado de uma história homônima do escritor romeno Mircea Eliade, filósofo, escritor e estudioso de religiões e mitos. Por isso, a trama é uma grande alegoria fantasiosa, meio mística, com debates filosóficos e morais profundos e diversas referências a religiões e obras literárias. E é ótimo!</p>
<p>Este é o primeiro longa de Coppola em onze anos. O aclamado diretor da trilogia “O Poderoso Chefão” não lançava nenhum trabalho desde o seu “The Rainmaker” (ótimo filme de 1997 baseado no romance de John Grisham). Segundo ele, “Velha Juventude” é um filme extremamente pessoal, baseado em um livro que ama, e que a audiência ficará surpresa, uma vez que não é, nem de perto, tipicamente hollywoodiano.</p>
<p>O elenco também contribui para o sucesso do filme, em particular o desempenho esplendoroso de Tim Roth, forte candidato à indicação ao Oscar deste ano. Roth interpreta Dominc Matei, ilustre professor que, em idade muito avançada, conclui que nunca terminará o trabalho da sua vida. Então vive uma experiência cataclísmica que não apenas lhe devolve a juventude, mas também lhe concede conhecimentos e poderes sobrenaturais. Auxiliado pelo Prof. Stanciulescu (Bruno Ganz, excelente como sempre) e atiçado pelas memórias de sua amada Laura (Alexandra Maria Lara, atriz romena que estrelou “A Queda” ao lado de Ganz), Matei tem agora que passar por uma jornada de autoconhecimento, enquanto acontecimentos vão remodelando o mundo ao seu redor.</p>
<p>O filme vem recebido elogios recentemente, chegando a ser citado como uma obra-prima. Alguns críticos chegaram até a compará-lo com as obras de Fellini e David Lynch. Mas uma coisa é certa – um filme como esse, vindo de Coppola depois de todos esses anos, é uma grande, e agradável, surpresa. Esperemos que chegue logo aos cinemas!</p>
<p><span class="youtube">
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<p><strong>Curiosidade:</strong> há um detalhe hollywoodiano no filme, sim. A aparição de Matt Damon (não creditada) como um repórter da revista Life, mesmo que por apenas dois minutos, passa um pouco a sensação de extra de luxo, comum nos blockbusters. Mas é só impressão mesmo.</p>


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</ul></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Queime Depois de Ler&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Oct 2008 01:43:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais um que corresponde às expectativas depositadas antes do Festival do Rio: “Queime Depois de Ler”, o novo filme dos irmãos Coen (vencedores do Oscar deste ano com “Onde Os Fracos Não Têm Vez”) é uma comédia divertidíssima, satírica, e que merece ser vista. A ação começa quando Osbourne “Ozzie” Cox (John Malkovich) é transferido [...]


Não foram encontrados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/10/queime-depois-de-ler-outracoisa.jpg" alt="queime depois de ler outracoisa Queime Depois de Ler" title="" class="alignnone size-full wp-image-3013" /></p>
<p>Mais um que corresponde às expectativas depositadas antes do Festival do Rio: “Queime Depois de Ler”, o novo filme dos irmãos Coen (vencedores do Oscar deste ano com “Onde Os Fracos Não Têm Vez”) é uma comédia divertidíssima, satírica, e que merece ser vista.</p>
<p>A ação começa quando Osbourne “Ozzie” Cox (John Malkovich) é transferido de sua pasta na CIA, onde trabalhou por anos a fio, para um departamento onde não existe nenhuma chance de lidar com arquivos confidenciais. Resolve então largar o emprego, o que faz com que sua esposa Katie (Tilda Swinton), que tem um caso antigo com o hipocondríaco conquistador, e também casado, Harry Pfarrer (George Clooney), resolva pedir o divórcio – mas não sem antes fazer uma cópia dos arquivos (incluindo os confidenciais da CIA) em um CD, que cai inadvertidamente nas mãos de dois funcionários em uma academia de ginástica: a solitária (e obcecada em conseguir uma cirurgia plástica) Linda Litzke (Frances McDormand) e o ingênuo garotão Chad (Brad Pitt). Já deu para imaginar o que se segue? Se deu, acredite – a seqüência é muito pior (e muito mais engraçada).</p>
<p>O elenco, estelar, é um primor e está afinadíssimo. Também, pudera: dos cinco atores principais, Clooney (cada vez melhor), McDormand e Swinton (ambas ótimas) já venceram Oscar (“Syriana”, “Fargo” e “Conduta de Risco”, respectivamente), enquanto Malkovich já foi indicado duas vezes, e Pitt, que está absolutamente impagável e é talvez o maior destaque dentre todos, já levou uma indicação por “Os Doze Macacos”.</p>
<p>Ainda bem que “Queime Depois de Ler” (“Burn After Reading”, no original) já tem data marcada para lançamento nos cinemas – pena que o público geral terá de esperar até 28 de novembro para conferi-lo. Mas a espera vale a pena.</p>
<p><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=rSZyUWNJdGs"><img src="http://img.youtube.com/vi/rSZyUWNJdGs/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p></p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> a cena mais hilária do filme, curiosamente, não conta com a presença de nenhum dos cinco atores principais – são os diálogos entre o oficial da CIA (interpretado por David Rasche, de “Vôo United 93”) e seu superior (o ótimo J.K. Simmons, de “Juno” e da série “Homem-Aranha”).</p>


<p>Não foram encontrados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Les Amours d’Astrée et de Céladon&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 03:27:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil entender como “Les Amours d’Astrée et de Céladon” possa vir da mesma mente que nos agraciou com filmes tais como “Die Marquise von O&#8230;” (vencedor do BAFTA e do prêmio do júri em Cannes, em 1976) e “Ma Nuit Chez Maud” (indicado ao Oscar em 1962), e que mesmo mais recentemente nos trouxe produções [...]

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</ul>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/10/les-amours-d-astree-et-de-celadon-outracoisa.jpg" alt="les amours d astree et de celadon outracoisa Les Amours d’Astrée et de Céladon" title="" class="alignnone size-full wp-image-2935" /></p>
<p>Difícil entender como “Les Amours d’Astrée et de Céladon” possa vir da mesma mente que nos agraciou com filmes tais como “Die Marquise von O&#8230;” (vencedor do BAFTA e do prêmio do júri em Cannes, em 1976) e “Ma Nuit Chez Maud” (indicado ao Oscar em 1962), e que mesmo mais recentemente nos trouxe produções interessantíssimas, como o aclamado “Conte d’Hiver”, indicado ao Urso de Ouro em Berlim em 1992.</p>
<p>O novo longa do cultuado diretor francês Eric Rohmer narra a lenda de Astrée e Céladon, um casal de pastores vivendo um amor contrário à vontade dos pais. A trama gira em torno do ciúmes de Astrée (Stéphanie Crayencour, estreando no cinema) e suas trágicas conseqüências, e a esperança de Céladon (Andy Gillet, vencedor do prêmio Étoile d’Or deste ano como revelação) em ter Astrée de volta em seus braços.</p>
<p>O problema, no entanto, não está na história, mas na forma como ela é contada. A impressão que se tem é de estar assistindo a um teatro infantil mambembe. Só que, infelizmente, ninguém na platéia é pai ou mãe dos atores no palco. A estética chega a remeter às subversões de Pasolini, mas sem a genialidade do mesmo, e a produção lembra o cinema pré-década de 50.</p>
<p>Se tudo isto era intencional, a fim de recriar um clima ingênuo, inocente ou bucólico, que a lenda de fato pede, então Rohmer falha miseravelmente em suas intenções. O filme, incluído entre a lista das apostas do Festival, parece estar passando apenas por se tratar de um nome como Rohmer. A aqueles que o incluíram em suas listas ao ler o artigo sobre o Festival do Rio aqui no OutraCoisa, fica registrado aqui o mea culpa.</p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> surpreendentemente, “Les Amours d’Astrée et de Céladon” ainda foi indicado ao Leão de Ouro em Veneza. Entretanto, a opinião popular nos festivais pelo qual passou (incluindo o próprio Veneza, além do Canadá e do Rio) foi bastante negativa. Na França mesmo, o comentário geral é que Rohmer quis imitar grandes cineastas do passado que terminaram a carreira (afinal, o diretor está com 88 anos e talvez não faça mais nenhum trabalho) com um filme senil, que chega a parecer uma paródia dos últimos filmes de Rosselini, e que se o cinema existisse em 1607, talvez se parecesse com esse. Triste.</p>


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</ul></p>]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Café de los Maestros&#8221;</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 03:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Festival do Rio]]></category>

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<p>Vindo diretamente da Argentina, “Cafe de los Maestros” (no original) foi o maior destaque da ótima mostra Midnight Songs (que também nos trouxe excelentes documentários sobre a banda Titãs e a lenda do punk inglês Joe Strummer, líder do Clash), do Festival do Rio de Cinema. </p>
<p>Como uma homenagem, um tributo e um resgate dos dias de glória do tango argentino, vários representantes desta época (que engloba as décadas de 40 e 50, principalmente), entre músicos, maestros, cantores e compositores, são convidados para uma exibição de gala no grande Teatro Colón, em Buenos Aires. </p>
<p>E o filme, através da bela direção de Miguel Kohan, e do roteiro do próprio Kohan junto com Gustavo Santaolalla (responsável pela excelente trilha sonora de filmes como “Diários de Motocicleta”, “Brokeback Mountain” e “Babel”), mostra os preparativos e os bastidores para este concerto, através de entrevistas, histórias e ensaios, com as celebridades de outrora. E, através da música, a história de cada participante se une, em uma grande teia, contando a história do tango.</p>
<p>Com músicas lindíssimas, belas danças e imagens, entrevistas divertidas e emocionantes, e culminando com performances durante a exibição no Teatro Colón, “Café dos Maestros” é um filme tocante e delicioso. Um daqueles poucos que fazem todos saírem do cinema com um sorriso no rosto. Imperdível.</p>
<p><span class="youtube">
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</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=bi8C7m8TVxU"><img src="http://img.youtube.com/vi/bi8C7m8TVxU/default.jpg" width="130" height="97" border=0></a></p></p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> Gustavo Santaolalla, que participa do filme, compôs também a trilha sonora de “Linha de Passe”, do brasileiro Walter Salles, com quem já tinha trabalhado em “Diários de Motocicleta”. E, agora, é Salles quem dá uma mão a Santaolalla, como co-produtor de “Café dos Maestros”.</p>


<p>Não foram encontrados.</p>]]></content:encoded>
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		<title>Festival do Rio 2008</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Sep 2008 21:35:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lucas Sigaud</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Redutos]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.outracoisa.com.br/wp-content/uploads/2008/09/festival-do-rio-cinema-outracoisa.jpg" alt="festival do rio cinema outracoisa Festival do Rio 2008" title="" class="alignnone size-full wp-image-2436" /></p>
<p>Está se aproximando as duas semanas de maratona cinematográfica para todos os cinéfilos do Rio de Janeiro: entre os dias 25 de setembro e 9 de outubro, estará rolando o Festival do Rio 2008, que trará em sua décima edição 350 filmes (espalhados em 30 salas ao redor da cidade) para os espectadores fiéis que sempre comparecem e fazem deste o festival de cinema mais bem sucedido da América Latina. Só ano passado foram vendidos mais de 250.000 ingressos! Como sempre, selecionar os filmes a serem assistidos é um árduo e incerto trabalho (que os cinéfilos adoram!), pois é difícil acertar em todas as escolhas, tamanhas são as opções; mas certas apostas são garantidas.</p>
<p>Nesta edição será dado um valor especial a estréias de filmes brasileiros, com uma mostra – a Première Brasil – dedicada especialmente para este fim. Tanto que o filme que abre o festival (honra concedida ano passado a “Tropa de Elite”) será “Última Parada: 174”, novo e excelente longa de Bruno Barreto. Além dele, há outros destaques, como “A Erva do Rato”, de Júlio Bressane (baseado em dois contos de Machado de Assis), e “A Festa da Menina Morta”, estréia do ator Matheus Nachtergaele na direção. Fora que é a única seção competitiva do Festival, com os filmes da Première Brasil sendo divididos em 3 programas competitivos: longas de ficção, longas documentários e curtas, julgados tanto por uma banca internacional de avaliadores quanto pelo público. </p>
<p>Mas, como sempre, há filmes para todos os gostos no festival deste ano, subdivididos nas mostras Panorama (que traz sempre os filmes mais badalados do cenário atual), Expectativa (que traz as apostas e as descobertas, acolhendo cineastas estreantes ou ainda desconhecidos no Brasil), Midnight (com os filmes mais alternativos), Gay (voltada para o público GLS), Fronteiras (privilegiando as grandes questões do cenário político, social e econômico da atualidade) e Dox (focado em documentários). </p>
<p>O destaque dentre elas este ano está nos filmes voltados para celebridades musicais, já tradição do festival – em edições passadas, filmes (documentários ou não) sobre Ramones, The Clash, Joy Division, Rolling Stones tiveram lotação esgotada, e em 2007 dois filmes deste tipo ficaram entre os sete mais vistos do festival (“Piaf – Um Hino de Amor”, sobre a clássica Edith Piaf, e “I’m Not There”, elogiadíssimo filme cult sobre o mítico Bob Dylan). Este ano teremos filmes sobre Patti Smith, U2 (o celebrado show em 3D), Phillip Glass, Titãs, Joe Strummer, Jards Macalé, CSNY (Crosby, Stills, Nash &#038; Young), entre outros. O mais bizarro deles é a estréia de Madonna na direção – com “Sujos e Sábios”, meio ficção, meio documentário, que narra a história de Eugene Hutz (no filme como ‘A.K.’), líder do Gogol Bordello (banda que estará aqui no Tim Festival).</p>
<p>Falando nisso, o Festival do Rio deste ano tem como destaques filmes – imperdíveis – de diretores cultuados. O mais esperado certamente é “Youth Without Youth”, novo longa de Francis Ford Coppola, que nos últimos dez anos estava no ostracismo. Baseado em um romance de Mircea Eliade e estrelado por Tim Roth, é o maior destaque da mostra Panorama. Nas palavras de Ilda Santiago, diretora executiva do festival, “Os filmes de autores do cinema precisam ser vistos. O filme de Coppola, por exemplo, é ousado. É bom mostrar que diretores estabelecidos arriscam”. Na esteira desta estréia, será exibido também “O Poderoso Chefão”, maior marco da carreira de Coppola e um dos maiores filmes da história do cinema.</p>
<p>Outros filmes de diretores conceituados aguardados para o festival são “Vicky Cristina Barcelona”, de Woody Allen (com o controverso menage de Javier Bardem, Penélope Cruz e Scarlett Johansson), “Les amours d’Astrée et de Céladon”, de ninguém menos que Eric Rohmer (com mais de oitenta anos!), e “Queime Depois de Ler”, dos irmãos Coen (que faturaram o Oscar este ano com “Onde Os Fracos Não Tem Vez”, e que reúne elenco estelar com George Clooney, John Malkovich e Brad Pitt). Fora “Synecdoche, New York”, de Charlie Kaufman (roteirista do merecidamente cultuado “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”), “Standard Operating Procedure”, documentário de Errol Morris que venceu o mais recente Urso de Prata da categoria, e “Katyn”, drama de guerra do mestre polonês Andrzej Wajda que foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano.</p>
<p>Para completar, há ainda a Retrospectiva Derek Jarman (que talvez conte com a presença de Tilda Swinton, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante e musa do vanguardista diretor, vítima da AIDS em 1994), a Première Latina (que incluirá “Leonera”, com Rodrigo Santoro, e “Los Bastardos”, homenagem a Arturo Ripstein), o Tributo aos Irmãos Taviani (mestres do cinema italiano, os quais também podem estar presentes), o Tributo ao Centenário da Imigração Japonesa (com filmes como a aguardada animação “Ponyo On The Cliff”, de Hayao Miyazaki, famoso mundialmente por “A Viagem de Chihiro”) e o Foco UK, mostra que sempre foca em filmes – balanceando grandes produções e alternativos independentes – de algum país específico (ano passado foi a China), que incluirá, entre outros, “A Duquesa”, novo filme com a bela e talentosa Keira Knightley.</p>
<p>Agora é tirar férias durante duas semanas e comprar os ingressos (que já estão à vendo em <a href="http://www.ingresso.com.br">www.ingresso.com.br</a>). Convém prestar atenção se o filme inclui legendas habituais (caso dos filmes que estrearão por aqui em um futuro breve), legendas eletrônicas (filmes que possivelmente passarão no circuito nacional, especialmente se for bem aceito no festival) ou sem legendas (filmes que provavelmente serão exibido apenas no festival – caso da maioria dos filmes das mostras Midnight, Gay, Fronteiras e Dox). Geralmente, esses últimos terão no festival sua oportunidade única de serem vistos por aqui, a não ser em um DVD raro no futuro. Façam suas listas e suas apostas e divirtam-se!</p>
<p><strong>Curiosidade:</strong> como sempre, há também as excentricidades do festival. Exemplos fáceis são “O Roqueiro” (na mostra Foco UK), novo longa de Peter Cattaneo, que anda sumido depois do grande sucesso de “Ou Tudo Ou Nada”, de 1997; “Surveillance” (na mostra Midnight Movies), de Jennifer Chambers Lynch (filha de David Lynch, diretor cult cujo filme “Império dos Sonhos” foi um dos mais controversos do festival do ano passado), onde, segundo consta, ‘litros de sangue escorrem pela tela’; e “O Dia-a-Dia do Pornô”, que dispensa comentários. </p>


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