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Touch - a série
Bruno Accioly comment Comentários access_time 2 minutos

Como a vida de cada um de nós toca a vida de cada um dos demais indivíduos do planeta?

O tema supões que um pequeno contingente de pessoas é capaz de identificar as conexões entre cada um dos seres humanos do planeta e que esta capacidade está ligada à arquitetura do Universo e à relações matemáticas intrinsecamente estabelecidas entre indivíduos e acontecimentos, relações estas que se manifestam de diversas formas em nossa realidade.

A proposta ambiciosa de “Touch”, já no primeiro episódio, invocou as mesmas grandiosas questões levantadas por “Pi” (1998) e propunha uma atitude individual que remetia a “Corrente para o Bem” (“Pay it Forward” – 2000), dois filmes bem conceituados tematicamente profundos.

Se houve alguma dúvida, no entanto, quanto ao potencial da série ou quanto a condição dos roteiristas de “Touch” manterem um argumento tão complexo e grandiloquente quanto o que apresentaram no primeiro episódio da série, o terceiro episódio deitou qualquer dúvida por terra, demonstrando a que vieram os roteiristas da série.

Criada e roteirizada por Tim Kring, um dos produtores e roteiristas de “Heroes”, a série conta com a participação do ótimo Kiefer Sutherland, do impecável Danny Glover e do jovem e talentoso David Mazouz – este último recente ator televisivo com um currículo breve mas relevante.

Para os mais céticos “Touch” parecia ter herdado o defeito das séries criadas por aqueles que acreditam que as idéias acabaram e que precisam recorrer à uma inócua subjetividade metafísica, mas a série provou, através de um roteiro intrincado auto-referencial o nível de planejamento e o primor de concepção por trás da obra.

Os três primeiros episódios da nova série da Fox são, juntos, soberbos em sua abordagem de um tema relevante e construtivo, além disso, divertem sem fazer força.

Vale visitar o mecanismo feito pela Fox para criar um “Mosaico do seu Mundo”.

 

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