“Coraline e o Mundo Secreto”

Neil Gaiman é mais conhecido por “Sandman”, série de quadrinhos cult que mistura terror e mitologia. Decidiu escrever seu primeiro livro infanto-juvenil, há mais de 10 anos, como um presente para sua filha mais velha – Holly – na época com 5 anos. A protagonista é inspirada na própria garota e a trama narra situações semelhantes às que lhe aconteceram na infância. Foi assim que surgiu “Coraline”, que segundo o próprio autor é o livro mais estranho que escreveu, o que lhe tomou mais tempo, e também do qual ele mais se orgulha.

Sem perder o tom sombrio do original, a história ganhou uma adaptação para o cinema pelo diretor Henry Selick (de “O Estranho Mundo de Jack”) e estreou nessa sexta-feira. Com o título de “Coraline e o Mundo Secreto”, o longa de animação em stop-motion é o primeiro originalmente filmado em 3D, ressaltando o capricho na construção de personagens, objetos e cenários, todos feitos a mão.

Coraline Jones (dublada por Dakota Fanning) é uma garota entendiada em sua nova – e enorme – casa. Morando afastada da cidade, ela tem poucos amigos com quem brincar e, pra piorar, seus pais andam tão ocupados trabalhando em seu novo livro que não têm dado muita atenção à garota.

Para passar o tempo, ela decide explorar os muitos cômodos da casa e descobre que detrás de uma porta existe um mundo paralelo, que muito se parece com o seu só que numa versão melhorada. Nessa realidade alternativa, seus pais estão sempre disponíveis para satisfazer seus caprichos. Ah, sim, eles também têm botões costurados no lugar dos olhos, um detalhe.

Encantada com esse novo universo, aos poucos a garota vai descobrindo que existe um plano sinistro por trás de tanta perfeição: mantê-la refém, como filha do casal.

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