“Charmed, The Book of Shadows”

Agosto 18, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Sonhos de Consumo: Charmed, The Book of Shadows

Você deve estar pensando que eu estou louca. Como assim falar sobre o Livro das Sombras (Book of Shadows) logo agora? Charmed cansou de acabar e só agora lembramos do Livro?

Nada disso e eu não sou nada louca! Estamos falando sobre a versão completa e especial de Charmed em DVD. A série completa, embalada para presente, no formato do Livro das Sombras. Não tenha dúvidas, você vai ficar encantado com ele. A grande novidade fica por conta do anúncio de que o DVD não será apenas Região 1 (Canada e USA) e sim todas as regiões e que vem com legendas em inglês, espanhol e português.

Charmed - The Complete Series: Limited Deluxe Edition vai estar disponível para venda a partir de 18 de novembro de 2008. Não perca essa chance e compre logo o seu!

“Armênia”

Agosto 12, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Com o título original “Le Voyage en Arménie” (IMDB), “Armênia” - de Robert Guédiguian - bem poderia, como a maior parte dos filmes europeus, ter o início de sua resenha começada por “É um filme sensível”, mas não é o caso.

“Armênia” é um filme, a seu modo, truculento.

Não tanto por sua narrativa ou linguagem, mas pela ruptura que o roteiro faz com a realidade em favor de sua missão de defender a proximidade entre o Homem e suas raízes.

O filme conta a história da cardiologista Anna, de ascendência armêna, cujo pai é diagnosticado com um problema cardíaco sério e que, depois disso, volta para seu país natal em busca de solidão e do próprio passado.

Anna se vê compelida a ir atrás do pai para encontrá-lo e convencê-lo a tratar seu problema de saúde e, desde o momento em que chega, se apercebe de uma nação e uma língua que não conhece, a despeito de suas raízes.

Profundamente - pode-se dizer até que intencionalmente - demonstrativo a obra trafega junto com Anna por uma série de personagens e situações quase inverossímeis, onde todos se preocupam com sua distância de suas origens.

A atriz Ariane Ascaride (Melhor Atriz no 1º Festival Internacional de Cinema de Roma), por sua vez, faz muito bem o papel, ostentando uma inocência fria e distante no melhor estilo Alice no País das Maravilhas, até que o roteiro explode em uma matiz de novas e loucas cores, explorando o passado da personagem como ativista política.

A chave do filme, contudo, não está tanto numa literalidade sem graça tanto quanto na presença constante do senhor que dirige para ela o tempo todo e do Monte Ararat, este último a raíz das raízes, que é freqüente e insistentemente mencionado na película.

“Conversando com os Mortos”

Agosto 1, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Dia 14 de agosto será lançado o DVD de “Conversando com os Mortos” (IMDB) - “Solstice”, no original em inglês - um filme de terror que remete aos filmes do passado, daquela época em que filmes de terror davam medo.

Angustiante, “Conversando com os Mortos” lança mão do folclore da Louisiana para contar a história de uma jovem - Megan (Elisabeth Harnois) - que perdera a irmã gêmea, Sofie, que se suicidara sem motivo aparente. Megan, que acabava de voltar para o convívio com seus amigos, resolve ir com eles para as férias já tradicionais que costumavam passar na casa de seus pais na Louisiana.

Shawn Ashmore, Matt O’Leary, Hilarie Burton e a talentosa Amanda Seyfried (de “Amor Imenso”), vivem os amigos de Megan, que só começam a perceber que algo de fato está acontecendo quando um jovem local, Nick (vivido por Tyler Hoechlin), os introduz a um ritual Vodu.

Contando com a figura assustadora do ótimo R. Lee Ermey, o filme vai se afastando cada vez mais do senso comum e do que se poderia considerar previsível.

“Southland Tales”

Julho 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Em uma realidade alternativa, o ano de 2006 foi marcado pelo ataque nuclear aos EUA que massacrou o Texas. Por conta do ataque o governo foi “forçado” a cercear os direitos de seus cidadãos para protegê-los de tudo mais que pudesse vir a ocorrer.

A partir daí, uma coleção de personagens vividos por um elenco inusitado passam por um caos surrealista numa trama de ficção científica incomum, cheia de humor negro, sarcasmo e crítica política.

“Southland Tales” (IMDB) não teve tradução para o português, talvez graças a estranheza que é o enredo deste filme.

Com o elenco propositadamente encenando de forma exagerada e demonstrativa em excesso, o diretor e roteirista Richard Kelly (“Domino” e “Donnie Darko”).

Dwayne Johnson, Sarah Michelle Gellar, Mandy Moore, Wallace Shawn, Seann William Scott, Kevin Smith, Justin Timberlake, Jon Lovitz, John Larroquette, Miranda Richardson, Christopher Lambert, Bai Ling, Janeane Garofalo, estão entre os atores que embarcaram nesta viagem distópica e totalitária retratada pelo diretor.

Planejado inicialmente para ser uma experiência interativa em nove partes, cujas seis primeiras partes seriam publicadas em histórias em quadrinhos (graphic novels) mensais antes do lançamento cinematográfico, este compreendendo as três partes finais.

A idéia de seis graphic novels acabou sendo reduzida para três e ilustradas por Brett Weldele com argumento de Kelly. Os exemplares foram lançados sob os títulos Two Roads Diverge, Fingerprints e The Mechanicals, entre Maio de 2006 e Janeiro de 2007 e relançados em um único volume de 360 páginas entitulado “Southland Tales: The Prequel to the Saga”

O início vertiginoso, com linguagem moderna e uma narrativa lisérgica, deixa bem claro que não se trata de um filme despretensioso, o que é capaz de afastar boa parte do público.

Apesar do tempo que o filme pede para começar a amarrar as pontas do enredo complicado e original, acaba sendo bastante curioso e interessante o resultado e desfecho do filme, dando margem a ricas interpretações para o espectador que é dado a este esporte.

Vale ver… mesmo sem ter a mão as graphic novels, mas é recomendável lê-las, uma vez que era este o projeto do diretor/roteirista.

Visite o site oficial do filme…

Curiosidade: Homem de projetos incomuns, Richard Kelly está filmando uma obra baseada em um episódio de além da imaginação que será entitulado “The Box” (IMDB), onde um casal recebe uma caixa com um botão que, se apertado, vai provocar a morte de alguém que eles não conhecem em algum lugar do planeta - uma clássica representação de um dilema moral.

“Encantada”

Julho 24, 2008 · Imprima este Artigo

Por Anne Summers

Dirigido por Kevin Lima e escrito por Bill Kelly, Encantada é um filme para o público infantil da Disney que chegou às lojas em formato Dvd em 02 de Julho de 2008. Vencedor dos Saturn Awards de 2008 de melhor filme de fantasia, melhor atriz, que foi para Amy Adams, e melhor música, para o compositor Alan Menken.

Um conto de fadas, com todos os clichês que envolvem as princesas, como canções melosas, animais ajudantes e falantes, achar o amor logo a primeira vista, e claro príncipes e bruxas más.

Tudo seria apenas mais um filme de animação se a camponesa Giselle, Amy Adams, não fosse enviada pela bruxa má para o mundo real, mais precisamente Nova Yorque e tivesse de enfrentar todo o tipo de problemas que o mundo moderno tem.

Em sua jornada Giselle encontra Robert, Patrick Dempsey, um advogado divorciado e sua filha de 6 anos, Morgan, Rachel Covey, e eles a ajudam a se adaptar à este mundo tão diferente do dela, enquanto ela aguarda que seu príncipe e verdadeiro amor venha buscá-la.

Claro que o bravo, mas atrapalhado e ligeiramente estúpido Príncipe Edward, James Marsden, vem para resgatá-la, e as cenas dele são tão cômicas que nos esquecemos que James é um galã de primeira classe.
Para ajudá-lo na tarefa se juntam à ele Pip, melhor amigo de Giselle, que em Andalásia é um esquilo falante, e em NY não passa de uma praga, e Nathaniel, Timothy Spall, o seu escudeiro que na verdade é um aliado da rainha.

Rainha Narissa, a fantástica Susan Sarandon, madrasta do príncipe é claro que é a vilã da história. Quando ela percebe que seu reinado está ameaçado segue para NY para tentar atrapalhar ainda mais a vida de Giselle.

Se você gosta das animações da Disney não pode perder. Por toda a história há referências dos clássicos, como Cinderela, Bela Adormecida, Branca de Neve, e tem um final feliz, mas com muitas reviravoltas.

“O Clube de Leitura de Jane Austen”

Julho 18, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Jane Austen é uma das autoras mais perspicazes no que se refere a exposição das fraquezas e relações humanas e é considerada, depois de Shakespeare, a escritora mais importante da literatura inglesa.

“O Clube de Leitura de Jane Austen” (IMDB) é mais um de uma série de filmes que faz referência a obra da escritora, colocando seus livros como pano de fundo para a interação entre um grupo de amigas e sua reação as peças que o amor prega em todos nós.

Com o elenco encabeçado pela estrela em ascensão Maria Belo - que vem conseguindo sobressair cada vez mais nas telas - seguida de perto pela bela Emily Blunt, o filme traz Kathy Baker em um importante papel que dá o tom do filme e a partir de quem conseguimos ler nas personagens as características das mulheres descritas por Austen em seus romances.

Junto com as personagens principais, as coadjuvantes Amy Brenneman, Maggie Grace e os pares românticos Hugh Dancy, Jimmy Smits, Kevin Zegers e Marc Blucas acabam todos se envolvendo de uma ou de outra forma com os romances de Jane Austen, motivo pelo qual o diretora e roteirista Robin Swicord (nora de Elia Kazan) exigiu que cada um lesse o livro que sua personagem teria de ler para o filme.

Fiel ao espírito das obras seminais de Austen, o filme empreende uma jornada displiscente mas deliciosa por livros que, se você não leu ainda, deveria ler… e que tendo você lido ou não, vai se divertir vendo este “filme de meninas” que começa falando mal dos homens para depois redimí-los a sua condição de vítimas de sua natureza, assim como todo ser humano.

E para quem deseja ler Jane Austen:

“Estranhas Relações”

Julho 14, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Não é segredo que as gôndolas da BlockBuster/Americanas estão cheias de surpresas e que, por qualquer coisa entre R$ 7,99 e R$ 12,00 se consegue sair de lá com um ótimo filme debaixo do braço.

É o caso da seleção de curtas “Estranhas Relações”, de 1992, onde podemos encontrar os títulos clássicos “18 Minutos em Albuquerque” (Peter Geiger), “Contato” (Jonathan Darby) e “Parceiros” (Peter Weller).

“Contato” é um curta particularmente interessante, tendo recebido o Oscar da categoria e sendo um dos primeiros trabalhos de Brad Pitt, tendo como antagonista Elias Koteas (de “Anjos Rebeldes” e “Crash - Estranhos Prazeres”).

O curta dirigido por Peter Weller (mais conhecido como protagonista de “Robocop”), “Parceiros” (”Partners” no original em inglês), é uma parábola corporativa deliciosamente divertida, com um toque extra de realidade fantástica que aparece em todos os curtas do pacote.

Vale a pena parar naquelas gôndolas em busca de títulos incomuns e, invariavelmente, de baixo custo.

“O Reino”

Julho 8, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Já está há algum tempo disponível nas locadoras, mas depois de ver “Hancock” (OutraCoisa - IMDB) o espectador mais atento vai se interessar em assistir “O Reino” (IMDB), também de Peter Berg, talentoso diretor que participou, como ator, de um sem número de filmes.

Honesto, “O Reino” aborda a questão Terrorismo/Contra-Terrorismo sem perder de vista que o ódio está dos dois lados e que o desejo de vingança e a reação não deixam lugar para qualquer forma de reflexão.

Em “O Reino”, um complexo americano na Arábia Saudita é invadido e atacado com tiros a esmo, matando adultos, mulheres e crianças, culminando com a explosão provocada por um homem bomba no meio da multidão.

Horas depois um numeroso contingente de resgate e socorro das vitimas toma conta do local até que uma segunda explosão, ainda maior que a primeira, leva todos consigo.

Dentre os mortos estava um agente do FBI, cujos colegas fazem de tudo para conseguir apoio político para ir até o oriente médio para levar a cabo uma investigação sem precedentes, envolvendo a polícia federal americana em território saudita.

Fora de seu ambiente, os federais acabam tendo de tolerar o auxílio da polícia saudita e de engajar em franco combate com forças terroristas para descobrir os responsáveis pelo massacre e para defederem as próprias vidas.

Com roteiro vibrante e realista do mesmo autor de “Leões e Cordeiros” (IMDB) e “A Última Cartada” (IMDB), Matthew Michael Carnahan, “O Reino” tem Jamie Foxx, Chis Cooper, Jennifer Garner, Jason Bateman, Ali Suliman e Jeremy Piven formando um elenco invejável e que sustentam muito bem o filme.

Peter Berg e a equipe de produção quis filmar na Arábia Saudita, mas questões políticas e logísticas acabaram tornando inviável a idéia, o que forçou a equipe a reconstruir as cenas urbanas no Arizona, usando fotos fotos de domínio público conseguidas na Internet e material fotográfico conseguido pelo diretor quando de sua visita a região.

Curiosidade: O diretor faz uma breve aparição no filme, na reunião sobre o ataquei al-Rahmah ao escritório de operações do FBI em Washington DC.

“O Gângster”

Julho 6, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Ridley Scott não podia ter sido mais feliz na obra de suspense policial com a qual nos presenteou em 2007 e que sai agora em DVD.

“O Gângster” (IMDB), com Denzel Washington, Russell Crowe, John Hawkes, Josh Brolin e grande elenco, é um filme de se tirar o chapéu, com uma história envolvente e uma narrativa densa que lembra os melhores filmes do gênero de bons tempos de outrora.

Passado entre 1968 e início da década de 70, o filme conta a história verídica de Frank Lucas, motorista e cobrador de Bumpy Johnson, responsável pelo preparo e distribuição de drogas nos EUA até sua morte. Tendo Johnson como mentor e amigo, Lucas acaba herdando toda organização e transformando-a em algo maior que o esquema da máfia quando resolveu usar o exército americano como “mula”, trazendo a droga diretamente da Ásia, eliminando assim, o atravessador e trazendo o produto a preços e pureza inigualáveis.

O filme conta ainda a história de honestidade, altruísmo e coragem do Detetive Richie Roberts, escalado para comandar a divisão federal de narcóticos a partir de New Jersey e, junto com uma equipe competente, desbancar quem quer que fosse o responsável pelo tráfico de drogas na região. Independente de jurisdição e indo além da obrigação no cumprimento do dever, a divisão acaba por descobrir que há alguém acima da Máfia comandando o tráfico e começa a seguir os rastros de Frank Lucas.

O filme foi indicado a dois Oscars, ganhou outros quatro prêmios internacionais e recebeu vinte e quatro indicações a outros prêmios.

O trabalho de Crowe no papel do mais-que-honesto e competente antagonista de Frank Lucas foi especialmente meticuloso, ao estudar os maneirismos vocais de Richie Roberts, seu jeito de falar e tudo o que pode a respeito do personagem real dos acontecimentos, tendo tanto Richie Roberts como o próprio Frank Lucas, participado das filmagens como consultores.

Não foi um filme qualquer mesmo para o experiente diretor, que o colocou entre os mais árduos filmes de sua carreira, contando com cenas amplas distribuídas em cento e oitenta locações.

Uma vez que a obra passou pelos cinemas sem fazer alarde e muita gente acabou não vendo, vale a pena ir atrás do filme nas locadoras e assistir a este filme que, com certeza, vai envelhecer muito bem e se tornar um clássico do gênero!

“Tin Man”

Junho 23, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly


Ver em tela-cheia

Com uma narrativa visual que remete a estética SteamPunk, o mini-série para TV “Tin Man” é um exemplo interessante da releitura de clássicos seminais sob a ótica do nosso tempo.

Baseado na obra de L.Frank Baum e tendo como referência o filme de 1939, “O Mágico de Oz”, “Tin Man” é uma livre interpretação cheia de referências, toques surrealistas e influências das mais diversas.

A personagem principal, Dorothy “D.G.” Gale - vivida pela talentosa Zooey Deschanel - é uma Dorothy crescida, garçonete e que vive matando aulas. Quando menos espera, Dorothy se vê de volta a Outer Zone, que conhecemos como OZ.

OZ é, nesta leitura, um mundo controlado pelo governo totalitário de Azkadellia (Kathleen Robertson), e Dorothy tem de combatê-la com ajuda do acéfalo Glitch (Alan Cumming), do meio-leão meio-sensitivo Raw (Raoul Trujillo) e do policial Wyatt Cain (Neal McDonough) - chamado de Tin Man devido ao seu distintivo.

Apesar de parecer um tema conhecido e um programa para toda família, é preciso lembrar que o filme não foi feito para crianças e que alguns elementos podem deixar os pais um tanto insatisfeitos, como é o caso do místico mágico de OZ, vivido por Richard Dreyfuss, cujos poderes são obtidos através dos “vapores” que inala de um tubo.

Nota-se que OZ não está para peixe bem cedo - da mesma forma que no jogo “American McGee’s Alice” - quando se percebe que todo tipo de barbaridades, prostitutas e todo tipo de perverções tomaram conta do mundo fantástico de nossa infância/adolescência, quando primeiro tivemos contato com a obra.

Há quem vá acusar o esforço televisivo de ter coração mas de falhar em ter cérebro, mas discordo do raciocínio e me sinto obrigado a afirmar que a ousadia e a direção de arte, por si só, valem a tenacidade do espectador em revisitar OZ junto com D.G.

“Tin Man” está sendo veiculado pelo SciFi Chanel e é lançada pela Nova Filmes em DVD este mês de Junho.

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