Grande Mudança em “American Idol”

Agosto 27, 2008 · Imprima este Artigo

Por Lucas Sigaud

Na sua tentativa constante de inovar no Reality Show mais assistido no mundo inteiro, os produtores de American Idol (que ano passado, em sua sétima edição, teve média de 27 milhões de espectadores só nos Estados Unidos) resolveram mexer, para a próxima temporada, no que até então era o único pilar intocável do programa – os juízes. Mas – calma! – Randy Jackson, Paula Abdul e Simon Cowell não sairão de seus lugares; apenas abrirão espaço para Kara DioGuardi, a mais nova aquisição de American Idol.

Kara DioGuardi é uma compositora de extremo sucesso no meio, já tendo sido nomeada ao Grammy e vencido 10 BMI Pop Awards (prêmio concedido às músicas mais tocadas na rádio norte-americana), e com canções gravadas por diversos artistas de primeira linha, como Christina Aguilera, Gwen Stefani, Celine Dion, Santana, Faith Hill, Avril Lavigne, Britney Spears, Pink, Pussycat Dolls, as irmãs Simpson (Ashlee e Jessica), Enrique Iglesias, Jewel, Hilary Duff e Kylie Minogue, entre outros.
A idéia de incluir um quarto juiz, segundo o presidente de programação alternativa da Fox, Mike Darnell, surgiu para não deixar Paula sozinha como “a boazinha”, ao lado de Simon Cowell e Randy Jackson, que nas últimas temporadas tem sido tão severo quanto Simon em suas críticas. Nas palavras de Mike Darnell, “Durante as sete temporadas passadas, Paula teve que suportar a experiência de ser a única mulher na mesa dos juízes. Ela tem sido uma ilha de consideração e crítica gentil entre Randy e Simon. (…) Com Kara ao seu lado, Paula finalmente terá reforços e nós teremos agora bem mais girl power no programa!”

Algo parecido já foi tentado anteriormente, na forma de artistas de sucesso (de Neil Sedaka a Gene Simmons) como juízes convidados para cada episódio, mas não foi bem-sucedido. No entanto, as últimas inovações testadas fizeram grande sucesso junto ao público e contribuíram muito para tornar o programa ainda mais interessante – em particular a permissão para os participantes se apresentarem tocando instrumentos musicais. Resta-nos aguardar janeiro e o início da oitava temporada para ver se essa mudança de fato melhorará o programa.

Curiosidade: a escolha de Kara DioGuardi como juíza tem uma razão mais sutil do que simplesmente escolher uma compositora – ela compõe para diversos ex-participantes do American Idol, e pode dar a visão de quem irá compor música para os possíveis vencedores. Kara DioGuardi assina composições cantadas por Kelly Clarkson (vencedora da primeira temporada, vencedora de dois Grammys e maior fenômeno de vendas do programa), Carrie Underwood (vencedora da quarta temporada e detentora de três Grammys), Taylor Hicks e Katharine McPhee (respectivamente, primeiro e segundo lugares da quinta temporada), Bo Bice (segundo colocado na quarta temporada) e Clay Aiken (segundo lugar da segunda temporada, mas que se tornou extremamente popular, superando em vendas inclusive o vencedor Ruben Studdard).

“O Amor não Tira Férias”

Agosto 27, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

“O amor não tira férias” (”The Holiday, EUA, 2006, 138 minutos) é um filme fofo.

Pode parece um pouco longo para comédias românticas, mas são 138 minutos muito bem contados.

Amanda (Cameron Diaz, de “Tudo para ficar com ele”) e Iris (a sempre impecável Kate Winslet, de “Titanic”) moram de lados opostos do oceano, uma na California, outra em um subúrbio de Londres.

E não só o local é diferente, mas o estilo de vida das duas é completamente diverso.

Ambas acabaram de sofrer decepções amorosas, por inconstância de seus pares, vividos por Edward Burns e Rufus Sewell, respectivamente. E, como muitas vezes surge nessas ocasiões, elas sentem necessidade de mudar.

Em um site da internet, resolvem “trocar de casas”.

Assim, Amanda viaja à Inglaterra e Iris conhece a California.

Mas o destino revela surpresas. Enquanto Amanda se encanta com o irmão de Iris, Graham (o maravilhoso Jude Law, de “Cold Mountain”), a primeira coisa que chama a atenção de Iris é a casa incrível que Amanda tem.

Mas é na vizinhança desta casa que Iris conhece o valor da amizade, ao travar contato com Arthur Abbott (Eli Wallach), que foi muito famoso em sua juventude e tem muitas histórias a contar.

Iris ainda conhece Miles (Jack Black, de “Escola de Rock”), um compositor de cinema que também foi abandonado.

E é durante essa mudança que algo se modifica dentro delas, com Amanda aprendendo a apreciar as coisas simples da vida e Iris tornando-se mais forte e decidida.

Um filme imperdível e que deixa no final uma sensação de ser possível acreditar-se em justiça neste mundo.

O roteiro e a direção são de Nancy Meyers, que já havia feito “Operação Cupido” (”Parent Trap”, 1998), com Dennis Quaid, Natasha Richardson e Lindsay Lohan e “Do que as mulheres gostam” (”What Women Want”, 2000), com Mel Gibson e Helen Hunt nos papéis principais.

Sexta-feira, 29 de agosto, às 10 h no Telecine Pipoca.

“Quadrinhos - A Nona Arte”, por Sissi Freire

Agosto 26, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Produzido pela Ideograph, o documentário “Quadrinhos: a Nona Arte” vai ao ar hoje pelo Canal Brasil. A primeira parte desse maravilhoso trabalho dos irmãos Calvet, passa às 21 horas, mas não pára por ai. A produção tem cinco episódios bem amarrados que falam desde a criação dos quadrinhos no século XIX até os dias de hoje, passando pelos anos onde os Mestres do Terror e dos contos eróticos dominavam o mercado.

O documentário conta com a presença de nomes ilustres, entre eles Patati, Mauricio de Souza e Ziraldo. Sem sombra de dúvidas, o bloco de minha preferência foi o dedicado as estórias infantis: “A Turma do Infantil”; que vai ao ar dia 09 de Setembro de 2008. A cada palavra de Maurício ou de Ziraldo, eu me transportava de volta ao tempo em que meus dias eram recheados com as aventuras de Mônica e sua turma e onde alguns de meus amigos ainda brincavam de colocar uma panela na cabeça e fingir que eram o Menino Maluquinho. A força de vontade de Maurício e Ziraldo em ver suas estórias publicadas foi a ferramenta essencial para o sucesso de ambos, uma lição de vida para aqueles que pensam em desistir logo no primeiro “não.”

Outro segmento importante para mim foi “Gibis, Drogas e Rock’n Roll”, que vai ao ar em 16 de Setembro, onde os fãs de Rê Bordosa e da galera do Chiclete com Banana vão poder matar as saudades e saber um pouco mais sobre os criadores dessa turma. Quem não se lembra da amalucada Rê, criada em 1984 por Angeli - e assassinada em 1987 por ninguém menos que… Angeli - que com seus 30 e poucos anos era o retrato da mulher urbana da época, só um pouco mais doidona. Abusava de sexo, drogas, bebidas e cigarros e era garantia de diversão para quem quer que cruzasse seu caminho.

E se você é daqueles que acha que quadrinhos é assunto de criança, está na hora de largar o preconceito e se entregar ao que muitos acham ser, na verdade, a primeira arte. Quadrinhos é sim assunto de gente grande!

A Mini-série, dividida em cinco capítulos, será exibida toda terça-feira, às 21 h, começando em 26/08/2008 com “A Nona Arte”; “Os Mestres do Terror” em 02/09/2008; em 09/09/2008 “A Turma do Infantil”; “Gibis, Drogas e Rock’n Roll” em 16/09/2008 e “Capitão Brasil e sua Gangue” em 23/09/2008.

As reprises acontecerão às quartas-feiras, 15:30h (dias 27 de agosto, 03, 10, 17 e 24 de setembro) e ao meio-dia dos sábados (30 de agosto, 06, 13, 20 e 27 de setembro).

“Quadrinhos - A Nona Arte”, por Lucas Sigaud

Agosto 26, 2008 · Imprima este Artigo

Por Lucas Sigaud

A todos os fãs de quadrinhos, e a todos que querem conhecer um pouco mais desta subestimada arte, animem-se: como já foi noticiado aqui no OutraCoisa, em nota de Rita Franco e artigo de Sissi Freire, começa esta terça-feira, dia 26 de agosto, no Canal Brasil, a minissérie documental “Quadrinhos - A Nona Arte”, traçando em cinco episódios um perfil da história e da evolução das HQs no Brasil, do século XIX aos dias atuais.

Os cinco episódios podem ser conferidos ao longo das próximas cinco terças-feiras, e são subdivididos em cinco temas, representando as cinco “fases” dos quadrinhos brasileiros: “A Nona Arte”, que pega a evolução desta arte, desde o século XIX (com Angelo Agostini e toda a polêmica se, pelo fato de não ter balões, podem ou não ser consideradas HQs) até a criação da Editora EBAL (de Adolfo Aizen); “Os Mestres do Terror”, pegando a explosão dos quadrinhos no Brasil, das transcrições e releituras de quadrinhos norte-americanos até as criações com elementos culturais brasileiros, misturando terror e erotismo (destaque para os desenhistas Julio Shimamoto e Nico Rosso, e para o lendário Carlos Zéfiro); “A Turma do Infantil”, focando na polaridade Maurício de Souza – Ziraldo e no enorme sucesso de ambos (tanto que muitos hoje em dia ainda associam quadrinhos à idéia de “coisa de criança”); “Gibis, Drogas e Rock ’n’ Roll”, que vai desde a rebeldia política durante a ditadura até os personagens politicamente incorretos das décadas de 80 e 90, com destaque novamente para Ziraldo, além de Henfil, Angeli, Glauco, Laerte, os irmãos Caruso, Mutarelli, etc.; e “Capitão Brasil e Sua Gangue”, focando nos super-heróis brasileiros, como o Anjo, Jerônimo, Capitão Sete e, é claro, o Judoka, de Pedro Anísio (e desenhos de Floriano Peixoto), bem como nos desenhistas brasileiros que estão fazendo super-heróis americanos nos Estados Unidos, como o Homem-Aranha e X-Men.

O documentário é extremamente bem feito, e bolado de forma que irá agradar imensamente tanto aos fãs do gênero quanto a leigos no assunto. Com uma edição ágil e certeira, a série conta a história dos quadrinhos e suas “faces” através dos depoimentos dos próprios roteiristas, desenhistas e autores. É um programa imperdível, dirigido visivelmente com muito carinho e dedicação pelos irmãos Calvet, e produzido pela Ideograph. Confiram!

Abaixo o depoimento do Jornalista carioca, Heitor Pitombo, para o OutraCoisa. Ele escreve sobre quadrinhos há 20 anos, dá seu depoimento no documentári, é um dos responsáveis pelo “Almanaque dos Quadrinhos” da Ediouro e, atualmente, mantém a coluna Comic Riffs na revista independente “Jukebox” e é colaborador da revista “Crash”.

Curiosidade: com todas as tarimbadas personalidades que prestam depoimentos nos documentários (dos filhos de Adolfo Aizen a Ziraldo, Laerte, Shimamoto, Rosso, etc.), as aparições mais aguardadas sempre ficam por conta de Patati, figura emblemática no mundo dos quadrinhos e uma pessoa crítica e divertida.

A Mini-série, dividida em cinco capítulos, será exibida toda terça-feira, às 21 h, começando em 26/08/2008 com “A Nona Arte”; “Os Mestres do Terror” em 02/09/2008; em 09/09/2008 “A Turma do Infantil”; “Gibis, Drogas e Rock’n Roll” em 16/09/2008 e “Capitão Brasil e sua Gangue” em 23/09/2008.

As reprises acontecerão às quartas-feiras, 15:30h (dias 27 de agosto, 03, 10, 17 e 24 de setembro) e ao meio-dia dos sábados (30 de agosto, 06, 13, 20 e 27 de setembro).

“Cartas de Iwo Jima”

Agosto 21, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

“Cartas de Iwo Jima” (ou a guerra vista do ponto de vista japonês)

“Cartas de Iwo Jima” (”Letters from Iwo Jima”, EUA, 2006, 140 minutos), do diretor Clint Eastwood (”Sobre meninos e lobos”, “Menina de Ouro”, “Os Imperdoáveis”) é um filme sobre a Segunda Guerra Mundial.

O conflito, porém, é visto “do outro lado”, ou seja, pelo olhar dos, naquele momento, inimigos japoneses.

“Cartas de Iwo Jima” foi rodado, concomitantemente, com outro filme que Clint fez sobre a Segunda Grande Guerra, “A Conquista da Honra” (”Flags of our Fathers”).

Mas enquanto o segundo mostra a luta dos fuzileiros navais americanos no combate com os japoneses, batalha essa que foi crucial para definir os rumos da guerra no Pacífico, o primeiro detém-se em como os últimos se defenderam.

A história, na grande maioria das vezes, é contada pela parte vencedora.

Assim, a visão passada às gerações posteriores já se encontra marcada por uma certa ideologia.

Clint resolveu subverter essa ordem.

Esse tipo de atitude é importante, principalmente para ampliar nossos horizontes, para não permanecermos restritos somente àquilo que querem que saibamos. É preciso ir além. É necessário mostrar os dois lados (às vezes, até mais) para que possamos, efetivamente, ter a oportunidade de escolher com qual mais nos identificamos.

E, apesar de ser um filme sobre a guerra, não é uma obra que a glamouriza. É um libelo contra ela.

Especialmente porque o “heróico” pode assumir diversas facetas.

Clint Eastwood é um grande diretor. Sabe conduzir os atores e possui sensibilidade, além de muita competência.

O filme, estrelado por Ken Watanabe (de “O Último Samurai”), passa no canal HPL (HBO Plus) dias 22.08, às 19.30; 26.08, às 17 h e 30.08 às 22 h.

Um filme que merece atenção e reflexão.

“Hollywoodland”

Agosto 20, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

Hollywoodland, um mundo por detrás da fama

“Hollywoodland” (idem, 2006, 135 minutos) é um filme sobre a fama.

O ator George Reeves (Ben Affleck, de “Demolidor”) era astro do seriado de TV As Aventuras do Super-Homem quando foi morto em sua casa, atingido por uma única bala, em circustâncias estranhas.

A história causa comoção, mas a polícia logo encerra o caso.

A mãe do ator, Helen Bessolo (Lois Smith, que participou de espisódios das séries televisivas ” Cold Case”, “Lei e Ordem”, “ER”, “Grey’s Anatomy” e “True Blood”), descontente com o rumo que as investigações tomaram, ou melhor, com o rumo que não tomaram, contrata um detetive particular (Adrien Brody, de “O Pianista”), Louis Simo.

Louis logo descobre que, apesar de Reeves estar noivo de Leonore Lemmon (Robbin Tunney,  a Veronica Donovan do seriado “Prison Break”), tem como amante Toni Mannix (Diane Lane, de “Infidelidade”), esposa do executivo da MGM Eddie Mannix (Bob Hoskins, de “Cotton Club”).

A partir daí surgem pistas que podem desvendar o mistério.

Só que a caçada incomoda algumas pessoas e torna-se perigosa, principalmente porque, no meio disso tudo, ele conhece a vida de Reeves além das câmeras e, conseqüentemente, do que se passa nos bastidores da indústria hollywoodiana, que não é tão glamourizada vista de dentro.

Há muitos interesses em jogo e todo cuidado é pouco em um mundo de aparências.

O filme, dirigido por Allen Coulter, mais conhecido por sua participação na TV (dirigiu episódios de “Six Feet Under”, “Sopranos”, “Roma” e “Millenium”), pode ser conferido no domingo, dia 24.08, às 19.45 e quinta-feira, 28.08, às 03.15 no canal HBO Plus.

“Homem-Aranha 3″

Agosto 19, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

O que falar de Homem-Aranha 3?

De um Peter Parker revoltado?

Homem-Aranha é uma das franquias de quadrinhos levados para as telas mais bem-sucedidas e não só pelo trabalho de Sam Raimi. Mas também porque Homem-Aranha é um herói muito humano.

Esse terceiro filme da série mostra a coexistência, dentro de cada ser humano, do bem e do mal. Ninguém é completamente bom ou mau.

As personagens são vistas não de uma única forma, mas com as nuances que as caracterizam.

E isso, que é transmitido pelo filme, conquista o espectador, pois não são personagens que parecem saídas de uma forma, elas possuem conteúdo.

O Homem-Areia é um vilão. Mas é um vilão com motivo.

Peter Parker precisa aprender a conviver com seus poderes, a ter discernimento, a conhecer e a lidar com seus limites e isso nem sempre é fácil. É quando nos deparamos em situações complicadas que percebemos o alcance da palavra “caráter”.

Novamente com Tobey Maguire no papel-título, Kirsten Dunst como Mary Jane, James Franco como Harry Osborn, Rosemary Harris como a Tia May, no filme ainda aparecem Topher Grace (o Eric de That 70’s Show), Thomas Haden Church (de Sideways), James Cromwell (de Babe-O Porquinho Atrapalhado) como o Capitão George Stacy e Bryce Dallas Howard (de A Vila e A Dama na água, ambos de M. Night Shyamalan) como Gwen Stacy.

Ainda temos Cliff Robertson, o tio Ben, em cenas de flashback.

Um filme para agradar os fãs dos quadrinhos e quem gosta de ação bem conduzida.

  • HBO 71 - Sábado, 23 de Agosto às 17h
  • HBO 71 - Terça-feira, 26 de Agosto às 21h
  • HBE 73 - Sábado, 23 de Agosto às 20h
  • HBE 73 - Quarta-feira, 27 de Agosto às 00h

“Quadrinhos”, no Canal Brasil

Agosto 14, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

“Quadrinhos”, ótima opção para conhecer a importância dos quadrinhos no Brasil

No dia 26.08 estréia no Canal Brasil uma minissérie sobre a arte dos quadrinhos no país, de João Calvet.

Para alguns, as histórias em quadrinhos são coisa de criança.

Quem não se divertiu lendo “gibis” da Turma da Mônica? Ou as aventuras protagonizadas pelo “Menino Maluquinho”?

Mas os quadrinhos vão além, é entretenimento para pessoas de todas as idades. E, para aqueles que a ela se dedicam, não é uma brincadeira (apesar de ser divertido), mas sim trabalho sério e executado de forma a explorar cada vez mais a criatividade. É um processo que envolve desde o esboço até a chegada ao leitor, uma longa caminhada que compreende a participação de muitas pessoas.

Da mesma forma que um livro pode contar histórias infantis, juvenis ou adultas, assim também acontece com os quadrinhos, que podem possuir conteúdo com maior ou menor densidade. E aqui, densidade não significa que uns sejam melhores que os outros, mas sim que a abordagem é diferente, cada qual com seu público alvo.

E é essa história, repleta de curiosidades de como começou e se desenvolveu no Brasil; a importância de autores como Maurício de Sousa, Ziraldo, Angeli, Henfil, Laerte; a ultrapassagem, em vendas, dos títulos da Disney pelos da Turma da Mônica; o surgimento de quadrinhos adultos, alguns inclusive empenhados  para expressar o pensamento durante a repressão da ditadura militar; a influência da vida e da cultura brasileiras na forma dos autores se expressarem e o futuro, que já está chegando: muitos quadrinistas brasileiros desenham ou escrevem para títulos mundialmente lidos e possuem reconhecimento internacional. A prova está na última ComiCon realizada em San Diego, nos Estados Unidos, que premiou com o Eisner (que pode ser chamada de “Oscar” dos quadrinhos, dada a importância deste prêmio) os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá.


A minissérie encontra-se dividida em cinco capítulos, sendo que a primeira apresentação de cada um sempre ocorrerá terças-feiras, às 21 h, começando em 26.08 com “A Nona Arte”; “Os Mestres do Terror” em 02/09/2008; em 09/09/2008 “A Turma do Infantil”; “Gibis, Drogas e Rock’n Roll” em 16/09/2008 e “Capitão Brasil e sua Gangue” em 23/09/2008.

As reprises acontecerão às quartas-feiras, 15:30 h (dias 27 de agosto, 03, 10, 17 e 24 de setembro) e ao meio-dia dos sábados (30 de agosto, 06, 13, 20 e 27 de setembro).

Uma boa oportunidade para aprendermos mais sobre uma arte que nem sempre é devidamente reconhecida.

“A Batalha de Riddick”

Agosto 14, 2008 · Imprima este Artigo

Por Lucas Sigaud

Programa imperdível para quem prefere um filminho à febre olímpica (ou para um breve descanso entre os jogos): “A Batalha de Riddick” (IMDB - no inglês, “The Chronicles of Riddick”), ficção científica de 2004 que está em cartaz no canal Universal este fim de semana, escrito e dirigido por David Twohy e estrelado por ninguém menos que Vin Diesel.

O filme é a continuação do cult “Eclipse Mortal” (IMDB - péssima tradução para o título “Pitch Black”, no original), produção de 2000, o qual conta a história de um grupo de mercenários galácticos que capturam um perigoso foragido, Riddick (Vin Diesel), mas são obrigados a fazer um pouso forçado em um planeta aparentemente deserto, mas que esconde perigos em suas profundezas. Riddick está entre os que sobrevivem, e agora está de volta. Ainda procurado, Riddick chega ao planeta Helion Prime, onde descobre que um império “religioso” (os Necromongers) planeja a conversão de todos os humanos do universo – e a extinção de quem se recusar. Como em todo bom filme de exército de um homem só, cabe ao nosso anti-herói ficar entre os Necromongers e a raça humana.

“A Batalha de Riddick”, de imediato, impressiona pelo visual e pelos efeitos especiais, especialmente se comparados a “Eclipse Mortal”, que era uma produção modesta e com um então desconhecido Vin Diesel (que de notório tinha feito apenas uma participação em “O Resgate do Soldado Ryan” – “Velozes e Furiosos” viria apenas no ano seguinte), mas que fez um sucesso inesperado em DVD nos Estados Unidos. Os cuidados com detalhes também são formidáveis: centenas de extras tiveram de passar por treinamento militar básico e serem testados para as (numerosas e bem feitas) cenas de batalha ao longo do filme, e os ágeis atores em trajes Lensor eram do Cirque du Soleil.

Mas o estrondoso sucesso da continuação vem de três fatores: a história, recheada de detalhes e que vai se desenrolando pouco a pouco aos olhos dos espectadores; as cenas de batalhas grandiosas, recheadas de efeitos visuais, com uma edição eletrizante, mas compreensíveis aos olhos do público; e, claro, o carisma e entrega de Vin Diesel ao papel de Riddick (personagem original e cativante, por sinal).

Convém frisar também que o elenco de apoio é excelente: Judi Dench (escolha absoluta de Vin Diesel para o papel, que se recusou a começar a filmar até Judi ter aceitado) como a etérea Aereon está ótima como de costume, mas são os menos conhecidos Keith David, reprisando o papel de Imam, e Linus Roache (que interpretou Thomas Wayne, pai de Bruce, em “Batman Begins”) como o Purificador, que roubam a cena.

O único ponto fraco do filme é o personagem Kyra. Ao contrário do que queria Vin Diesel (que preferia Rhiana Griffith, que a interpretou em “Eclipse Mortal”), Kyra é interpretada pela insossa Alexa Davalos, e o personagem, tão complexo e interessante no primeiro filme, torna-se superficial no segundo. Além disso, para aqueles que não viram “Eclipse Mortal”, fica difícil entender a relação entre ela e Riddick (aliás, é talvez o único ponto em que ter visto o primeiro filme faz diferença na compreensão da trama).

Mas é apenas um ponto pequeno comparado com a grandeza de “A Batalha de Riddick”. Ponha a pipoca no microondas, ligue a televisão e acompanhe Riddick. E aguarde o próximo – o fim do filme deixa poucas dúvidas quanto à necessidade de uma continuação.

Curiosidade: Depois que “Eclipse Mortal” virou um sucesso (em DVD), a Universal Studios se interessou em fazer uma continuação. David Twohy escreveu roteiros para três seqüências possíveis. Ele e Vin Diesel encadernaram os três em couro e os apresentaram aos executivos do estúdio. Um deles virou o filme – outro virou o jogo “The Chronicles Of Riddick: Escape From Butcher’s Bay”, outro virou o longa de animação “The Chronicles Of Riddick: Dark Fury”, todos lançados em 2004.

  • Universal 43 - Sexta-Feira, 15/08/2008 às 22h00
  • Universal 43 - Sábado, 16/08/2008 às 02h30
  • Universal 43 - Sábado, 16/08/2008 às 12h00
  • TNT 48 - Sábado, 23/08/2008 às 22h00

Mais indicações na Agenda Net-TV

“Sci-Fi Brasil”, um Programa a ser Conferido

Agosto 13, 2008 · Imprima este Artigo

Por Rita Franco

Sci-Fi Brasil - A Ficção Científicas nas Artes Brasileiras

Uma dica para aqueles que tem acesso ao Canal Brasil: no dia 14.08, quinta-feira às 00:00 h; 17.08, domingo, às 12:30 h e 18.08, segunda-feira, às 20:30 h, passará um documentário imperdível para os amantes da ficção científica.

“Sci-Fi Brasil” (Brasil, 2008), dos diretores Marise Farias e Leonardo Esteves, que já trabalharam juntos no curta “A gente fomos inútil? O cinema brasileiro e o rock nos anos 80″ (Brasil, 2007) mostra toda uma cultura  dedicada ao gênero: nos livros, nos filmes e nos quadrinhos brasileiros.

São 30 minutos, ou seja, é curtinho, não toma muito tempo da correria diária, para conhecer (ou revisitar) a produção brasileira.

Porque, quando falamos em ficção científica, à mente de muitos são os nomes de George Lucas e Steven Spielberg que aparecem. Com certa dose de razão, porque são especialistas no cinema fantástico.

Mas não são apenas eles. A ficção científica é muito mais abrangente, vem desde a literatura até o teatro.

Não existiriam tantos profissionais no ramo, atualmente e em vários lugares, se um Julio Verne, ainda no século XIX, não tivesse escrito “Viagem ao Centro da Terra” , “Vinte mil léguas submarinas” e “Da Terra à Lua”, só para citar alguns.

Do sonho para a construção da realidade, porque o que temos palpável, hoje, no passado encontrava-se apenas em nossa mente.

Um programa para matar a curiosidade do que o Brasil tem a dizer.  

  • Canal Brasil 66 - Quinta-Feira, 14/08/2008 às 00h00
  • Canal Brasil 66 - Domingo, 17/08/2008 às 12h30
  • Canal Brasil 66 - Segunda-Feira, 18/08/2008 às 20h30

Mais indicações na Agenda Net-TV

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