“Supernatural” Mudanças na 4ª Temporada

Maio 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Grandes Mudanças na 4ª Temporada de “Supernatural”

Parece que meses se passaram desde que Eric Kripke decidiu bater o martelo e fazer com que Dean Winchester (Jensen Ackles) cumprisse sua parte no pacto com o demônio Lilith. A angústia dos fãs, mesmo daqueles que sabiam que não havia meio de salvar o Winchester mais velho, ao ver a cena final de No Rest for the Wicked foi avassaladora, e aposto que uma ou duas mocinhas derramaram lágrimas juntamente com Sam Winchester, irmão de Dean.

Em uma entrevista concedida recentemente a TV Guide, Eric Kripke, o criador da série, contou um pouco sobre o que devemos esperar ver na próxima temporada de “Supernatural”. Preparado?

Eric contou que ir para o Inferno é o que vai fazer o personagem de Dean mudar alguns aspectos de seu comportamento. Eventos assim violentos são, muitas vezes, necessários para o desenvolvimento dos personagens, colocando-os em outra direção. Isso sem contar que o que aconteceu com Dean no Inferno e como ele saiu de lá são ótimas estórias para serem contadas na próxima temporada da série. O Inferno, como castigo, já foi explorado em “Buffy, a Caça Vampiros”[bb] quando “Angel”[bb] é enviado para as profundezas de uma dimensão infernal por ter tentado destruir o mundo. E quando ele volta - sim porque os mocinhos sempre voltam - ficamos sabendo que o que foram meses para os que estavam na terra, foram séculos de tortura infernal para Angel. Ou seja, o tempo no Inferno passa de maneira diferente do tempo aqui na Terra.

Partindo desse princípio, sabemos que o mesmo vai acontecer com Dean Winchester. Eric Kripke diz que Dean vai passar bastante tempo no Inferno, algo em torno de seis meses humanos, o que significa muito tempo mesmo em “tempo Infernal”, com o perdão do trocadilho. E quando ele voltar, nada será o mesmo, e o personagem vai ter que se adaptar as novidades.

Os fãs podem ficar tranquilos, pois Eric promete que Dean não voltará como demônio, mas não conta nada sobre o que realmente aconteceu com ele no Inferno, pois esse vai ser o tema principal da nova temporada. Outro grande foco será a mudança do relacionamento entre Dean e Sam (Jared Padalecki), uma vez que a morte do irmão mais velho faz com que o lado negro de Sam se acentue. Apesar de ter prometido a Dean que não iria tentar descobrir a extensão de seus poderes, Sam parece ter mudado de idéia no meio do caminho.

Além da imensidão de problemas que parece seguir os Winchester, os fãs podem se preparar para o retorno de Ruby (Katie Cassidy) e do caçador Rufus (Steven Williams).

São tantas as coisas que podem acontecer na nova temporada, que os escritores confessam nunca terem estado tão animados antes. O problema é ter que esperar o tempo passar para poder ver a quarta temporada de Supernatural. Pelo menos nós estamos esperando em lugares muito mais confortáveis do que onde Dean está!

“Lost” e a Octagon Global Recruiting

Maio 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Os americanos tiveram uma surpresa durante os comerciais do último episódio de “Lost” essa semana. Um comercial de mentirinha anunciava o recrutamento de profissionais no site Octagon Global Recruiting, uma empresa da Iniciativa Dharma.

Assista ao comercial e tente achar algumas pistas, tais como os números digitados no teclado e as iniciais dos empregos listados. De acordo com o comercial, uma feira de empregos com vagas para parapsicólogos, veterinários e matemáticos acontecerá em San Diego, Califórnia de 24 a 27 de julho. Sabe o que acontece nesses dias em San Diego? A famosa Comic Con.

Boa jogada de marketing para o evento. Resta saber se alguém do elenco ou da equipe de “Lost” confirmará presença no evento.

Visite o site da Octagon Global Recruiting

“Indiana Jones Heritage” Trading Cards

Maio 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Aproveitando o sucesso do novo filme de Indiana Jones - “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, a Topps está lançando o set de cards “Indiana Jones Heritage”. O set é composto por 90 cards em estilo retrô com novas fotos dos filmes antigos. A Topps promete imagens nunca vistas em outros sets de cards de Indiana Jones e também, em primeira mão, cards de Indiana Jones e a Última Cruzada. Mas as novidades não param por ai, pois em cada embalagem de cards você ganha um chiclete! Esse lançamento vem acompanhado de imãs colecionáveis e cards autografados.

Trata-se de itens que colecionador nenhum pode deixar de ter!

Mockumentary: A Família FOX

Maio 31, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

A FOX parece estar querendo se redimir das maldades que fez com os fãs ao longo dos anos. Os famosos cancelamentos de séries que deixaram uma marca na mente e nos corações de milhares de fãs ao redor do mundo, mancharam a reputação da emissora que agora carrega o estigma de não confiável. O exemplo mais recente disso foi a campanha para salvar a série “Dollhouse”, de Joss Whedon, que ainda nem foi ao ar.

A FOX vem levando a reação dos fãs na esportiva e até publicou uma resposta a campanha para salvar “Dollhouse”. Agora eles fizeram um filme promocional onde vários rostos conhecidos da emissora contam porque gostam tanto de trabalhar na FOX. Na verdade, o filme não foi feito para ser levado a sério, uma vez que todos os artistas fazem comentários não muito agradáveis sobre a emissora. Para nós, fãs ainda desconfiados, caiu como uma luva.

Essa é a FOX, sob nova direção, cheia de coisas divertidas e tentando reconquistar a confiança do público.

Chegou a “Agenda Net-TV”

Maio 30, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

O OutraCoisa faz o possível para que você fique sabendo de tudo de bom que vai passar na sua TV a Cabo, mas mesmo antes das resenhas aparecerem aqui no site você já tem, a partir de hoje, a nossa lista de filmes indicados mês a mês!

A “Agenda Net-TV” você encontra lá na barra de menu do site, entre o item “Principal” e o item “Sobre o Site”.

É uma de nossas providências para que você não perca nada do que há de mais bacana em termos de “Mitologia Nérdica” por aí!

Agenda Net-TV (beta)

Enquetes com Ask500people

Maio 30, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Eles já estão no ar há algum tempo e disponibilizam para todo mundo um mecanismo de elaboração de enquetes muito interessante.

Trata-se do ask500people.com, que criou um mashup entre o GoogleMaps e seu sistema de enquetes, para que os resultados apareçam em tempo real, a medida que os usuários votam.

O mais interessante é que, recentemente, o ask500people.com acrescentou uma funcionalidade que permite aos blogueiros e donos de websites colocarem suas enquetes - como os mapas - em suas páginas para que os usuários votem.

As enquetes podem ser construídas usando texto, imagens, respostas “sim/não” e intervalos de 1 à 5, como estrelas, por exemplo.

Apesar de existir toda uma gama de diferentes ferramentas de criação de enquetes por aí, o ask500people.com tem a qualidade de associar as respostas a posição geográfica das pessoas pesquisadas, o que permite identificar “bolsões” de opiniões semelhante.

No fim, o site acaba sendo um jeito simples de efetuar pesquisas com abrangência internecional, sem grande burocracia e com um espaço amostral bastante diversificado.

Visite o Ask500people.com

James McAvoy em “The Hobbit”?

Maio 30, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

De acordo com o The Daily Express, o ator escocês James McAvoy encabeça a pequena lista de candidatos ao papel do Hobbit Bilbo Baggins.

O produtor Guillermo Del Toro quase não fala sobre o assunto dizendo apenas que agora restam poucos nomes na tal lista e que, como em um passe de mágica, o primeiro nome apontado por ele foi aceito com unânimidade.

Fontes vazaram para o jornal inglês que entre os nomes da lista estavam Daniel Radcliffe e Jack Black, mas que James era o escolhido dos chefões. Apesar disso, James ainda vai conversar com os produtores e teremos a confirmação em um futuro não muito distante.

Sir Ian McKellen volta as telas, reprisando seu papel como Gandalf. Bilbo foi interpretado por Ian Holm nos outros filmes da franquia de O Senhor dos Anéis.

“Buffy” Agita o Mercado de Comics

Maio 29, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Séries são canceladas todos os dias, e geralmente os cancelamentos são recebidos pelos fãs com um misto de choque, raiva e incredulidade. A maior parte do elenco e da equipe das séries tem os mesmo sentimentos, algumas vezes mais fortes, especialmente quando uma série é cancelada “antes do tempo”. E ninguém sentiu isso na pele mais do que Joss Whedon.

Caso você não tenha idéia de quem seja Joss Whedon, vamos dar uma dica. Ele é o cérebro por trás dos sucessos da cultura pop “Buffy a Caça Vampiros”[bb], “Angel”[bb] e “Firefly”[bb]. E as três séries - segundo ele e todos os fãs - foram canceladas antes de terem a chance de concluir a história que contavam. “Buffy” terminou porque Sarah Michelle Gellar se recusou a voltar as telas para uma oitava temporada. “Angel” foi substituído por um reality show antes que a sexta temporada sequer entrasse em produção e “Firefly”, mesmo sendo aclamada por público e crítica, foi cancelada na metade da primeira temporada.

Cada um desses cancelamentos machucou muito Joss Whedon, mas ele não perdeu as esperanças. As séries criadas por ele se tornaram sucesso de venda em DVD e “Buffy”/”Angel” conquistaram também o mercado de action figures (os populares “bonequinhos”). Mas, o mais surpreendente foi o fato de “Firefly”, uma série com apenas uma temporada, ser um sucesso de vendas tão grande que possibilitou a produção de um filme, “Serenity”[bb], baseado na história da série.

Diante de tal sucesso junto ao público, Joss decidiu dar continuidade às suas estórias usando outro meio que não fosse a televisão. Levando em conta que em 2006 ele criou sua própria série “Astonishing X-Men”[bb], que se transformou em best seller da Marvel e foi nomeado a diversos prêmios, Joss arregaçou as mangas e decidiu transportar as aventuras de “Buffy” e da “Scooby Gang” para o mundo dos comic books.

Junto com Scott Allie, editor da Dark Horse Comics, e o artista Georges Jeanty, Joss produziu a primeira edição de “Buffy a Caça Vampiros” no dia 14 de março de 2007. A estória contada nesse primeiro volume começa, cronologicamente, um ano e meio após os eventos do último episódio da série, e o planejamento foi de lançarem 25 volumes no decorrer de dois anos.

Foi uma jogada de mestre, e o sucesso foi estrondoso. A resposta dos fãs foi imediata e eufórica, afinal todos os seus personagens favoritos estavam reunidos novamente e ao alcance de suas mãos. A crítica aplaudiu a escolha do novo meio de divulgação, e as estórias puderam continuar a ser contadas sem restrição de verba, sendo a imaginação de Joss o único limite. A revista Entertainment Weekly chamou o comic book de “One of the top 20 events of 2007″ (em português: “Um dos 20 melhores eventos de 2007″) e isso fez com que os 25 volumes iniciais se transformassem em 40. Alegria para os olhos dos fãs.

Com o sucesso dos quadrinhos de “Buffy”, Joss decidiu levar para o papel o mundo de “Angel”. “Angel: After the Fall” foi lançado em 21 de novembro de 2007 e segue a mesma estratégia com sucesso similar, sendo que em “Angel” a ação começa imediatamente após os eventos do episódio final e leva os personagens a lugares que antes a falta de verba não permitia. Logo em seguida veio “Serenity: Better Days”, publicado pela primeira vez em 12 de março de 2008, que mostra os personagens de “Firefly” em eventos após o fim da série mas antes do filme.

Joss Whedon não foi o primeiro a adaptar seus personagens de tv para estórias em quadrinhos. Em 1992, Ash de “Evil Dead” teve uma série publicada e a Cartoon Network publicou suas histórias por anos. Apesar de não ter sido o pioneiro nessa estrada, Joss foi o primeiro a tratar as histórias em quadrinho com o mesmo entusiasmo que tratava as suas séries de tv, mantendo o controle dos três projetos em suas mãos.

“Serenity: Better Days” segue a mesma linha de desenvolvimento dos personagens e mantém o elenco original da série. “Angel: After the Fall” continua discutindo os limites da redenção e a definição do que um herói deve ser, técnica bem usada durante suas cinco temporadas. A versão de “Buffy” para os quadrinhos mantém os diálogos afiados, metáforas e os personagens nem sempre perfeitos que fizeram sucesso durante anos.

A idéia de transportar os personagens da tela de tv para as HQ não vai morrer em Joss. Muitos autores, especialmente de hits como “Lost” e “Heroes”, levam vidas duplas, escrevendo simultaneamente para a TV e para os Quadrinhos. Sem contar que a chance de continuar contando uma histórias com baixos custos é muito atrativa para os escritores. Mais uma vez, o potencial do trabalho desenvolvido por Joss Whedon serve de inspiração para outros escritores.

Emilie de Ravin em “Lost”

Maio 29, 2008 · Imprima este Artigo

Por Sissi Freire

Emilie de Ravin teme pelo destino de sua personagem em “Lost”

Vocês podem até pensar que ser um dos atores de Lost deixa a pessoa em vantagem, sabendo muito datrama. Puro engano. Emilie de Ravin, que interpreta Claire, tem as mesmas dúvidas que os milhões de fãs espalhados pelo mundo, inclusive o fato de a Kate (Evangeline Lilly) do futuro estar com o filho de Claire, Aaron.

“Eu fico me perguntando onde exatamente a Claire está.”diz Emilie. “Será que ela ainda está na Ilha? Ela morreu? O que aconteceu com ela?” E ela logo adianta que os telespectadores não vão descobrir isso no episódio que vai ao ar hoje. “O que aconteceu com a Claire é uma das perguntas que permanecerá no ar, e a season finale vai ter muito mais perguntas do que respostas. Fora isso, não posso contar mais nada.”

Da última vez que vimos Claire, ela havia se separado de Aaron e estava calmamente sentada na cabana de Jacob. O que foi aquilo, hein?

“Ela não é má, mas tem algo acontecendo que eu não sei explicar. Eu parei de fazer perguntas há muito tempo. Vocês não vão descobrir nada e sempre existem coisas a serem descobertas.”

Uma coisa Emilie confirma, veremos Claire nesse último episódio. Ela vai aparecer em um lugar inesperado.

Apesar de ter deixado de fazer perguntas e se identificar com sua personagem pela força que ambas tem, Emilie confessa que teve problemas para se ajustar à mudança de elenco, especialmente depois da saída de Dominic Monaghan, cujo personagem Charlie era o interesse romântico de Claire.

A season finale de LOST vai ao ar hoje nos Estados Unidos.

Naná Hayne e as “TecnoJóias”

Maio 29, 2008 · Imprima este Artigo

Por Bruno Accioly

Naná Hayne é de Mairiporã, São Paulo, é artista plástica e artesã de jóias muito especiais que denomina “TecnoJóias”.

Trabalhando com lixo-digital, o OutraCoisa foi atrás dela para que nos concedesse uma entrevista sobre seu trabalho e sobre as palestras que ministra sobre a conscientização acerca de nosso impacto no meio ambiente e nossa real condição de evitar problemas mais sérios no futuro.

Nome: Naná Hayne
e-mail: nana_hayne(arroba)hotmail.com
MSN: nana_hayne(arroba)hotmail.com
ICQ:52629974
Flickr: http://www.flickr.com/photos/nanahayne/
Blog: http://nanahaynearte.blogspot.com/
Orkut: Perfil de Naná Hayne
Na media: Naná Hayne no G1

OutraCoisa: O que são TecnoJóias?

São as bijouterias feitas com o lixo digital, assim como existem as EcoJóias, coloquei eu mesma o nome “TecnoJóias”, por serem oriundas do lixo digital/tecnológico.

OutraCoisa: Quando você teve a idéia de trabalhar com lixo digital?

Minha impressora e PC quebraram e eu, num ataque de raiva, dei um puxão no cabo da impressora, ele se rompeu e vi pela primeira vez o que tinha dentro… “fios coloridos”. Aí, abri também o PC, vi a placa-mãe e pensei “gente, parece Brasília” e ali aconteceu a “paixão”.

Isso aconteceu há cinco anos, e foi o meu despertar de para a reutilização do lixo digital. O que era algo estragado e sem valor virou, uma nova inspiração.

A partir daí, eu comecei a pesquisar componentes eletrônicos e examinar os materiais da indústria de tecnologia. As pessoas não percebem o valor que existe no que consideram apenas porcaria, lixo, sem função. Sim é sem função, mas não se pode esquecer que é sem função para o que foi criado. Não parei mais de trabalhar com essa visão de transformação, reaproveitamento, combate ao desperdício e, mais importante, a conscientização. Meu interesse é encontrar apoio das empresas de tecnologia, elas precisam acordar para isso! O discurso comum é preparar as crianças para um futuro melhor, mas podemos todos, começar isso agora!

OutraCoisa: Você já trabalhava com este tipo de matéria prima antes?

Não.

OutraCoisa: Cada peça é única ou você tenta reproduzir modelos que fazem mais sucesso?

Cada peça é única. Às vezes se alguém pede, tento reproduzir algo, mas é complexo, prefiro sempre fazer algo novo, a criatividade é imensa pois, o material possibilita isso cada fabricante opta por um tipo diferente de acabamento nos componentes e existem tantas coisas que o legal é criar.

OutraCoisa: Quem são seus clientes? Você consegue traçar um perfil?

Acredito que o perfil seria de gente preocupada com o meio ambiente. Nerds e geeks, também, porque conhecem e curtem tudo da tecnologia, mas a difusão do meu trabalho é ainda pequena, assim, nem todos sabem que existe, então as vendas estão ainda difíceis. Eu estou conseguindo um bom mercado, fora do país, porque meu namorado é italiano e colocou à venda em seu bar, onde tem também exposições, música ao vivo e um espaço para conexão à internet e a maior frequência é de pessoas ligadas às artes e intelectuais. Talvez eu
possa me dar bem mesmo em propostas de eventos específicos da área de
tecnologia ou ações relacionadas a isso. Aí sim, poderei sem dúvida
fazer algo inusitado!!

OutraCoisa: Que outras peças você faz além de adornos pessoais?

Telas, esculturas e decoração, seja em stands, residências, escritórios ou “home office”.

OutraCoisa: Você revisita obras de pintores e escultores?

Pintores principalmente, outro dia fiz uma série que intitulei de “Kandinsky”.

OutraCoisa: Trabalhar com lixo digital mudou sua forma de engajar na questão ambiental?

Existe algo em mim, aprendido, desde a infância com minha avó materna, que me ensinou 2 dos 3 R’s, com exemplos práticos. Ela era costureira, viúva e muito pobre, criou seus 5 filhos com o princípio, Reutilizar!

Eu digo que foram 2 dos 3 R’s, porque acredito que quando se Reutiliza, na verdade você está também Reduzindo o lixo. Então a questão ambiental, sempre fez parte da minha educação. O terceiro R que é de reciclar, eu coloco como ultima alternativa, quando não foi possível reutilizar.

OutraCoisa: Você acredita no poder da arte como modificador do comportamento do Homem em relação ao planeta? Por que?

Acredito piamente!

Um dos conceitos que mais gosto de arte é este:

“Arte é simplesmente a concretização de um sentimento.”

Ora, uma vez que expresso e levo a outrem a possibilidade de “concretizar” seu sentimento, é possível que mil outras maneiras surjam a partir daí, talvez eu seja muito otimista, mas creio que tem muito mais gente querendo expressar o amor ao planeta que o contrário. Só não sabem como!

E depois, já se tornou uma condição e não uma opção, ou se faz algo, ou simplesmente não vai mais existir.

OutraCoisa: Você tem Blog MSN, Orkut, Twitter, Flickr… Trabalhar com PCTrash promoveu a inclusão do mundo digital na sua vida?

Não.

Eu sou atípica em relação à maioria da minha geração. Tenho 50 anos e meu primeiro computador foi um 286 “que era o máximo em tecnologia da época” conheci e usava o que, digamos foi o avô do chat, o video papo, uma ferramenta do video texto, um serviço da antiga TELESP, quando nem existia a internet.

Sempre fui apaixonada pela tecnologia e informática. A possibilidade latente de se “poder sempre mais”, (leia-se este “poder”, como maiores possibilidades de conhecimentos) se “obter muito mais” (leia-se este “obter”, como conseguir comunicação) é algo que simplesmente faz “viajar” minha cabeça!

Quando chegou a internet, eu ficava horas em chats e meu ICQ estava aberto enquanto o pc estivesse ligado.

Buscando entender mais e mais, sobre como funcionava as telecomunicações, trabalhei como executiva de contas em uma agência de propaganda voltada somente à Tecnologia e Informática. E na TELEXPO de 2001, consegui o primeiro cliente internacional da agência, a CMG Telecom, desenvolvedora de soluções, dizia algumas revistas da época:

“CMG Telecom – apresenta sistema Wap para Banda C - transmissão via celular para determinada área geográfica - e bilhetagem para telefonia sem fio. Além de mostrar novas oportunidades de negócios de mensagens curtas para bandas A/B/C; mensagens em dois sentidos (correio eletrônico por celular) e Wap Banda A e B.”

Ou seja, quando o Brasil iniciou as operações via SMS, lá estava eu;)e fui uma das primeiras a testá-la.

Na época a briga pelo mercado estava formada, como pode ser lido aqui

OutraCoisa: Nerds foram o motor de toda a indústria da qual vem a matéria prima de suas obras. Qual sua relação com a cultura Nerd?

Eu acho complexa esta “idéia” que se tem sobre quem sabe o que e onde, ou fazer para este e não para aquele.

Catalogar, tagear, rotular, faz grande parte de uma bela confusão!

Não posso dizer que viver sem nomenclatura é o ideal, ou que lacunas e ‘nichos’ de mercado não existam. Não sou suficientemente estúpida, para dizer isto. Mas acho que atrapalha em alguns casos, questões como: “nomes&definições.”

Óbvio que se torna difícil vender gelo prá esquimó e fácil vender para um tuareg.

Mas a qual “tribo” pertenço?

Eu penso que a nenhuma, mas muitos diriam:

Uma “tiazona” querendo se infiltrar na cultura Nerd?

É complicado, não é mesmo?

No entanto, faço o que possivelmente agradará muito mais a um nerd que a um, “não-nerd”, se é que posso dizer assim.

Tenho uma preocupação de forma mais “genérica”.

Tem pessoas que olham o que faço, apreciam, compram e não imaginam qual foi o material usado, muito menos qual o trabalho feito para que eu chegasse ali. Quando explico, muitas vezes ouço: “Nossa, mas um computador tem tanta coisa bonita assim por dentro?”

Não vou me incomodar pela falta de conhecimento desta pessoa, vou somente agradecer a compra e saber, que ao menos, através do meu trabalho, ela já sabe que é possivel se fazer algo com o lixo digital.

Quero dizer também que se tiver oportunidade dentro da cultura Nerd, claro, será um prazer conhecer mais.

OutraCoisa: Existe grande potencial para seu trabalho em Cosplay, SteamPunk e outros movimentos derivados da Cultura Nerd. Pretende fazer algo neste campo?

Eu busco oportunidades de trabalho. Assim sendo, todos os movimentos , derivados e culturas me interessam. Às vezes o complexo é conseguir entrar em tais campos.

O fato de considerar-se spam, quase tudo o que é, somente ainda pouco conhecido, dificulta o contato, creio.

Prá você ter uma idéia no Orkut, por exemplo, entrei para algumas comunidades, com esta finalidade, mostrar o trabalho e colher opiniões. Uma delas me deletou, outras sequer leram o tópico. Eu me pergunto, e perguntei também por lá (foi aí que me deletaram, rs) como mostrar algo que provavelmente irá interessar à vocês, se não dão nem um simples “click” pra saber (antes de deletar) do que se trata?

Eu ficarei super feliz de ter acesso à tudo pertinente ao meu trabalho e muito grata se tiver possibilidades de trabalhar para quem gosta do que faço.

Abaixo a resposta, que também postei em outra comunidade, nesta segunda está lá, mas ainda sem nenhuma resposta, o que me leva a questionar: Foi lido?

OutraCoisa: Vc acha que isto é auto promoção?

Coloquei um tópico, numa outra comunidade Geek…falando do trabalho que faço.
Coisa que acredito seja interessantíssimo, para quem está tão ligado à tecnologia!!!
E por ser um trabalho INÉDITO no mundo!

TRABALHO COM O LIXO DIGITAL/TECNOLÓGICO…EM ARTE E ARTESANATO

Afinal, é preciso alguém pensar no que será feito com montanhas de lixos que já estão formadas, ao redor do mundo, quando uma placa, processador, hd, bateria, etc e tal do nosso computador queima e não vai mais nos servir!

Ao que me parece foi retirado, por ter sido considerado auto promoção / divulgação !

Eu pergunto: Acreditam “messssmo” que o assunto não está relacionado, com a comunidade?

Eu NÃO faço um trabalho como MILHARES de pessoas fazem!

Ou quem é que já viu um chaveiro de placa de CI (Circuito Integrado), colares de componentes de hd, anéis, pulseiras, telas, esculturas, decorações… com chips, placas, diskets, teclados, fusíveis, cabos, engrenagens de impressoras, flops, processadores, etc, etc ,etc………………………………

Não mostrar meu trabalho à uma comunidade Geek, (que seria uma das maiores conhecedoras de tecnologia e portanto consciente do lixo tecnológico), é o mesmo que dizer que existe a internet mas que não poderão usá-la!

…mas é isso aeeeeeeeeee, quando um “gringo” copiar minha idéia… vai ter gente pagando em dolar!!!

Abraço!

Sim, tem gente que trabalha com o lixo digital, mas da maneira como trabalho ainda não.

OutraCoisa: Você vê espaço para seu trabalho em meio ao público Nerd?

Sim vejo, assim como ao público Geek, que em verdade, difundirão, com maior facilidade ao público comum.

Mas, “acesso” , como já mencionado é que são elas.

Isto que falei acima, não ocorre somente ali no orkut, eu já busquei contato com revistas especializadas em tecnologia, cultura Nerd e Geek, assim como outros meios de comunicação como tv e jornais… mas, acredito que meus e-mails nem chegaram à redação!

Como não pensar assim diante deste fato? Vale a pena ler isso aqui

OutraCoisa: Sobre o que você fala em suas palestras?

Eu diria que meu objetivo é fazer pensar…

Procuro falar da importância em mudar nosso prisma de visão para o lixo de forma geral.

Não importa com o que se trabalhe, o que importa é, se existe o ser vivo, logo existirá, descarte, lixo, então não esperemos por um “milagre”, foquemos nossos olhares de maneira diferenciada, pois segundo o que penso a mudança só ocorrerá quando nos conscientizarmos disto. É o modo como se olha para o lixo que faz toda a diferença!

O conceito é que deve ser trabalhado e mudado, reforço o que acredito ser o mais importante dos 3 R’s, a reutilização, busco ser abrangente e dar exemplos práticos, pois, se numa destas palestras houver uma dona de casa, por exemplo, sairá dali feliz e pensando em como pode fazer mais, com um exemplo prático: “Na sua cozinha a senhora faz isso todo o tempo mas nunca pensou a respeito”

Geralmente cito esta frase, para fazer pensar, levar ao cotidiano é uma das maneiras mais fáceis de se conseguir integração, creio.

Ora, qualquer um sabe que, sobras de frango por exemplo, podem virar bolinhos, salpicão, tortas, sopas e etc

No caso de um músico…

O ultimo trabalho da Fernanda Takai o que é?

Reutilização!

Ela reutiliza as canções de Nara Leão, colocando arranjos novos.

No caso de um médico…

Transplantes são o que?

Reutilização!

Estes exemplos fazem parte de nosso cotidiano, mas não mais pensamos à respeito, justo pelo fator, “ter se tornado comum”.

Então porque não passar tal hábito à outras partes da vida?

Isto serve para todos.

Cito alguns dados que recolho em revistas, jornais e outros, sobre os males que pode causar tal lixo, se descartado de maneira errada.

Aqui abro espaço, para falar da importância do saber e a pouca informação existente, já escrevi para algumas pessoas que assinaram matérias sobre isso, pedindo maiores informações no manuseio deste lixo, uma vez que é tóxico, porém nada de respostas, já escrevi para fabricantes também e nada. Tomo medidas preventivas me baseando no lido e aprendido até mesmo sobre outros materiais tóxicos, usar luvas, máscaras, não aquecer, etc, tenho também o cuidado de resinar, para que seja “selado”, mas tenho muitas dúvidas ainda e não encontro quem me auxilie nisto. Por exemplo, eu corto e lixo placas de ci, e o pó formado em contato com a minha pele, que mal pode causar?

Busco conscientizar, cada pessoa presente, de que ela também é responsável nesta luta, que não pense que é algo onde ela não pode fazer nada. Coisa que, me serve, na pós-palestra, pelo que esta pessoa, poderá levar a outros.

OutraCoisa: Que tipo de instituição a procura para ministrá-las?

Eu ministrei poucas palestras ainda e estas foram em Escolas, Ong’s e no evento Campus Party.

OutraCoisa: Em sua opinião, qual a função da Arte em um mundo voltado para o Entretenimento e Consumismo?

Eu acho que dentre o entretenimento e o consumismo, vive também a arte. Arte, não é algo isolado do contexto geral, ao contrário é inserido em todos eles. Mas a idéia da arte ser elitizada, faz pensar o contrário. Ainda que seja a arte comercial, ela está lá, numa embalagem, num cartaz, numa publicidade… é o que leva ao consumismo, certo? Acho que pode-se dizer, que é hora de se revisitar Andy Warhol e a cultura Pop, uma das funções da arte é observar e interferir na sociedade.

OutraCoisa: Você vê possibilidade de coexistência entre consciência ambiental e tecnologia?

Vejo, desde que a força seja contrária. Não é que eu pense no “involuir”, não, é possivel evoluir, com reaproveitamento e troca de peças, com os fabricantes investindo em componentes mais duráveis e as pessoas exigindo isso ao invés de correr para o mais avançado dos modelos, sem sequer pensar no que será feito com o que usava antes.

Talvez pareça utópico, acreditar que tais coisas cheguem a mudar. Mas acredito que dentre as mudanças que precisam ser feitas, existe a fundamental e esta, está muito mais ligada à educação, que a qualquer outra coisa, pois, “Uma pessoa educada é por consequência, consciente.” E assim, convive bem, seja com o que for. A maior prova de que consciência ambiental pode gerar lucros ou diminuir custos são as latinhas de refri e cerveja e o vidro como um todo… até associações se criaram para “catar” o descarte e fazer esse material voltar de forma economicamente viável para o mercado. Com o lixo digital já está sendo feito um trabalho nesse sentido com a recilcagem das partes plásticas dos monitores e com a estrutura de metal das CPUs.

OutraCoisa: Quais seus projetos para o futuro da sua Arte?

Seguir incansavelmente!

Next Page »

BlogBlogs.Com.Br
Technorati Profile